Resenha - Rampant

Resenha feita pela Luh
Título: Rampant
Série: Killer Unicorns (#1)
Autora: Diana Peterfreund
Editora: Não publicado no Brasil
Páginas: 402
Ano: 2009
Saiba mais: Skoob // Goodreads
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Unicórnios carnívoros malvados, guerreiras adolescentes e Roma! Como não amar uma história assim?

Sinopse: Esqueça tudo o que você sempre soube sobre unicórios...
Unicórnios reais são monstros comedores de gente com presas enormes e chifres afiados. Por sorte, eles estão extintos há 150 anos.
Ou não.
Astrid sempre zombou das histórias excentricas da mãe sobre unicórnios assassinos. Mas quando um desses monstros ataca seu namorado - arruinando todas as chances de ele levá-la ao baile de formatura - Astrid se encontra indo para Roma para treinar como uma caçadora de unicórnios nos claustros antigos que os caçadores vem usando há séculos.
Entretanto, nesses claustros nem tudo é o que parece. Do lado de fora, os unicórnios aguardam para atacar. E dentro, Astrid encontra outra ameaças inesperadas: desde as precárias paredes cobertas de ossos que vibram com um poder terrível, aos planos ocultos dos outros caçadores, a - talvez a mais perigosa de todas as ameaças - sua atração crescente por um belo estudante de arte... uma atração que pode colocar tudo em risco.

A TramaLogo nas primeiras páginas conhecemos Brandt, o 'ficante' de Astrid, e ele é chifrado por um unicórnio. Eu me senti um pouquinho perdida sem uma introdução adequada ao mundo criado por Diana, mas ela vai explicando tudo aos pouquinhos e logo a trama te prende tanto que você se esquece de procurar explicações.
Rampant segue a vida de Astrid, uma garota aparentemente comum (a não ser pela mãe, que é meio louca e obcecada com unicórnios), que tem sua vida completamente transformada quando descobre que unicórnios são seres reais e ela faz parte de uma rara linhagem de mulheres que são as únicas no mundo com a habilidade de caçar esses monstros. A garota é jogada pela mãe em um convento em Roma, onde deveria aprender a lutar e se defender dos unicórnios.
A trama começa em um ritmo frenético que parece ir diminuindo gradualmente e, infelizmente, deixa a desejar nas últimas 100 páginas. A ideia central de garotas virgens lutando contra unicórnios assassinos foi simplesmente genial e eu apenas gostaria que a autora tivesse explorado isso um pouco melhor.

Atenção: O livro não é recomendado para crianças, sendo que tem algumas cenas violentas e lida com assuntos polêmicos como estupro.

Os Protagonistas: Eu não gostei muito de Astrid. Ela é cativante e divertida, mas infelizmente é também uma das personagens mais inconsistentes que eu já vi. Para começar, Astrid é uma garota de 16 anos que parece obcecada com sexo, ela passa boa parte do livro pensando sobre sua virgindade e a de todas as garotas ao seu redor. Eu entendo que sexo é um tema importante no livro, sendo que as caçadoras de unicórnios precisam ser virgens para poderem caçar, mas eu senti que o assunto recebeu uma importância desnecessária.
A protagonista também muda de ideia o tempo inteiro sobre ser ou não uma caçadora. Ela afirma não ter desejo algum de matar os animais ou treinar para tal feito, mas quando recebe uma ordem que vai contra suas vontades, a garota simplesmente reclama um pouquinho (geralmente nem sequer em voz alta) e segue as instruções. Além disso, sempre que surge a oportunidade, Astrid não perde um instante pensando sobre os unicórnios antes de assassiná-los a sangue frio.

Os Personagens Secundários: Gostei muito de alguns personagens e absolutamente odiei outros. Phil, a prima de Astrid, também é contra caçar unicórnios, mas, ao invés de sentar e reclamar, ela faz o possível para conscientizar as pessoas sobre o perigo dos animais e se esforça para tornar os unicórnios uma espécie em extinção. Além disso a garota é esforçada, inteligente, carismática e até divertida, o tipo de personagem que torna o livro muito melhor. A mãe de Astrid, por outro lado, foi difícil de engolir. Egoísta, oportunista e simplesmente má, eu não consigo acreditar que uma mãe seria tão cruel com suas crianças por diversão. Ela não se importa nem um pouco com os desejos da filha ou sua segurança, quer apenas poder sentir a suposta glória de ter uma verdadeira caçadora na família.

Capa, Diagramação e Escrita: Preciso dizer que a capa é bonita? Eu gostei principalmente do detalhe do unicórnio refletido na espada, ficou um charme! Gostei bastante também dos nomes dos capítulos, todos começam com "Wherein Astrid...", que pode ser traduzido como "Aquele em que Astrid..." e me lembrou demais de Friends. A única coisa que não gostei muito na formatação, e espero que arrumem caso o livro seja traduzido, é que as falas são separadas por aspas ao invés de travessões.
O livro é narrado em primeira pessoa e eu achei a escrita da Diana um pouquinho complicada em inglês, então só recomendo para aqueles que já tem mais experiência em ler nessa língua.

Concluindo: O livro tinha potencial para ser um de meus prediletos, mas infelizmente a trama focou demais em romance e dramas pessoais e os personagens são mal desenvolvidos. Ainda assim, as várias cenas de ação me prenderam e as meninas do convento eram todas cativantes.

Quotes:
Amazing how being bathed in arterial blood can wash out any lingering romantic disappointments.
"Ti voglio bene..... It means everything. It means I love you. It means I want you. It means I want you to be okay. It means everything."
Classificação:
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