Resenha - A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea

Resenha feita pela
Título: A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso em um Armário Ikea
Título Original: L'extraordinaire Voyage du Fakir qui Était Resté Coincé dans une Armoire Ikea
Livro Único.

Autor:  Romain Puértolas
Editora: Record
Páginas: 255
Ano: 2014
Saiba mais: Skoob
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Sinopse: A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem a França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

A Trama: O indiano Ajatashatru Ahvaka (pronuncie acha já a tua vaca) é um faquir em seu país e passa seus dias realizando truques e aplicando golpes para viver. Com ajuda financeira de seus fiéis seguidores, ele vai até a França, onde a viagem seria mais barata, para comprar uma cama de faquir de 15 mil pregos que ele vem cobiçando na loja Ikea. Em seu bolso, uma nota falsa de 100 euros impressa de um lado só, que seria o suficiente para esse feito. Porém, os planos de Ajatashatru dão muito errado. Decidido a passar a noite na loja enquanto espera o estoque da cama ser reposto no dia seguinte, o indiano acaba preso num armário e despachado junto do estoque antigo, para a Inglaterra. Esse é só o começo da aventura do faquir, que percorre outros países da Europa e vive situações inusitadas - enquanto é perseguido por um taxista com sede de vingança por ter recebido um calote -, durante as quais ele percebe que sua vida pode se tornar bem diferente do que é.
Além da saga do faquir, o livro mostra como é o drama dos imigrantes ilegais que saem com dificuldade de seus países pobres, para tentar arranjar trabalho nos ricos países europeus. A trama corre com uma história divertida, para no final nos dar uma lição de moral, de como nossas ações podem mudar nossas vidas.

O Protagonista: Ajatashatru é apresentado como um trapaceiro convicto e inclusive alguns de seus truques mágicos, usados como faquir, são desvendados durante a narrativa. Mas durante o livro, o personagem conhece novas pessoas que o fazem questionar seu modo de vida e querer mudá-lo. O passado do indiano de 38 anos é muito triste, ele praticamente não teve infância, e a profissão de faquir, até aquele momento, era o melhor que poderia ter acontecido em sua vida. Apesar da série de trapalhadas que ocorrem com ele na Europa, o faquir se mantém bem-humorado e otimista.

Personagens Secundários: Logo em sua primeira parada na França, Ajatashatru conhece Marie, uma encantadora francesa na casa dos 40 anos, que desperta nele a vontade de amar e ser amado, pela primeira vez na vida e abandonar a vida de celibatário.
Também na França, o faquir conhece o taxista cigano Gustave, o qual tenta enganar ao pagar a corrida do taxi com sua nota de 100 euros falsa e um elástico, mas após descoberto o golpe, Gustave sai a caça de Ajatashatru com seu canivete no bolso, certo de que conseguirá se vingar onde quer que o indiano esteja.

Capa, Diagramação e Escrita: Achei a capa bem criativa e a mais bonita das edições do livro que foram lançadas pelo mundo. Conseguiram encaixar o título gigante dentro da sombra de um armário de uma forma que ficou bem legal. O livro é dividido por partes, com capítulos curtos, onde cada parte é sobre um lugar no qual Ajatashatru chega e o que acontece por lá. Apesar de ter passagens engraçadas, a leitura não fluiu bem para mim e descobri que humor francês não é meu estilo.

Concluindo: A viagem do indiano que ficou preso em um armário, em uma mala e em um balão para encontrar a felicidade, não foi para mim o que eu chamaria de leitura prazerosa, mas há quem possa gostar de verdade. Se você não ficar entediado com as primeiras páginas, o livro pode ser uma leitura rápida pra entreter no momento.
Quotes:
Para alguém que jamais viajara antes, ele achou que desde a véspera estava recuperando o tempo perdido. As viagens formam a juventude, dizia o ditado francês, e na velocidade em que viajava ele logo voltaria a ser um recém-nascido.

Pensando bem, teve sorte. Fizera uma viagem maravilhosa em nove dias, uma viagem interior que o ensinara que, ao descobrirmos outras coisas em outros lugares, podemos nos tornar outra pessoa.
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