Resenha - Replay

Resenha feita pela Maay!  
Título: Replay
Título Original: Si c'était à refaire
Livro Único.
Autor: Marc Levy
Editora: Suma de Letras
Páginas: 240
Ano: 2013
Saiba mais: Skoob
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Um livro bom, que peca nos personagens.

Sinopse: Tudo que Andrew Stilman queria era uma segunda chance. Após partir o coração da mulher que amava, seu maior desejo era voltar no tempo e consertar os erros, mas isso é impossível – ou, ao menos, era o que ele pensava. Na manhã do dia 9 de julho de 2012, durante sua caminhada matinal às margens do Rio Hudson, o prestigioso repórter Andrew Stilman é violentamente atacado, sem conseguir ver o criminoso. Após sua morte, o inesperado acontece. O jornalista não vê uma luz no fim do túnel, nem muito menos abre os olhos no céu, mas acorda dois meses antes de seu assassinato. Quando acorda, Andrew está de volta ao dia 9 de maio do mesmo ano. Ele vai reviver os dois próximos meses atento a qualquer detalhe que possa ajudá-lo a descobrir quem o agrediu – ou melhor, irá agredi-lo – dois meses depois. Do coração de Nova York até as ruas de Buenos Aires, Andrew vive uma aventura repleta de reviravoltas, enquanto tenta salvar a própria pele e não decepcionar seu grande amor mais uma vez. 

A Trama: A trama é um pouco confusa, como qualquer outra que trate de uma volta no tempo. Ainda mais porque ela está inserida em um romance policial. Entretanto, é um tipo de história que me atrai bastante e a combinação deu certo, então não tenho do que reclamar. 
Andrew é assassinado durante uma corrida no parque, e acaba acordando dois meses antes de sua morte. Durante esses dois meses, ele tenta consertar todos os seus erros e ainda descobrir a identidade de seu assassino. Claro que o protagonista sai um pouco do foco, mas é basicamente isso o que ocorre.

O Protagonista: Mais do que qualquer outra coisa, o meu problema foi com Andrew. Adorei ele como jornalista, infelizmente não posso dizer o mesmo dele como pessoa. Sinceramente, o cara é um falso moralista bastante canalha. E, como vocês já sabem, eu não tenho a menor paciência para pessoas assim. 

Personagens SecundáriosValérie é outra personagem que testou minha paciência. Tem alguma coisa nela que me incomodou muito, mas não sei dizer exatamente o quê. Simplesmente não me convenceu.
Simon sim, me conquistou. Autêntico e bastante sincero, o melhor amigo de Andrew foi meu personagem favorito. E tenho certeza que, como protagonista, ele tornaria a história muito mais interessante.

Capa, Diagramação e Escrita: Achei a capa bonita, mas não combina muito com a trama. Agora, um detalhe sobre ela que me surpreendeu muito: ela foi retirada do Getty Images. Pasmem. Isso está escrito na página bibliográfica do livro. 
O livro é narrado em terceira pessoa, o que, para mim, foi ótimo. Sem mentira, não teria paciência para um livro narrado por Andrew. Enfim, a escrita de Levy é bastante envolvente e me deixou com vontade de conhecer outras obras do autor. 

ConcluindoAntes de qualquer coisa, sabem aquele tipo de pessoa tão detalhista que repara quando o batom da personagem muda durante a continuidade da cena? Esse tipo de pessoa sou eu. E acho importante ressaltar isso, antes de falar minha opinião sobre o livro (vocês vão entender o por quê).
No geral, o livro é bom. Nada extraordinário, mas - apesar dos personagens - me agradou bastante e fiquei muito ansiosa para chegar ao final. Apesar de ser uma história curta, as coisas acontecem ao seu tempo, e nada fica corrido. O grande porém é o penúltimo capítulo.
Como disse, eu sou muito pegada aos detalhes, e esse penúltimo capítulo acabou dando uma conclusão à história que deixou várias pontas soltas. Pontas, essas, que não existiriam se o desfecho fosse o esperado. 
O final é surpreendente, porém bastante lógico. Além de que, acredito que foi o que mais se encaixaria na história. Só acho que o autor pecou com essas falhas. Um pouco mais de atenção poderia ter feito com que as coisas fizessem mais sentido. 

Quotes:
Vamos todos morrer, a vida é uma doença mortal em cem por cento dos casos. Eu não sei quando vai ser a minha data fatídica e não tenho o privilégio de retardar esse acontecimento. Não é tão tranquilizante quanto você pensa.

O amor da nossa vida é aquele que vivenciamos, e não o que sonhamos.

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