Notícias Literárias - Livro de Guillermo Del Toro " A Forma da Água" será lançado no Brasil

O Livro é Melhor? A Garota Dinamarquesa

Faz um tempinho que li esse livro e assisti ao filme, mas ainda está valendo!!


O LIVRO:

  • Einar e Greta são casados há 10 anos (se não me engano) e vivem na Dinamarca, os dois são artistas e enquanto Einar é muito famoso por suas paisagens pantanosas, Greta que é americana se esforça para conseguir se destacar sem muito sucesso.
  • No inicio da trama , Greta está fazendo o auto-retrato de uma amiga, cantora de ópera - só que na finalização do retrato a modelo não pode comparecer, por isso Greta pede a Einar que vista uma meia calça e pose com um vestido para que ela possa terminar o quadro. Depois de muita recusa, ele aceita e é quando Ullna\Anna\Oona chega se desculpando pelo atraso e os vê - alegando que Einar ficava muito bonito assim e essa sua "versão" deveria se chamar Lili.
  • Depois de mostrar sinais de afinidade á coisas femininas, e já sendo muito quieto e tímido, Einar começa a mudar ainda mais seu comportamento  - o ponto exato de "libertação" se deu quando convidados para um evento , Einar se recusa a ir pois sofrerá muito assédio de seus convidados. Neste momento Greta sugere que ele vá como Lili.
  • O casal se diverte na festa com a ignorância dos convidados e Lili se mostra extremamente feminina e a vontade e é inclusive cortejada por um rapaz. A partir daí, durante a rotina do casal Greta nota em algumas situações que suas meias, camisolas e outras peças de roupas as vezes somem, e muitas vezes nota que seu Marido as está usando. Mais tarde se depara com Lili, em seu estado completo e cada vez com mais frequência.
  •  No geral Greta se mostrou muito companheira, claro que ela ficou triste por de certa forma perder o marido, mesmo ganhando uma amiga, quase uma irmã como Lili. Há muita dualidade em Greta, mas durante a leitura a impressão que tive foi de que o sentimento de felicidade de Einar era mais importante para ela do que seu amor e relacionamento com ele.


O FILME

  • A retratação dos personagens foi incrível, fiel á trama de uma forma adorável, o início do filme claro, comparado ao livro foi muito curto.
 


  • Temos uma pequena dinâmica em relação á vida do casal e já passamos para a "criação de Lili. Preciso dizer que apesar  de Alicia Vikander ter ganhado o Oscar, acho que Eddie Redmayne devia levar todas as glórias, pois suas personificação de Einar e Lili são perfeitos, muito me admirei em como ele conseguiu encarnar toda a feminilidade de Lili e o quão bonito ficou! 



  • O filme aborda a transformação de Lili de forma muito abrupta, quase nada das semanas em que Greta via seu marido aos poucos se tornando mais e mais uma mulher é mostrado, assim como o interesse artístico de Greta em Lili.




  • Embora tenha cortado algumas coisas, o filme foi fial ao livro sem mudar acontecimentos importantes, ou sumir com muitos personagens, porém o entendimento do relacionamento de Lili e Greta e o passado dessa última são prejudicados pela rapidez que a história é abordada. 



  • Senti na Greta do filme uma raiva reprimida que não consegui enxergar na Greta da literatura, talvez por que pelo senso comum qualquer mulher apaixonada iria ficar muito revoltada que de repente seu marido desaparecesse. E de novo toda a grande elaboração da personagem se perde em algo mais superficial.

Qual é melhor?
Embora a ambientação do filme seja divina (tanto em cenário, figurino, elenco e etc), a trama e a dramaticidade se perdem muito, e são parte muito importante do livro, por que ele é justamente sobre a luta que as duas enfrentaram juntas e separadas e como isso as afetou. Obviamente o livro é muito melhor, mas para quem gostou da leitura o filme é uma ótima adaptação artística, como uma quadro - o que combina muito bem com essa trama não??
Para quem têm interesse em ler a resenha, acesse aqui!

Quinta das Capas #98

Capas de Livros de Horror

Olá, Olá!! Pois é, o Halloween já passou e eu esqueci de postar essa coluna... Mas vocês são muito bonzinhos e irão relevar... Certo?

Li Caixa de Pássaros a pouco tempo, e apesar de achar a capa muito simples inicialmente, depois de ler a considero muito adequada ao livro e ao tipo de suspense que o autor queria empreender. Casas "assombradas" ou com aparência de tal sempre me pareceram assustadoras, e também clichês... Horror na Colina Darrington me dá a impressão de ser interessante a primeira vista, mas depois de estudar um pouco a capa, não parece decepcionante? Tratado Oculto do Horror é o meu tipo de livro! Me lembra filmes de terror B - dos quais sou muito fã. Se o interior de Condado Marcabro combinar com a arte da capa, podemos esperar uma boa leitura de terror, coisas fofas ou infantis retratadas com indiferença e esquecimento quase sempre dão arrepios - e eu nunca gosto de palhaços....

