Resenha - O Atlas do Amor


Resenha feita pela Mari!
Título: O Atlas do Amor
Título Original: The Atlas of Love
Livro Único.
Autores: Laurie Frankel
Editora: Paralela (Companhia das Letras)
Páginas: 240
Ano: 2012
Saiba mais: Skoob
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Um livro mediano, não merece o começo de uma pilha, mas talvez mereça estar nela.

Sinopse: Quando Jill engravida acidentalmente e é abandonada pelo namorado, ela e suas duas melhores amigas mergulham de cabeça num projeto inusitado - criar Atlas, o bebê, juntas, em meio à loucura da pós-graduação. As três se mudam então para uma casa maior e montam uma programação sem intervalos, que inclui cuidar do bebê, assistir às aulas, lecionar matérias de introdução à literatura, corrigir trabalhos e cumprir a agenda de leituras. Elas esperam que seus esforços sejam suficientes para formar uma família para Atlas, mas tudo acaba se complicando.

A Trama: Jill, Katie e Janey são três grandes amigas que fazem pós-graduação em língua inglesa e não tem muito tempo para nada, dão aulas na faculdade para poderem pagar suas despesas e às vezes conseguem um tempo para saírem juntas. Jill namora um garoto 7 anos mais novo (ele tem 20 e ela 27) e, depois de 3 meses de namoro, engravida. Quando conta a Dan, o namorado, ele exige que ela faça um aborto. Jovem e com um futuro pela frente, Dan não se sente preparado para a situação e quando Jill o informa que não fará o aborto, ele a abandona. Agora cabe às 3 amigas, com pouco tempo e nenhuma experiência, criarem um bebê, Atlas. 
Eu achei o ritmo meio lento, não é aquele livro que te deixa super ansioso  pela próxima página, na verdade eu não via a hora de a história acabar. Ouvi muitas criticas boas sobre O Atlas do Amor, então foi um pouco decepcionante.
O início é legal, mas em alguma parte parece que a narradora começa a enrolar e dar mais detalhes que o necessário, o que torna a história cansativa. Não é muito o tipo de livro que eu gosto de ler e talvez por isso eu não tenha gostado tanto da leitura.

Os Protagonistas: Janey é a narradora, mas a trama foca na vida das três garotas juntas juntas, como é a convivência, a rotina puxada e por aí vai, na verdade não chegamos a conhecer muito da Janey. Ela é uma mulher super concentrada nos estudos que não tem muito tempo para namoro, balada ou qualquer outra coisa, tem uma família que está sempre lá quando ela precisa e dois ótimos amigos (Lucas e Jason).
Katie a princípio era só mais uma CDF chata da escola e Jill e Janey  nem gostavam dela, mas quando elas a conhecem melhor conseguem ver que é uma ótima pessoa, religiosa e que tenta a todo custo encontrar seu amor verdadeiro.  Jully é a mulher que aos 27 anos engravida e é abandonada pelo namorado mais novo. Ela não sabe bem o que fazer com o bebê, mas quando suas amigas se prontificam a ajudar tudo parece mais fácil.

Os Personagens Secundários: Lucas e Jason são um casal gay e se amam demais. Atlas é o bebê mais fofo da face da terra, centro das atenções na casa. Existem alguns outros personagens, mas no geral não chegamos a conhecer bem nenhum deles.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é super fofa, eu amei tanto ela quanto a sinopse e foi o que me levou a ler o livro. Não há muitas palavras difíceis ou erros de leitura e a história é dividida em 3 partes com capítulos numerados, contada em 1ª pessoa pela Janey, mas nos mostra o ponto de vista de todas as protagonistas.

Concluindo: Não é muito meu estilo de livro e isso influenciou um pouco na minha opinião e na nota, achei meio lento demais, mas para os que gostam de histórias sobre amizades verdadeiras, gravidez inesperada e problemas do dia-a-dia, vale a pena a leitura.

Quotes:

'Saímos ontem à noite, mas eu voltei para casa mais cedo para começar a escrever. Meus colegas de quarto chegaram e estavam bêbados, e eu tinha acabado de terminar o trabalho, então um deles se sentou sem querer no meu computador e eu perdi tudo o que tinha escrito.'  [...] Se fosse verdade, seria uma história muito triste. Imagine só ter aquela trabalheira toda -e, pior, deixar de sair - só para perder tudo depois. Se fosse mentira, teria pena da mesma maneira - porque ele não conseguiu inventar uma desculpa melhor e teve que se humilhar com aquela história.

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