Lançamentos de Julho #4

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje nós veremos os lançamentos das editoras Geração, Grupo Pensamento, Novo Século e Rocco. Desses eu vou ler A Cilada (porque eu já tenho o livro, mas ainda tenho que ler o primeiro :P).

A Cilada, segundo livro da série, é um livro ágil, absorvente, narrado na primeira pessoa, na tradição dos detetives clássicos como Sam Spade, de Dashiel Hammett, ou Philip Marlowe, de Raymond Chandler, com pitadas do policial do futuro, Dick Deckard, de “Blade Runner — Caçador de Androides”. O Guardião terá que resolver o mistério de uma garota desaparecida na Cidade Baixa, a pedido de seu pai, o general de uma guerra em que ele também esteve como soldado. Um romance que você não conseguirá largar, disposto a solucionar um mistério que vai ficando mais denso a cada nova página.


Brasil, ano de 1884. No vale do Paraíba, os latifundiários e suas famílias levam uma vida luxuosa e despojada de preocupações graças ao trabalho escravo nas plantações de café. Vitória ou Vita, como é conhecida por todos, é filha de um dos mais ricos "barões do café". Sua vida muda completamente ao conhecer Léon Castro, jornalista e abolicionista que luta com fervor contra a escravidão e, portanto contra os interesses da família de Vita. Apesar das divergências, eles se apaixonam. Em meio à transformação do luxiriante Vale do Paraíba e o ar pitoresco da cidade do Rio de Janeiro, A Fragância da Flor do Café conta a saga de uma família de fazendeiros e a históia de um grande amor marcado por desencontros. 

Uma história romântica e surpreendente que irá prender sua atenção desde a primeira página. Você está preparado? Caroline Mondevieu é filha de um poderoso barão e tem tudo o que uma dama da época poderia querer: status, riqueza e um ótimo partido para se casar. Seus sonhos, no entanto, vão muito além de vestidos caros ou um bom marido; ela quer ser dona do próprio destino. Tudo parece perdido quando ela encontra Bernardo, um charmoso e irritante domador de cavalos. Eles não conseguem se entender até perceberem que, para alcançar o sonho em comum da liberdade, deverão passar por cima das diferenças e se unirem em um arriscado plano que promete transformar suas vidas para sempre. Grandes emoções os aguardam nessa jornada: perseguição, mistérios, ciganos e o despertar de um sentimento que insiste em se manter escondido. Mas o que parece tão simples envolverá mais magia e coincidências que eles podem imaginar, além da descoberta de segredos, até então, muito bem guardados.


Ninguém escreve melhor sobre segredos de família do que a australiana Kate Morton. Com três bem-sucedidos romances na bagagem - A casa das lembranças perdidas, O jardim secreto de Elisa e As horas distantes -, todos publicados no Brasil pela Rocco, a autora superou a marca de sete milhões de exemplares vendidos, em 32 idiomas. Seu novo livro, A guardiã dos segredos do amor, tem início quando a jovem Laurel Nicolson testemunha um crime que desafia tudo o que ela sabe sobre sua mãe, Dorothy. Quinze anos depois, Laurel decide passar a limpo o episódio, mergulhando numa história fascinante de mistérios e segredos do passado, assassinato e amor. Perfeito para fãs de clássicos romances femininos e de época.