Ok...Em Unremitting Horror os zumbis invadiram a caverna do Gollun... piada sem graça. The Last Outpost tem um acabamento horrível, mas esse tipo de arte vêm sendo muito usada nas personagens de terror de hoje - vômitos sobrenaturais, a "condição" dos mortos, zumbis, possuídos e etc é ostentada com muito suor, veias, colorações em tons de cinza, aspecto pegajoso ou rachado... E isso somado á movimentos animalescos ou inumanos, nos assusta justamente por parecer selvagem, não natural e passível de contaminação - seria um medo advindo de nosso subconsciente, um medo primitivo - que claro causa mais agonia do que medo de fato, pelo menos no meu caso. A capa de Cannibal me chama mais  a atenção pela sensualidade do que pela temática canibalista abordada, haha. Amityville não precisa de muito para dar "frio na espinha", mas essa mistura de sangue e sombra da Darkside se adequa perfeitamente a trama, além de gerar curiosidade e incomodo.

Coraline é uma daquelas histórias criativas e emocionantes que escondem temáticas e abordagens mais macabras do que podemos observar a primeira vista - depois de ler muito Neil Gaiman, posso dizer que suas obras as vezes me lembram Tim Burton. Goodebumps está aqui como uma homenagem a minha infância, eu lia, assistia e sim, me apavorava. Comprei O Menino que Desenhava Monstros há algum tempo e estou ansiosa para ler, amo a capa - ela é simples mas promete alguma coisa! O Vilarejo tem a capa quase decepcionante, se não fosse o mistério gerado pela conjunto da imagem e do título.

Juntei e deixei essas capas por último, pois são de uma mesma série (não de livros, apesar do primeiro e do terceiro realmente serem da mesma série, mas digo quando uma editora lança por ex, "Clássicos de Romance" e lança vários autores com a mesma padronização de capas). A simplicidade e abordagem das capas em si já são um clássico, e em alguns casos realmente me fazem olhar duas vezes, imagino qual foi a reação das pessoas que se depararam com eles, quando foram lançados.

Resenha - O Estranho Mundo de Jack

Título: O Estranho Mundo de Jack
Livro Único.
Autor: Tim Burton
História e Arte: Jun Asuka
Editora: Abril
Páginas: 176
Ano: 2015
Saiba mais: Skoob
Comprar: Amazon

"This is Halloween!!"


Sinopse: Seja bem-vindo ao estranho mundo de Jack, mestre e senhor absoluto do Halloween. Infalível propagador de sustos nas noites de 31 de outubro, Jack se empolgou com uma outra festa que também ocorre apenas uma vez por ano: o celebrado Natal. Mas como fica a ordem das coisas quando uma criatura acostumada a espalhar o terror decide comandar um evento tão colorido, terno e reconfortante? Você mesmo vai descobrir a resposta se tiver coragem e mantiver os olhos abertos e grudados nesta versão em mangá da premiada animação escrita e produzida por Tim Burton.

A Trama: Jack - o Rei da Abóbora é o mestre da Cidade do Halloween, e o responsável por levar o Dia das Bruxas parar todos no mundo. Infelizmente Jack está entediado com sua função - depois de anos fazendo a mesma coisa, ele busca inspiração e um objetivo em sua existência imortal, e é nesse momento que ele descobre a Cidade do Natal.

Resenha - Todos, Nenhum: Simplesmente Humano

Título: Todos, Nenhum: Simplesmente Humano
Título original: Symptoms of Being Human
Autor: JeffGarvin
Editora: Plataforma21
Páginas: 400
Ano: 2017 
Saiba Mais: Skoob
Comprar: Amazon // Saraiva // Submarino

Sinopse“A primeira coisa que você vai querer saber sobre mim é: sou menino ou menina?”
Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso.
Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo.
Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix.
Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.

A TramaRiley é gênero fluido, mas ainda não contou para ninguém, já que isso é algo novo até mesmo para si. Depois de se transferir de uma escola particular católica para uma escola pública, Riley acha que sua vida vai melhorar e os dias de bullying ficaram para trás. Mas a primeira coisa que ouve a seu respeito ao chegar na escola nova é a recorrente frase "é menino ou menina?" e "aquilo". Para extravasar um pouco sua ansiedade, Riley decide seguir o conselho de sua psicóloga e abrir um blog anônimo usando o nome Alix. É lá que Riley vai postar seus pensamentos mais íntimos, ganhar seguidores e conseguir uma fama que nunca pediu - e que toma um caminho inesperado quando seus conselhos começa a realmente afetar a vida de outras pessoas. Além de ser uma história bem informativa, Todos, Nenhum: Simplesmente Humano foi uma delícia de ler - mas não se engane, porque essa não é, definitivamente, uma história fofa ou bobinha, falando sobre diversidade de gênero de forma trivial. Ele trás sim esse lado mais "descontraído" algumas vezes, mas a história é bem mais profundo e real do que isso.