Resenha - A Menina Mais Fria de Coldtown

Resenha feita pela Luh!  
Título: A Menina Mais Fria de Coldtown
Título Original: The Coldest Girl in Coldtown
Livro Único.
Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Ano: 2014
Saiba mais: Skoob
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Muito sangue!

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

A Trama: O livro já começa com uma cena bem sangrenta quando a protagonista, Tana, acorda em uma casa com dezenas de pessoas mortas. Por sorte ou azar, ela acaba resgatando as únicas duas pessoas que restaram dentro da casa, um vampiro maluco e seu ex-namorado, Aidan. Eu não tinha lido muito sobre a trama e adorei a surpresa, então não vou contar o que acontece a seguir.
A Menina Mais Fria de Coldtown tem muita ação e suspense, algumas traições e certas reviravoltas que realmente conseguiram me pegar de surpresa. Eu gostei do livro, a autora conseguiu sutilmente alguns elementos como o homossexualismo, e houve uma cena de beijo que talvez tenha sido uma das mais estranhas e, ao mesmo tempo, mais interessantes que eu já li. Porém acho que Holly Black focou demais nos vampiros e toda a doença que os envolve. Eu entendo que é um livro com vampiros, porém achei desnecessário mencionar presas, a doença do vampirismo e sangue em quase todas as páginas, eu preferia um pouco mais de desenvolvimento dos personagens.


A Protagonista: Tana é meu tipo predileto de protagonista. Sarcástica, independente, curiosa, inteligente e tão cheia de compaixão. Ela tem um lado sombrio que acaba surgindo com frequência e me fascinou. A personagem tomava umas decisões meio imaturas aqui e ali, porém não me irritou, já que combinou com sua personalidade impulsiva.

Os Personagens Secundários: Me apaixonei por Gavriel. Ele era um vampiro muito antigo que já tinha sofrido uma quantidade inimaginável de dor, e ficou um pouco insano como resultado. Sua imprevisibilidade foi o que me conquistou, e acredito que a autora poderia tê-lo explorado melhor, porém adorei seu jeito misterioso. Aiden conseguiu me irritar do início ao final, sendo mais um peso morto que qualquer outra coisa. A maioria dos outros personagens era bem previsível, mas gostei da melhor amiga da protagonista.

Capa, Diagramação e EscritaNão sei bem o que pensar dessa capa. Ela não é bonita, na minha opinião, mas também não chega a ser feia. Acho que poderia ser pior, então não vou reclamar.
A diagramação desse livro é muito bonita, com gotas de sangue espalhadas no início de cada capítulo. A escrita da Holly é boa, chega a ser brilhante em algumas cenas raras, porém é apenas medíocre em outras.

Concluindo: Alguns personagens são ótimos, algumas cenas são incríveis, porém isso só demonstrou que Holly Black tinha o potencial para tornar o livro inteiro incrível. Ainda gostei muito, porém tinha potencial para mais. Se você não estiver cansado de vampiros, recomendo. 

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