Resenha - Bullet Park

Resenha feita pela Tay!  
Título: Bullet Park
Título Original: Bullet Park
Livro Único.
Autor: John Cheever
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 221
Ano: 2013
Saiba mais: Skoob
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Sinopse: Bem-vindo a Bullet Park, uma cidade em que até os burgueses mais engomadinhos conseguem se assustar com a sua própria imagem no espelho. Nesse ambiente exemplar, John Cheever retrata o fatídico encontro de dois homens: Eliot Nailles, um bom sujeito que ama sua esposa e seu filho de forma contente e um tanto alheia, e Paul Hammer, um bastardo cujo nome veio de um simples instrumento caseiro e que, após passar metade da vida a esmo, vai morar em Bullet Park com um objetivo - assassinar o filho de Nailles. Uma homenagem lírica, divertida e mordaz ao subúrbio americano - e a toda a (duvidosa) normalidade que ele representa - pelas mãos de um dos grandes nomes da literatura dos Estados Unidos.

A Trama: A trama descrita na sinopse é de um bairro burguês onde um homem vai morar com a intenção de matar o filho de outro homem que já mora nesse bairro. Me interessei bastante pela sinopse e pelo o que eu achei que encontraria no livro (um pouco de mistério, com suspense e ação). Mas o que eu recebi em troco das minhas expectativas foi pura frustração. Paul Hammer realmente se muda para Bullet Park e tem a intenção de matar o filho dos Nailles, mas o autor não fez disso o centro da sua história. O livro conta, basicamente, a história dos Nailles e de como seu filho ficou doente e depois a história de Hammer. E é tudo tão monótono, que nem mesmo essa história “nada a ver com a sinopse” foi interessante, e o motivo de Hammer querer matar o filho dos Nailles era tão banal e sem sentido que causou ainda mais frustração.

Os ProtagonistasO livro foi meio confuso para mim, mas eu entendi como protagonistas Nailles e Hammer. Nailles é o típico burguês e acompanhamos sua rotina de trabalho-casa-brigar-com-o-filho-trabalho-casa. Não é um personagem com apelação muito forte, nada memorável. Nada contra ele, apenas não se destacou (um sujeito comum entre a multidão que você nem percebe). A vida de Hammer foi mais agitada. Filho bastardo, ele cresceu como “sobrinho” de seu pai e também era como um burguês, com uma vida que detestava e vivia deprimido procurando algo em que se apegar. Eu gostei mais da parte da história dele, mesmo que isso não salve todo o resto. Apesar da personalidade mais forte que a de Nailles, também é um personagem facilmente esquecido.

Os Personagens Secundários: Como personagens secundários temos a esposa de Nailles, Nellie, que era a típica dona de casa da época (o livro foi escrito em 1969). Tony, filho de Nailles, passa a maior parte do livro doente, aparecendo mais em flashbacks do pai. Nem mesmo os personagens secundários que às vezes servem para “segurar as pontas” conseguiram deixar a narrativa um pouco mais interessante.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu acho a capa linda (foi isso o que primeiramente chamou minha atenção ao livro) e tem a ver com uma parte da história. A sinopse cria ilusões de uma história que não existe, o que me decepcionou um bocado. O livro é divido em três partes: a primeira contando a história de Nailles, a segunda falando sobre Hammer e a terceira fazendo uma “conexão” entre os dois. É um livro pequenininho, sem orelhas, mas eu gostei da diagramação da Companhia das Letras (nada de mais, normal apenas), com bom tamanho da fonte e bom espaçamento. Não sei muito bem o que dizer da escrita de John Cheever, apenas que nem gostei, nem odiei. Não gostei da forma que ele construiu a história, havia espaço para muito mais naquele enredo prometido pela sinopse, mas fazer o quê?!

Concluindo: Não gostei. Simples assim. É tão ruim quando você espera uma coisa de um livro e acontece outra completamente diferente (a não ser que o livro te surpreenda de forma positiva). Conhecendo o gosto do pessoal que visita o blog, que presumo que seja pelo menos um pouco parecido com o meu, não tem como recomendar o livro. Apesar de não ter tido expectativas muito altas, foi uma decepção.


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