Resenha - O Fim de Todos Nós

Resenha feita pela Mari!
Título: O Fim de Todos Nós
Título Original: The Way We Fall
Série: Fallen World
1- O Fim de Todos Nós
2- The Lives We Lost (2013 US)
3- The Words We Make (2014 US)
Autor: Megan Crewe
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Ano: 2013
Saiba mais: Skoob
Comprar: Saraiva // Submarino // Extra

Esperava algo diferente, mas o resultado não foi todo ruim.

Sinopse: Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer. A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças - ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento.
Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?

A Trama: Me interessei por O Fim de Todos Nós pois achei que tratava-se de um apocalipse zumbi, não que a sinopse tenha mencionado zumbis mas eu tinha essa concepção sobre o livro, então vocês podem imaginar minha decepção quando os habitantes da ilha começaram a morrer. O tema, uma epidemia que ataca uma ilha e começa a matar todos os moradores, é original, porém a autora não consegue explorá-lo muito bem. Quase todos os personagens secundários, sejam parentes, amigos ou simplesmente conhecidos da protagonista, não sobrevivem à doença e isso ficou claro desde o início.
Falta um pouco de tudo no livro, seja ação, romance ou suspense. No geral, o ritmo é morno, quando acontece algo de interessante rapidamente passa, porém no último terço o livro ganha um ritmo mais fluido e eu não queria mais soltá-lo. O final poderia ser melhor, entretanto é interessante e pretendo ler o segundo volume (é uma trilogia).

A Protagonista: Kaelyn é uma ótima protagonista, é também a narradora da história que é escrita em forma de carta / diário,  porém, depois de certo acontecimento, Kaelyn sente que deve algo a sociedade, então quer ser um tipo de heroína. Quando percebe que nada do que faça vai trazer sua família de volta ou salvar os que ainda estão vivos, ela desiste. Deve ser extremamente difícil para uma garota de 16 anos, perder as pessoas que ama, entretanto a atitude da protagonista começou a me irritar. No último terço da história ela começa a narrar qualquer coisinha que tenha acontecido no seu dia, qualquer boa ação que tenha feito, tempo que tenha passado estudando os prontuários das pessoas que não morreram, enfim, parece querer esticar a trama.

Os Personagens Secundários: Há tantos personagens secundários que a autora nem consegue desenvolvê-los muito bem, embora no final restem poucos que realmente importem. Começamos a conhecer melhor a namorada de Leo,  Tessa, uma sobrevivente que fica presa na ilha sozinha (seus pais estavam viajando) e tenta, dentro do possível, levar uma vida normal, continuar a cuidar do seu jardim e se manter longe dos doentes. Quanto mais conhecemos Tessa, mais triste Kaelyn fica, pois a garota é uma ótima amiga e namorada para Leo e a protagonista tem sentimentos por ele, então, quando Gus aparece na história, o romance parece acontecer naturalmente.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa não é perfeita, poderia chamar muito mais atenção para o livro.
Gostei muito da forma como a história é contada, a protagonista escrevendo em seu diário para que Leo possa ler e saber como ela se sentiu durante toda epidemia. Não há nenhuma palavra ou expressão difícil e boa parte da história é gostosa de ler.

Concluindo: Pretendo ler o segundo volume e até gostei desse primeiro, porém tinha potencial para ser muito melhor, recomendo a leitura para todas as idades, mas não vão esperando que seja o melhor livro do ano.

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