A conhecida, mas pouco praticada, teoria do nocaute de Julio Cortázar – segundo a qual o romance vence sempre por pontos, enquanto o conto deve vencer por nocaute – cai ou bate como uma luva (de oito onças, aquela usada pelos lutadores pesos-pesados) para a literatura de Etgar Keret, uma das atrações da Flip 2014. Considerado o principal nome da literatura israelense pós-Amos Oz, Keret, que também é cineasta e autor de quadrinhos, conquista o leitor por sua rara combinação de profundidade e leveza. É impressionante como os 38 contos (alguns bem curtos, outros nem tanto) de De repente, uma batida na porta – livro que a editora Rocco, em tradução de Nancy Rozenchan, escolheu para apresentar o autor israelense ao leitor brasileiro – têm “pegada”. Muitos deles atacam logo nas primeiras linhas, para definir um clima de nonsense, humor, compaixão. Assim abre o relato “Equipe”: “Meu filho quer que eu a mate” (e quando o leitor descobre quem é a possível vítima, o susto ainda é maior). “Abrindo o zíper”, um relato fantástico na linha de Cortázar, inicia de maneira singela, mas irresistível: “Começou com um beijo. Quase sempre começa com um beijo.” “Mystique” tem, talvez, uma das aberturas mais notáveis de todo o livro: “O homem que sabia o que eu estava prestes a dizer sentou-se a meu lado no avião, e deu um sorriso idiota. Isso é o que era mais enlouquecedor nele, o fato de que não era inteligente ou sensível, e ainda assim conseguia dizer todas as coisas que eu queria dizer, três segundo antes de mim.” À guisa de introdução, Etgar Keret – um contador de histórias vocacional – compõe o relato que dá título ao livro. Nele encontramos um escritor que, dentro de sua própria casa, é acossado por três visitantes indesejados e armados que exigem que ele lhes conte... uma história, que em realidade é aquela que está sendo narrada. No conto são citados dois dos mais conhecidos escritores israelenses da atualidade: “Aposto que coisas como esta nunca aconteceriam com Amós Oz ou David Grossman.” De fato, no plano literário, Keret estaria mais próximo à influência e à tradição de Kafka (ainda que um Kafka que tenha lido Kurt Vonnegut e assistido aos primeiros filmes de Woody Allen). E, ao contrário de Oz, representante de uma geração anterior, tem um olhar mais desencantado, e não pacificador, em relação ao Estado de Israel e aos conflitos na região do Oriente Médio. Daí a violência na vida cotidiana que transparece em sua obra. “Simyon” retrata o clima de insegurança e falsas existências, à margem da sociedade: um atentado ceifa a vida do marido de conveniência que a protagonista havia arranjado justamente para fugir ao alistamento militar obrigatório, e de cuja existência ela nem mais se lembrava. A par da violência, os personagens estão imersos numa solidão aparentemente sem volta: em “Manhã saudável”, um homem se compraz em ser confundido, às vezes perigosamente, com outras pessoas. Só para poder ter alguém com quem conversar. Ao nos dar relatos como “Terra de mentira” – talvez o mais bem idealizado entre todos da coletânea –, Keret é antes de tudo Keret, com marca e estilo próprios, sem maiores influências do passado ou da política, um escritor que, com linguagem concisa e coloquial, cativou público e crítica, foi classificado como gênio pelo The New York Times e é apontado como um dos mais extraordinários escritores de sua geração.

A bordo de um Chrysler Imperial negro, que vai rodando por paisagens impessoais de cidades que não chegam a se caracterizar, um trio improvável protagoniza Hotéis, do boliviano Maximiliano Barrientos, mais um título da prestigiada coleção de literatura latino-americana Otra Língua, organizada por Joca Reiners Terron. O romance acompanha a inusitada aventura de Tero e Abigail, dois ex-atores pronô que se conheceram em cena, e Andrea, a filha de Abigail, numa fuga sem destino, cada qual levando seus sonhos e frustrações até que o dinheiro acabe e o frágil equilíbrio que se estabelece entre o trio se desfaça.


Publicados originalmente em 1927, quando Pablo Palacios não ultrapassava os 21 anos, a coletânea de contos Um homem morto a pontapés e a novela Débora são verdadeiros marcos da vanguarda literária hispano-americana, tanto em seu aspecto formal quanto temático. Inédito no Brasil, o autor equatoriano que nasceu em 1906 e faleceu em 1947, tendo vivido seus últimos anos num hospital psiquiátrico, teve sua obra, durante um longo período, interpretada pela chave da loucura, ao abordar temas anteriormente intocados pela ficção no continente e por flertar com o absurdo, o irreverente e o grotesco, num período em que predominava uma abordagem realista da literatura.

