Resenha - Samantha Sweet, Executiva do Lar

Resenha feita pela Maay!
Título: Samantha Sweet, Executiva do Lar
Título Original: The Undomestic Goddess
Livro Único.
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 512
Ano: 2007
Saiba mais: Skoob
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É Sophie Kinsella, você deve saber o que esperar...

Sinopse: Samantha Sweet é uma advogada workaholic, que não tem tempo para família e amigos. Relacionamentos? Apenas os profissionais, obrigada! É assim até o dia e que dá a maior mancada corporativa da sua vida. Desesperada, vai dar uma volta e pára em frente a uma mansão deslumbrante. Após ser confundida com a empregada doméstica, a advogada se vê às voltas com máquinas de lavar roupas, ferros de passar e panelas.

A Trama: Samantha é uma advogada brilhante e está prestes a se tornar a mais nova sócia da empresa para qual trabalha. E é aí que descobre ter cometido um erro grotesco. Então, numa atitude impulsiva, ela simplesmente foge, indo parar na mansão dos Geiger. Lá, Samantha é confundida com uma empregada doméstica e, desesperada por um teto para descansar, ela acaba embarcando na mentira. No dia seguinte, ao descobrir que sua vida está de pernas para o ar, ela acaba ficando. E por aí vai...
A trama é um pouco fantasiosa, confesso. Acho bastante difícil que uma advogada bem sucedida como Samantha fosse se entregar sem ir à luta. Mas... é o tipo de história que agrada o público de Sophie.

A Protagonista: Sophie tem um padrão para suas protagonistas, já percebi isso, todas elas são mulheres inteligentes e estabanadas. Samantha não poderia ser diferente, sucesso como advogada, ao se passar por empregada doméstica, ela se mostra um verdadeiro desastre - o que rende muitas risadas.
Outro ponto comum às personagens da autora é que sempre, em algum momento da história, elas vão começar a mentir e se enrolar cada vez mais nessas mentiras.
Enfim... a personagem me cativou principalmente por sua coragem de deixar tudo para trás e começar de novo em outro lugar (mesmo sabendo que isso, provavelmente, jamais aconteceria na vida real).

Personagens Secundários: Outro personagem que segue um padrão nos livros da autora é o protagonista masculino. Invariavelmente esses homens tem um charme irresistível, um ótimo coração e uma paciência infinita com as "mocinhas". Nathanie obedece a esse padrão, porém, isso não o torna menos interessante (charme irresistível, lembram?).
Uma personagem que senti muito por não conhecer melhor, e realmente acredito que deveria ter sido mais explorada, é Freya, melhor amiga de Samantha. Ela promete ser divertidíssima, mas mal temos tempo de conhecê-la e ela já desaparece.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu, sinceramente, não gostei da capa. Afora o fato de parecer a capa de um livro infantil, falta algo nela. Não sei explicar direito.
A diagramação é simples, e a escrita segue o padrão da autora. Narrativa em primeira pessoa, dilemas interiores... É uma leitura leve e de diversão garantida.

Concluindo: Os livros de Sophie Kinsella, no geral, são bastante parecidos. Então, apesar de ser bastante previsível, se você gostou de um, é quase impossível não gostar de todos.
Porém (sempre tem um porém, haha), comparando com os outros livros que li da autora, esse é um dos que menos gostei. Não que seja ruim, é claro que eu adorei. Só achei os outros melhores.
Vale para quem gosta de chick-lit. Vale para quem quer se distrair. Vale para quem quer uma leitura rápida e leve.

Quotes:
- Vocês, viciados em trabalho! - Ela tira-o da minha mão, exasperada. - Os e-mails podem esperar. Tudo pode esperar. Você simplesmente não sabe como se relaxa!
- Não sou viciada em trabalho! - retruco cheia de indignação. –-Sou advogada! É diferente!
- Você está na fase da negação. - Ela balança a cabeça.

- Acho que você usava um modelo diferente - acrescenta com sabedoria enquanto ela se trava de novo. - Cada uma tem seus truquezinhos.
- Sem dúvida! - digo agarrando-me com alívio a essa desculpa. -  Claro! Estou muito mais acostumada a trabalhar com uma... uma... Nimbus 2000.
Trish me olha, surpresa.
- Essa não é a vassoura do Harry Potter?
Porra.
Eu sabia que tinha ouvido em algum lugar.
- É. É - digo finalmente, com o rosto em chamas. - E também uma conhecida marca de tábua de passar roupa. Na verdade, acho que o nome da vassoura foi dado... ah... por causa da tábua de passar.

Se aprendi uma coisa com tudo que me aconteceu, é que não existe essa coisa de maior erro da existência. Não existe essa coisa de arruinar a vida. Por acaso a vida é uma coisa muito resistente.
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