Resenha - Desejo à Meia-Noite

Resenha feita pela Maay!
Título: Desejo à Meia-Noite
Título Original: Mine Till Midnight
Série: Os Hathaways
1- Desejo à Meia-Noite
2- Sedução ao Amanhecer
2.5 - A Hathaway Wedding
3- Tentação ao Pôr-do-sol
4- Married by Morning
5- Love in the Afternoon

Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2013
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Uma leitura que poderia ter sido mais agradável.

Sinopse: Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?

A Trama: Desejo à Meia-Noite é um romance histórico que peca ao pender muito para a tensão sexual entre os personagens. Amelia e Cam mal se conhecem, e essa tensão entre eles é o aspecto mais forte da história. Não convence muito, sabe? Acho que ao tentar misturar os dois estilos, Lisa acaba perdendo um pouco da essência do romance histórico. Fora isso, o livro foi uma surpresa agradável. Começa de forma exageradamente lenta, mas vai ganhando ritmo com o passar dos capítulos e conforme vamos conhecendo os demais personagens da trama.
E sim, eu fugi de comentar sobre a trama, porque a melhor parte da leitura, para mim, foi conhecer os personagens aos poucos.

Os Protagonistas: Estava dando uma olhada em outras resenhas para ver se surgiam ideias de como descrever Amelia, quando me deparei com a resenha dos dois primeiros volumes feita pela Alba, do Psychobooks, e juro, essa foi a melhor descrição que encontrei.
Amelia lembra muito Catarina, protagonista de A Megera Domada (Shakespeare). Tem todo um jeito turrão, de mulher independente que não quer se entregar a um homem. Sobre Cam Roham, ele é o Petruchio de Amelia. Um cigano misterioso e sedutor, que infelizmente, mesmo sendo protagonista, foi tratado muito superficialmente.


Personagens Secundários: O livro conta com muitos personagens, afinal, só os Hathaways são em cinco irmãos e mais Merripen, um cigano adotado pela família. Poppy foi a que mais me conquistou, a menina é super espontânea e eu consideraria realmente continuar a leitura da série apenas para chegar ao livro em que ela é protagonista.
O que me incomodou foi que, tendo poucas páginas para apresentar tantos personagens, acabamos não conhecendo nenhum muito profundamente (nem mesmo os protagonistas).

Capa, Diagramação e Escrita: Acho a capa desse livro linda, adoro esses vestidos antigos e realmente acredito que seria feliz vivendo naquela época toda elegante (haha).
O livro é narrado em terceira pessoa, o que permite a troca de foco entre os personagens, ainda que na maior parte do tempo ele permaneça em Amelia e Cam. A escrita é truncada no início, mas depois que entra no ritmo flui bem, e enquanto demorei quase uma semana para conseguir ler as primeiras 130 páginas, li o restante em apenas uma noite.

Concluindo: O maior defeito do livro, para mim, é que o romance dos personagens não convenceu. Aconteceu tudo muito rápido, e convenhamos, não é o que esperamos em um romance histórico. O segundo maior defeito, para mim, foi o apelo erótico. Não era necessário, sabe? O livro tinha todos os elementos para ser uma boa história, e acabou perdendo muito com isso.
Fora esses dois detalhes, confesso que me surpreendeu. Quase abandonei a leitura nas primeiras páginas, mas quando cheguei ao fim, fiquei feliz por ter insistido.

Quotes:
- Como gerente de um clube de jogo, é natural que o senhor entenda tudo sobre chances e probabilidades. O que significa que, racionalmente, não pode dar crédito à sorte, ao destino ou nada parecido.
- Sei tudo sobre chances e probabilidades - concordou Rohan. - Mesmo assim, acredito na sorte. - Ele sorriu e havia um brilho sereno em seu olhar que fez Amelia perder o fôlego. - Acredito em magia e mistério, em sonhos que revelam o futuro. E acredito em algumas coisas que estão escritas nas estrelas... Ou mesmo na palma das mãos. 

- Nunca tenha medo de ter esperanças - disse Rohan com delicadeza. - É a única forma de começar.

- Seja lá o que for - disse ela -, confiaremos no destino.
O sorriso de Cam aumentou.
- Então agora você acredita em destino? 
- E em sorte - disse Amelia, sua mão apertando o braço dele. - Por sua causa.

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