B. Kucinski é assinatura literária do jornalista e cientista político Bernardo Kucinski, finalista dos prêmios Portugal Telecom, São Paulo de Literatura e Machado de Assis com o romance K., e autor de vários livros premiados de não ficção. Estreia do autor na Rocco, Alice: não mais que de repente é um romance policial ambientado na mais prestigiada universidade brasileira. Entre os muros da USP, um crime inconfessável é o ponto de partida para uma trama labiríntica em que um bem construído elenco de personagens – da vítima à mente criminosa, do delegado investigador ao professor chocado, todos com suas fragilidades, vaidades, medos, erros e acertos – forma um conjunto extremamente humano e simbólico da sociedade.

Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série. 


Uma festa de cinema! Este era o sonho de Bia, prestes a se tornar realidade em Meus 15 anos. Ela só não esperava que sua grande noite daria um filme – com direito a drama, romance, comédia e ação de tirar o fôlego. Bia é a protagonista do segundo romance da escritora carioca Luiza Trigo, que vem conquistando seu espaço entre o público adolescente e pré-adolescente desde sua estreia com Carnaval. Da entrega dos convites ao surpreendente desfecho, a autora conta uma história movida a sonhos, paixões, ciúmes, alegrias, decepções e, principalmente, amadurecimento, amizade e amor.


A dupla Neil Gaiman e Dave McKean, saudada pelo jornal britânico The Guardian como “a parceria mais ilustre da literatura infantil ilustrada atualmente”, está de volta em O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados. Responsáveis por sucessos como Coraline e Os lobos dentro das paredes, o escritor e o desenhista mais uma vez surpreendem os leitores com uma história repleta de humor e nonsense ao contar a aventura de um garoto disposto a tudo para conseguir os peixinhos dourados de seu melhor amigo, inclusive oferecer seu pai em troca, apesar dos conselhos da irmã.

Enquanto traficantes, vagabundos, criminosos e meliantes se esgueiram pelas ruelas da Vila Fumaça, o edifício Excelsior, bem em frente à comunidade, abriga a sede do escritório Sándor & Associados, na eletrizante trama policial criada por Luís Dill. Romance de estreia do jornalista gaúcho pela Rocco, Safári conduz o leitor por esses dois mundos aparentemente opostos, mas estranhamente unidos por um ardiloso assassino. Em meio a uma fauna de tipos variados, movidos por relações instáveis e cheias de segredos, o leitor acompanha cada movimento da trama como quem assiste a uma ousada caçada na selva. 


Depois de O jogo da mentira e Eu nunca..., a intrigante série The Lying Game, da queridinha dos adolescentes Sara Shepard, ganha mais um capítulo repleto de segredos e reviravoltas. Em Duas verdades e uma mentira, Emma continua se passando pela irmã gêmea morta, Sutton, e tentando desvendar os enigmas envolvidos no misterioso passado das duas. Mas a volta de Thayer, irmão da melhor amiga de Sutton, que estava desaparecido há alguns meses, complica ainda mais a vida de Emma, que precisa encaixar mais uma peça importante no intrincado, e perigoso, quebra-cabeça do passado da irmã. 


Cassel Sharpe nasceu em um clã de golpistas de primeiro time. O que os difere de outros vigaristas, no entanto, é que eles são capazes de operar maldições apenas com o toque dos dedos. Na continuação de Gata Branca, primeiro volume da bem-sucedida série Mestres da Maldição, o jovem Cassel já sabe que ele é um mestre da maldição muito poderoso. Recrutado pelos federais para ajudar a desvendar o assassinato de seu irmão mais velho, Cassel se vê entre a lei e a máfia, que sabe o quão valioso ele pode ser. Mas a quem ele deve recorrer se não pode confiar em ninguém – menos ainda em si mesmo? 


E se, em vez de um cachorrinho, um gatinho ou mesmo um filhote de coelho, uma criança deseja ter um trem de estimação? Como treinar seu trem lida, com muito bom humor, com a paixão das crianças por essas máquinas fantásticas e com a vontade de ter um bichinho de estimação, ensinando aos pequenos como fazer para encontrar, escolher e capturar o perfeito trem de estimação! E, depois, claro, como treiná-lo, para ele não sujar o tapete de óleo, por exemplo... Em capa dura e com bela ilustrações de John Rocco, responsável pelas capas das obras de Rick Riordan pelo mundo, alcançou a disputada lista dos livros infantis mais vendidos do The New York Times.