Resenha - Merlin: A Profecia

Resenha feita pela Luh!
Título: Merlin: A Profecia
Título Original: Prophecy: Clash of Kings
Série: Merlin
1- A Profecia
2- Death of an Empire (2012 US)
3- Web of Deceit (2013 US)
Autor: M. K. Hume
Editora: Novo Século
Páginas: 480
Ano: 2013
Saiba mais: Skoob
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Uma história envolvente e interessante.

Sinopse: Conheça os primeiros anos e o aprendizado do mago Merlin, o mais enigmático e cativante personagem das lendas arthurianas. Tocado pela escuridão, mas protegido pelo Senhor da Luz, Myrddion Merlinus, a Semente de Demônio, se vê às voltas com as maiores batalhas de seu tempo, influenciando o destino de reis e seus povos. Com uma narrativa encantadora e embasada em profunda pesquisa, M. K. Hume apresenta sua versão deste maravilhoso profeta e curandeiro: um jovem ao mesmo tempo tocado pela magia e atento à ciência de seu tempo e de épocas anteriores, sem, contudo, se deixar limitar pelas convenções e paradigmas de seu mundo. Aqui começa a jornada de um homem cujo nome estará marcado para sempre como uma das mais belas e fantásticas lendas da História.

A Trama: O que mais gostei na trama é que a autora começa realmente do início, falando um pouco sobre Branwyn, a mãe de Mryddion (o famoso Merlin), quando ela ainda nem estava grávida. Temos a oportunidade de conhecer o protagonista desde seu nascimento e acompanhar seu desenvolvimento da melhor maneira possível. O livro é bem extenso, mas ainda dá a sensação de um ritmo rápido, pois cerca de 17 anos se passam naquelas 480 páginas.
O início é um pouco confuso, pois são muitos nomes e locais para lembrar. Ao invés de narrar apenas a história de Myrddion, a autora foca em diversos personagens que são importantes para a trama. Infelizmente, as partes que em que o protagonista não está presente são um pouco monótonas, mas por sorte não há tantas cenas do tipo. Apesar de ter trechos mais complexos e lentos, a trama é envolvente e muito interessante. O livro é o primeiro em uma trilogia, mas apresenta um desfecho satisfatório.

O Protagonista: A autora retrata Myrddion como um garoto relativamente normal, nem um pouco parecido com o mágico e misterioso feiticeiro das lendas. Ele sofre com o preconceito de não conhecer o pai e o desprezo da mãe, mas ainda se torna um garoto amável e fascinante. Muito inteligente e com uma maturidade incrível para sua idade, é impossível não torcer pelo personagem.

Os Personagens Secundários: Eu estava esperando por uma aparição de Arthur, mas o personagem nem sequer nasceu ainda e acredito que ele não terá um papel muito ativo na trama, já que a autora escreveu uma trilogia dedicada a ele. Mudei de opinião sobre vários personagens conforme a trama avançava e adorei a maneira como a autora conseguiu tornar cada um deles complexo e intenso, com sua própria trama interessante. Gostei muito de conhecer o passado de Branwyn e Olwyn, mãe e avó do protagonista, pessoas que influenciaram tanto em sua personalidade.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa não me agradou muito, mas a diagramação está maravilhosa, a editora caprichou muito nesse livro. Há diversos extras que auxiliam na compreensão das cenas como mapas, árvores genealógicas e desenhos explicando as batalhas. Esses extras me ajudaram muito, só gostaria que os mapas tivessem ficado todos no início do livro, pois estão espalhados e é difícil encontrá-los quando preciso deles. Há alguns errinhos de concordância espalhados, mas nada que atrapalhe a leitura.
A escrita da M. K. Hume é boa, mas não me conquistou. Ela podia ser excessivamente detalhista em alguns trechos e o livro ficou um pouco feminino, é fácil notar que foi escrito por uma mulher. Eu esperava a qualidade de autores consagrados como Bernard Cornwell, mas ainda está longe. Entretanto, alguns trechos ficaram belíssimos.

Concluindo: Não é o melhor do gênero, mas recomendo para quem gosta de romances épicos. Tem uma trama interessante de um ponto de vista muito original, os personagens são muito bem desenvolvidos e alguns trechos são intensos, do tipo que você não quer parar nem para piscar.

Quotes:
 - Ah, Branwyn, você vai sofrer por sua arrogância e pela feiura que mora em seu coração. Pode me odiar, se lhe faz bem, pode me xingar se sua vida fica mais fácil com alguém para detestar. Mas, até que ame algo ou alguém mais do que a si mesma, você ainda pertence ao demônio.

O tempo é um traidor. Dá uma rasteira nos homens, faz com que se atrasem e ilude suas mentes. Às vezes, corre muito rápido, noutras, parece se arrastar. Mas, por meio de todos os seus truques e das aflições que impõe, empurra todas as coisas vivas inexoravelmente em direção ao nada.

- Com todas nós mulheres, é o mesmo. Rainha ou escrava, algum homem é o nosso dono. Assim vai o mundo, e não há como evitar.
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