Resenha - Uma Longa Queda

Resenha feita pela Maay!
Título: Uma Longa Queda
Título Original: A Long Way Down
Livro Único.
Autora: Nick Hornby 
Editora: Companhia das Letras 
Páginas: 334
Ano: 2014
Saiba mais: Skoob
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Uma história que começa do nada e não leva a lugar algum.

Sinopse: "Uma Longa Queda" conta a história de quatro pessoas que se encontram por acaso no terraço de um dos maiores prédios de Londres, na noite de ano- novo, com a intenção de se suicidar. Desesperados mas sem determinação suficiente para pular, Martin, um apresentador de televisão que viu a carreira desabar depois de se envolver em um escândalo, Maureen, uma senhora solitária cuja vida se resume a cuidar do filho que há quase duas décadas se encontra em estado vegetativo, JJ, um músico americano fracassado que sobrevive entregando pizzas, e Jess, a desequilibrada e passional filha do ministro da Educação, começam então uma tragicômica busca por algum motivo para viver, ou pelo menos por alguma desculpa para adiar a morte iminente. Quando os quatro descem para procurar o namorado de Jess, uma improvável comunhão se forma entre eles.

A Trama: Quatro pessoas se conhecem, no topo de um prédio, na noite de ano novo. Todas prestes a se suicidar. Então elas fazem um pacto e resolvem que vão ajudar um ao outro a continuarem vivos. 
Você lê isso e espera algo legal daí, é normal, eu também esperei. Esperei por 334 páginas. Mas, infelizmente, não consegui apreciar absolutamente nada
Na minha opinião faltou algo (um algo muito grande) para tornar a história interessante. Ou até mesmo para criar uma história. Não tem romance, não tem comédia, não tem suspense, nada. Absolutamente nada (de novo).
Honestamente, a melhor comparação que posso fazer é a seguinte: escolha três desconhecidos e conte sobre 90 dias comuns da sua vida - na real essa não é uma boa comparação, acho que até esse resumo teria mais acontecimentos do que o livro.

Os Personagens: Jess sai em disparada como a personagem que mais odiei do livro. A garota não passa de uma adolescente mimada que resolveu se revoltar contra Deus e o mundo por causa do desaparecimento da irmã. 
JJ até que chegou perto de ganhar minha simpatia, mas em dado momento ele a perdeu de vez. Ele se tornou uma incógnita para mim, porque ao mesmo tempo em que o personagem parecia super cabeça em alguns capítulos, em outros ele não passava de um ex-músico fracassado. 
Martin ganhou minha simpatia única e exclusivamente por ser um babaca. O cara é tão babaca, mas tão babaca, que não tem como você sentir raiva dele. Os capítulos narrados por ele e Maureen foram os que chegaram mais perto de me conquistar. 
Agora, Maureen realmente me conquistou. Ela é uma senhorinha, super religiosa e que, por um acaso do destino, teve um filho deficiente. Mas não é uma deficiência qualquer, Matty vive como um vegetal desde que nasceu. E ela lá, cuidando dele. Como os próprios personagens falaram em certo momento: não tem como você não se solidarizar com sua história. E sinceramente? Se o livro contasse apenas sua história, acho que eu poderia ter gostado um pouquinho dele

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é super simples, mas não deixa de ser bonita. Mas acho que peguei tanta implicância com essa Loooooonga Queda, que não consigo mais apreciá-la como antes.
O livro é narrado, alternadamente, pelos quatro protagonistas. E nesse ponto Hornby merece o crédito, dá para reconhecer quem narra lendo uma frase. Os personagens tem personalidades bem definidas uhul, um ponto positivo!.

Concluindo: Eu não consigo dizer para vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões. Vi várias resenhas elogiando o livro e tudo, mas ainda não me convenci disso. 
Esse é um dos piores livros que li na vida. Para vocês terem noção, deve fazer pouco mais de um mês que iniciei a leitura, li três ou quatro livros nesse meio tempo, e só agora consegui acabar Uma Looonga Queda.
Sério, se vocês querem ler um drama psicológico, Eu, Anna é um livro maravilhoso, denso e muito bem escrito. Se vocês querem um livro sobre suicídio, Perdão, Leonard Peacock é genial (Matthew <3). E esses são apenas os exemplos de que me lembro agora. Daí acaba que eu não me convenço. Porque tem livros brilhantes nesse estilo, e não vejo porque dizer para vocês se jogarem desse precipício. 


Sobre o filme: Não assisti ao filme ainda, mas pretendo. Pelo que vi no trailer, o roteirista foi um gênio e fez algumas mudanças no enredo - até um casalzinho surgiu na história. Ele pareceu ter melhorado (e muito) a trama. Quando assistir conto para vocês o que achei. 

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