Resenha - Como Viver Eternamente

Resenha feita pela Maay!
Título: Como Viver Eternamente
Título Original: Ways to Live Forever
Livro Único.
Autor: Sally Nicholls
Editora: Geração
Páginas: 232
Ano: 2008
Saiba mais: Skoob
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Se você espera uma leitura triste, desista, não é isso o que encontrará.

Sinopse: Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. 

A Trama: Sam é um garoto de 11 anos que tem leucemia e resolve escrever um livro. Mas, diferente do que qualquer um esperaria, o livro de Sam não é sobre ele e sua doença. "É uma coletânea de listas, histórias, fotos, perguntas e fatos." E totalmente diferente do que eu esperava.
A história de Sam é engraçada e envolvente. Pode até não marcar sua vida, mas com certeza será uma leitura bastante agradável.

A Protagonista: Sam é um garoto típico de 11 anos, que está descobrindo o mundo. Mas, diferente da maioria, ele sabe que não terá muito tempo para isso. A parte triste do livro acaba aí.
Ele é um garoto divertido, que adora vídeo game, revistas em quadrinhos e tudo o que uma pessoa de sua idade gosta. O menino realmente me cativou - e conseguiu manter o bom humor até na hora de sua morte (isso não é um spoiler, todo mundo sabe o que acontece no final de um sick-lit). Pode não ter se tornado um de meus personagens favoritos, mas me arrancou muitos sorrisos. 

Personagens Secundários: Eu me apaixonei por Felix. Sério, por mim podia ser ele o narrador da história, pois, apesar de eu ter gostado muito de Sam, Felix é quem ganhou meu coração - confesso, que graças ao seu humor ácido que eu adoro.
Senti muito por não ter conhecido melhor a Sra. Willis, mas entendo que sabemos tudo o que o protagonista poderia nos contar sobre ela. Gostei bastante dos pais de Sam, também. Achei a maneira que cada um encontrou para lidar com a doença do filho bastante realista e...Sei lá, não consigo falar sobre isso, mas me convenceu.
Agora, se tem uma personagem que me irritou profundamente, foi Bella, a irmã mais nova de Sam. Eu simplesmente não suporto crianças que querem ser o centro das atenções o tempo todo, não tenho paciência pra isso, e minha implicância com a garota nasceu já nas primeiras páginas. Até tentei simpatizar com ela mais para o final, quando ela se torna mais tolerável - mas a lembrança da garotinha birrenta não quis me largar.

Capa, Diagramação e Escrita: Achei a capa muito bonita, combinou bastante com o livro e tal. Porém (sim, tem um porém), a capa da primeira edição era mais original. Não sei se é coisa da minha cabeça, mas o fato de a nova edição utilizar as mesmas cores que A Culpa é das Estrelas, para mim, não pareceu muito uma coincidência. 
A diagramação é uma graça, os desenhos são lindos, a diagramação das listas, tudo. Eu simplesmente amei cada detalhe.
Quanto à escrita, a autora está de parabéns. Narrado em primeira pessoa por Sam, o livro realmente convence o leitor. Sinceramente, acho que nunca li nada que fosse tão parecido com algo escrito por uma pessoa comum, da idade do protagonista. Vamos só dizer que, se me falassem que aquilo era um livro escrito por alguém da idade de Sam - e não por uma escritora de 23 anos (sério, a menina é um prodígio), eu acreditaria. 

Concluindo: Antes de mais nada, eu queria dizer que não, Como Viver Eternamente não é fruto da nova onda sick-lit. O livro foi escrito em 2008.
Eu gostei, gostei muito. Não se tornou um de meus favoritos nem nada, mas foi uma leitura gostosa e rápida, que deixou um gostinho de quero mais.
Tenho uma única ressalva quanto ao livro - uma reclamação pessoal - mas seria spoiler, então vou deixar vocês curiosos (muahaha).

Quotes:
Morrer é a coisa mais boba de todas. Ninguém conta nada. Você faz perguntas, e eles tossem e mudam de assunto.

Classificação: