Resenha - Os Três

Resenha feita pela Tay!
Título: Os Três
Título Original: The Three
Livro Único.
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Ano: 2014
Saiba mais: Skoob
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SinopseQuinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. 

A Trama: Quatro aviões caem em quatro diferentes partes do mundo, com apenas quatro sobreviventes. Pamela, a única adulta a sobreviver, mas por pouco tempo, consegue gravar uma mensagem em seu celular sobre o que ela consegue ver enquanto está morrendo, mas a parte mais importante é quando ela fala sobre o menino, que ele precisa ser vigiado. O garotinho japonês que sobreviveu no avião de Pamela, é Hiro; os outros sobreviventes são Jess e Bobby, os três da mesma idade. Não foi encontrado nenhum sobrevivente no quarto avião que caiu da África. Após a repercussão da mensagem de Pamela e o milagre de apenas aquelas três crianças terem sobrevivido aos acidentes, várias teorias começam a surgir ao redor do mundo, como: foram colocados chips nas crianças e elas agora são controladas por alienígenas; ou que elas estão possuídas por um tipo de entidade; ou até, e a teoria que teve maior repercussão, que elas, na verdade, são os quatro cavaleiros do apocalipse, que há uma quarta criança sobrevivente do acidente na África, e que elas estão trazendo o fim do mundo.
O livro é contado como uma biografia da Quinta-Feira Negra escrito por Elspeth Martins, e ele é todo em forma de relatos, tanto das pessoas que ficaram responsáveis pelas crianças, como por vizinhos, amigos, transcrições de chats na internet, etc. No início eu achei que a história iria se desenvolver de uma forma muito boa, mesmo que eu não tenha gostado da maneira como estava sendo escrita, mas com o passar do tempo, a leitura foi se tornando cansativa e às vezes eu não conseguia nem prestar atenção, me perguntando no que aquilo levaria. Há partes interessantes, mas nada “UAU!”, se é que vocês me entendem.

Os PersonagensÉ um alvoroço de personagens ao longo do livro, claro que alguns são mais importantes que outros, mas achei que até as crianças, que deveriam ter mais destaque, foram deixadas de lado para outras pessoas falarem sobre elas. Temos os fanáticos religiosos e as famílias preocupadas com a maneira normal que as crianças estavam levando seus acidentes, como se não se importassem com os parentes mortos e as consequências. Claro, eles têm 6 anos, mas o menosprezo com que tratam o assunto, faz surgir cada vez mais divergências sobre “o que elas são”. Temos alguns personagens interessantes e que suas histórias me motivaram a continuar lendo, para saber o que aconteceu com eles, mas também não foi tudo aquilo para eu amar o livro de paixão.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu amo essa capa! É ela sinistra, misteriosa e me passa a ideia de que uma história macabra está prestes a rolar assim que eu começar a ler. A história é estranha e tem um quê sinistro, mas, sinceramente, não tem nada de aterrorizante, apesar dos esforços da autora de fazer as crianças parecerem o mais bizarras possível (e às vezes ela conseguia). A diagramação está normal, mas muito boa para ler, e eu adorei o detalhe das bordas pretas das folhas, ficou muito lindo por fora. A escrita da autora é boa, mas não gostei muito da forma como ela narrou o livro. Às vezes eu gostava dos relatos das outras pessoas, e às vezes eu queria que ela apenas tivesse optado por uma narrativa convencional e pusesse muito mais elementos bizarros na trama, explorasse o gênero terror, porque o plot do livro dava espaço para ela fazer isso com maestria.

ConcluindoNão foi uma leitura de todo ruim, mas foi bem diferente do que eu imaginava. A maior parte do livro é composta por Elspeth (a autora da biografia) tentando desvendar todas as conspirações d’Os Três, principalmente a religiosa, que apostava que aquele era um sinal do Fim dos Tempos. Sobre o final, primeiro quero dizer: eu entendi! Entendi muito bem o que aconteceu, só achei vago, raso. Não espere uma explicação clara no final, porque você não terá. Eu achei interessante, mas queria que a autora tivesse explicado melhor, não simplesmente jogado as palavras de qualquer forma na nossa cara e esperasse que tirássemos nossas próprias conclusões. É um livro que tem seus altos e baixos – na minha opinião, mais baixos -, um daqueles casos de “ame ou odeie”. Eu não detestei com todas as minhas forças, mas também não amei. Já li coisas bem piores, mas Os Três conseguiu me desapontar, porque eu esperava grandes coisas desse livro, ainda mais com uma citação do Stephen King na contracapa. Mas, como eu sempre digo num livro que eu não gostei muito: se quer lê-lo, leia e tire suas próprias conclusões, você pode gostar mais do que eu.

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