Resenha - Ascendant

Resenha feita pela Luh
Título: Ascendant
Série: Killer Unicorns (#2)
Autora: Diana Peterfreund
Editora: Não publicado no Brasil
Páginas: 392
Ano: 2010 (US)
Saiba mais: Skoob // Goodreads
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Infelizmente, Diana me decepcionou.
Nota: A única parte da resenha que tem spoilers de Rampant é a parte itálico na "Trama". 

Sinopse: Astrid Llewelyn agora é uma caçadora de unicórnios treinada, mas ela não consegue resolver todos os seus problemas com apenas um arco e uma flecha. Seu namorado, Giovanni, decidiu sair de Roma, o convento está em grandes dificuldades financeiras, os poderes de sua melhor amiga parecem estar misteriosamente desaparecendo e Astrid está sentindo que a escola, sua casa e sua esperança de se tornar uma cientista são nada além de sonhos impossíveis.

Então quando a oferecem a ela a oportunidade de sair do convento e usar suas habilidades em uma busca científica pelo Remédio, Astrid aproveita a chance. Finalmente, ela pode ter exatamente o que ela deseja. Na sede dos laboratórios Gordian, no interior da zona rural da França, Astrid começa a questionar tudo o que acreditava: seu amor por Giovanni, sua lealdade ao convento, e quase todo o seu dever como uma caçadora. Ela deveria estar salvando o mundo de unicórnios assassinos ou salvando os unicórnios do mundo?

A Trama
O livro começa com uma boa cena da protagonista matando unicórnios, o que já me deixou animada pensando que esse livro teria mais ação que seu antecessor! Estava errada, logo após as primeiras 5 páginas  somos jogados novamente na rotina da vida no convento, as brigas adolescentes das meninas e o problema de Cory, com sua mágica enfraquecendo mais e mais a cada dia. Pensei que seria tudo o mesmo, até que Giovanni declara que está voltando para os EUA, para estudar, e Cory está indo para a Inglaterra, porque ficar no convento não é mais seguro para ela.  Astrid, me surpreendendo muito, resolve ir para a Inglaterra com Cory!

É então que acontece uma pequena reviravolta no livro e, de repente, a protagonista vira a babá de bando de einhorns, uma raça rara de unicórnios. Essa foi uma das partes que mais gostei em toda a série, não há muita ação, mas a autora focou bastante na relação emocional entre Astrid e os unicórnios e foi impossível não se apaixonar pelas criaturas.


Ascendant definitivamente é um livro mais pesado que o primeiro. Se você for observar friamente, temos muito menos matança e sangue nesse livro, mas as mortes se tornam mais pessoais e, portanto, mais chocantes. A trama passa por partes mais mornas, partes emocionantes e partes que não fazem sentido algum e me deram vontade de atirar o livro na parede. A trama infelizmente é cheia de buracos e eu absolutamente odiei as últimas 100 páginas, não entendo o rumo que a autora deu para a história e acredito que foi justamente esse final que estragou o livro para mim.


Os Protagonistas: Astrid parece dar um passo para a frente e dois para trás. Ela ficou mais consistente e eu comecei a gostar mais dela, ela foi uma protagonista bem legal na maior parte do livro, apesar de continuar focando demais em garotos ao invés de tentar concertar sua vida.
Mas daí chegam as 100 últimas páginas do livro e, me desculpem, mas ela fica insuportável. Reclamando o tempo inteiro, machucando as pessoas desnecessariamente e tomando decisões duvidosas, Astrid repentinamente pareceu ter voltado aos 14 anos de idade.

Os Personagens Secundários: A mãe de Astrid está pior ainda nesse livro e olha que eu pensava que ela já tinha chego no fundo do poço.

Isabeau foi minha personagem predileta, ela era madura, prática e consistente, o tipo de pessoa que sabe o que quer e acredita que "os fins justificam os meios", eu gostei muito dela. Os einhorns (raça de unicórnio) roubavam a cena sempre que estavam presentes, eles eram extremamente cativantes e posso afirmar que, se a Diana não sabe construir personagens humanos, os unicórnios são todos magníficos.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu absolutamente amo essa capa, ela é uma das mais bonitas da minha estante. Ao vivo ela tem cores bem vivas e o hardcover também é lindo. A diagramação do livro continua igual e eu até me acostumei com as aspas e as palavras, a leitura foi um pouco mais fácil.

O livro continua sendo narrado pelo ponto de vista da Astrid e a escrita da Diana é a única coisa na série que é consistente.

Concluindo: Eu esperava que a série melhorasse com o tempo, mas a autora me decepcionou, trazendo ainda mais drama e muitos buracos na história. O final do livro foi péssimo, mas a parte central foi interessante e prendeu minha atenção.


Quotes:

"Astrid," he murmured, closing his hands at the ledge behind my head. "Please." His cheeck rested agains mine, his breath hot on my throat.
Except "please" was what I wanted to say, too. Please, move away. Please, this is very confusing. Please, touch me some more.
Dating Giovanni was my only taste of normalcy, the only part of me that remained tethered to my old life, the old Astrid. Giovanni reminded me that hands could be used for holding people, not swords, and that my heart could pound when I wasn't in pursuit of prey. He took me outside the Cloisters for art, not battle, and used my hunting knife to cut cheese. Giovanni had helped to make me a warrior, but he knew that I was also a girl. If he left, what would be left of me?
Classificação:
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