Resenha - Wayne de Gotham

Resenha feita pela Tay
Título: Wayne de Gotham
Título Original: Wayne Of Gotham
Livro Único.
Autor: Tracy Hickman
Editora: Fantasy Casa da Palavra
Páginas: 270
Ano: 2013
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Sinopse: Por trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane.


A Trama: Nesse livro, Batman – ou Bruce Wayne -, vai enfrentar os fantasmas do passado de seus pais, principalmente do seu pai, e descobrir coisas que nunca soube sobre sua família. Ao mesmo tempo em que sabemos o que acontece nos dias de hoje, sabemos o que aconteceu em 1958 para que tudo aquilo se desenrolasse. Eu fiquei meio confusa em algumas partes, e até agora não sei se realmente entendi algumas passagens da história. Como não conheço muito bem todo o universo do Batman (esse livro foi o primeiro contato que eu realmente tive com ele), não consegui me envolver muito bem com a trama, algumas partes se tornando até um pouco monótonas para mim. Talvez para quem seja fã do Cavaleiro das Trevas, esse livro seja um prato cheio de informações e até entendam tudo aqui melhor do eu, mas não consegui gostar, nem mesmo desgostar. Foi um pouco nulo, o que é frustrante.

O Protagonista: Aqui temos um Batman de meia-idade, ou seja, perdi muito da vida dele. Bruce Wayne, quando mais jovem, viveu nos holofotes de Gotham City, sendo considerado o melhor partido da cidade – rico e herdeiro da Wayne Enterprises não podia ser diferente. Mas agora, já mais velho, ele se tornou recluso e mal sai de casa (a não ser que seja com sua batroupa), um pouco reclamão e com um gênio forte. Nem mesmo sei se consegui gostar dele durante a leitura, mas ele não me incomodou.

Personagens Secundários: Temos Alfred, o mordomo de Bruce, que herdou aquele cargo de seu pai, sempre ali para ajudá-lo e ampará-lo. Tratava-o como um filho. Com os flashbacks, também conhecemos o jovem Thomas Wayne, pai de Bruce, um rapaz que não queria viver enfurnado em uma empresa, por isso cursou a faculdade de medicina, indo contra qualquer coisa que seu pai, rígido, dissesse. Era um cara que queria apenas a melhoria para todos, mas junto com sua ambição, vieram várias situações perigosas. Os outros personagens é legal ir conhecendo de acordo com a história, por isso não vou falar sobre eles, mas posso dizer que até o Coringa faz uma participação especial neste romance.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa, apesar de simples, traduz o espírito do livro, o logo do Batman em destaque. As páginas são amareladas e a diagramação da Fantasy ficou muito boa, cada capítulo tendo sua numeração dentro da silhueta de um morcego; um bom espaçamento e tamanho da fonte bom para leitura. Acho que a escrita de Tracy Hickman foi uma das coisas que mais me incomodaram. Não é de todo ruim, mas não consegui me habituar a ela, era estranha para mim e num ritmo que eu não conseguia acompanhar, parecia que a leitura “agarrava” em certas partes e foi um pouco difícil prosseguir.

Concluindo: Não foi um livro que me agradou, embora possa agradar aqueles que já são fãs do Batman. Talvez uma opção melhor para mim seja assistir aos filmes, já que consegui visualizar esse livro perfeitamente como um, e eu até poderia gostar da história se visse nas telas, já que seria mais acelerado. Não sei se conseguirei explicar direito o que quero dizer. Eu gostei do final, mas boa parte do livro eu tive que suportar.


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