Resenha - Chamado às Armas

Resenha feita pela Tay!
Título: Chamado às Armas
Título Original: Call To Arms
Série: A Guerra dos Fae
1- As Crianças Trocadas (2013)
2- Chamado às Armas
3- Darkness & Light (2012 EUA)
4- New World Order (2012 EUA)
Autor: Elle Casey
Editora: Geração
Páginas: 368
Ano: 2014
Saiba mais: Skoob
Comprar: Saraiva // Submarino // Fnac // Extra

Atenção: essa resenha contém spoilers do volume anterior, exceto em "a protagonista", "capa, diagramação e escrita" e "concluindo".

SinopseChegou a hora da guerra no segundo volume da série "A Guerra dos Fae! Em Chamado às Armas", os Fae da luz são convocados a fazer uma importante mudança e treinar seus dons mágicos para enfrentar os Fae das Trevas. Jayne Sparks e seus amigos Spike, Chase, Finn e Becky estão na iminência de uma guerra sangrenta e devem sofrer uma mudança, como crianças trocadas, para serem membros dos Fae da Luz com identidades mágicas. Poderão se transformar em elfos, ninfas, daemons, íncubos, anões e duendes verdes, querendo ou não aceitar suas novas identidades, desapontando-se com elas ou não. Como será resolvida a questão entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas? Serão Jayne e seu grupo de amigos capazes de dar conta de uma missão tão espinhosa? Muitas respostas a estas perguntas, e outras tantas que foram provocadas pelo primeiro volume da série, serão respondidas aos leitores. E surgirão novos e fascinantes enigmas.

A TramaAgora que são definitivamente crianças trocadas, Jayne Sparks e seus amigos Becky, Finn, Chase e Spike, têm de treinar para uma grande guerra que está a caminho, entre os Fae da Luz e os Fae das Trevas. A liberação dos orcs no volume anterior foi só o começo de um grande mal que está a caminho, e nem a Floresta Verde é segura o bastante. Após descobrir que é um dos tipos de fae mais poderosos e raros, Jayne passa a treinar cada vez mais arduamente para desempenhar seu papel como elemental, já que ela possui uma conexão muito forte com O Verde. Sem deixar o bom humor de lado, Chamado às Armas vai nos introduzir na preparação dos Fae da Luz para essa guerra, além de descobrirmos coisas novas conforme acompanhamos Jayne.
A única coisa que tenho a reclamar da trama desse segundo volume, é ter focado muito apenas na preparação e nas novas descobertas. Não ficou monótono, de jeito nenhum – ainda mais com Jayne como protagonista -, mas senti que faltou alguma coisa, toda aquela sensação de aventura do primeiro livro não passou de um fogo brando na leitura desse.

A Protagonista: Jayne continua impagável, dizendo tudo o que lhe vem à cabeça, sem se preocupar em ser politicamente correta, e essa é uma das coisas que mais gosto na personagem: seu jeito espontâneo e a boca suja. Só achei ela um pouquinho irritante e sonsa nesse livro, tipo quando ela vê que Blackie, seu “graveto” que ela foi obrigada a escolher no início da aventura do primeiro livro, é muito mais do que um simples graveto, que ele provou a ela que é mágico, mas mesmo assim depois fica batendo o pé que ele é um simples graveto e que ele não poderia ser uma arma poderosa. Tive vontade de falar pra ela: “você tá se fingindo de burra ou o quê?”, porque era isso que estava parecendo. Tirando isso, eu adoro ela como protagonista, mesmo que ela não tenha medo de falar na cara de cada personagem masculino bonito que aparece no livro que ele é gostoso e tal, e ficar afim dele.

Personagens SecundáriosTemos os mesmos personagens do livro anterior, com a inclusão de alguns. Como Jayne, seus amigos estão sofrendo mudanças, agora que aceitaram ser fae e foram se juntar àqueles de seu mesmo “gênero” (como ninfas, duendes verdes, íncubus, daemons, etc.). Gostei mais de Chase nesse livro, do seu instinto protetor em relação a Jayne (mesmo que ele seja meio que obrigado a isso), virou um dos meus personagens favoritos da série. Achei Spike irritante em várias ocasiões, queria que ele simplesmente sumisse, mas fazia o que podia para ajudar os amigos. Tony, amigo de Jayne que se recusou a virar fae, está muito mudado, e ele é grande parte das preocupações da protagonista e faz parte do melhor momento desse livro. De novos personagens, eu gostei bastante de Tim, o pixie, achei ele bem engraçado e fofo.

Capa, Diagramação e Escrita: Essa capa também está muito bonita, gosto dos elementos da Floresta Verde representados. A única coisa que eu não gosto nela é o vestido da modelo. Sinceramente, que vestido horroroso! Não combinou u.u A diagramação está como no primeiro volume, com páginas pretas para a folha de rosto e informações do livro; e a página do início de cada capítulo é emoldurada por uma parte preta com silhuetas de galhos. Adoro a fonte usada para escrever “capítulo 1” e etc. A escrita da autora continua gostosa, fluida e bem humorada. Ela consegue caracterizar bem seus personagens e a narrativa em primeira pessoa nos conecta imediatamente com a protagonista.

ConcluindoMesmo estando apenas no segundo volume e agora que os personagens estão se preparando para uma grande batalha, acho que já posso dizer que essa série vale bastante a pena. A protagonista é bem divertida e a trama tem muito a evoluir. A autora adora terminar na fala de algum personagem, no meio de uma cena, deixando em cliffhanger, o que me deixa revoltada e animada ao mesmo tempo, esperando ansiosamente pela continuação. O final foi muito bom e mal posso esperar pelo desenrolar daqueles acontecimentos e de como ocorrerá essa guerra, que por enquanto é um mistério para mim.

Quotes:
- Acho que a palavra deliciosidade não existe...
- Sim, e você chama minhas deliciosidades de "chocolate", que tanto eu quanto você sabemos que é uma palavra que não existe, então, já sei que você não deve ser consultada quando se tratar de vocabulário apropriado.


(...) Por que os caras eram um pé no saco? Por que se pegar não podia ser uma forma simples e divertida de passar o tempo? Isso queria dizer que toda vez que quisesse beijar Spike, estaria colocando minha vida em risco? Que idiotice! Qual a utilidade de todos esses superpoderes se não podemos nem ter uma simples sessão de pegação sem morrer por causa disso? Idiotice, idiotice, idiotice.


Tenho certeza de que nenhum de nós sabia exatamente o que ia acontecer; porém, fosse o que fosse, seria épico. (...)

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