Resenha - Orgulho e Preconceito

Resenha feita pela
Título: Orgulho e Preconceito
Título Original: Pride and Prejudice
Livro Único.
Autora: Jane Austen
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 569
Ano: 2013 (edição atual)
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Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, proto-feminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

A Trama: Já começo dizendo que é dificílimo falar sobre um dos livros mais famosos do mundo, reconhecido universalmente como uma grande obra, mas essa foi minha primeira experiência lendo Jane Austen e vim compartilhar com vocês. Tenho vontade de ler os livros da autora há algum tempo, mas acredito que a leitura de clássicos não deve ser forçada e eu nunca estive tão animada para ler este livro como estava no momento. Já conhecia a trama de adaptações que assisti, mas como na grande maioria das vezes, o livro superou em qualidade todas elas.

O Protagonista: Eu adoro a Elizabeth. Apesar da mania de julgar todos a primeira vista, adoro o lado forte da personalidade dela. Enquanto todas as moças na sua idade estão procurando marido e preocupadas em arranjar um casamento, ela vive tranquila, um dia de cada vez, sem ceder a pressão da mãe e da vizinhança.

Personagens Secundários: Elizabeth tem quatro irmãs, Jane, a mais velha e mais bela, Mary, a desligada do mundo que só quer ler seus livros filosóficos, Catherine, ou só Kitty, que é uma sombra da mais nova, e Lydia, a mais nova e mais espevitada. O maior sonho da sra Bennet é ver todas as filhas bem casadas, então toda vez que chega algum rapaz novo na cidade, ou mesmo um grupo de militares, ela se empenha em arranjar compromisso para uma das cinco. O sr Bennet é bem mais relaxado quanto a isso, não liga muito para sua esposa e nem para as filhas, mas não esconde que sua preferida é Elizabeth, justamente pela personalidade diferente dela.
Sou mais uma conquistada pelo Mr Darcy. A mania de fazer pré julgamentos da Elizabeth mais a arrogância do Darcy quando chega em lugares desconhecidos, gera um atrito daqueles, mas também deixa o leitor intrigado. A princípio o Darcy é bem fechado, reservado, orgulhoso e mau humorado, mas quando ele está a vontade se mostra generoso e até de bom humor. A forma com a qual ele vai se apaixonando pela Lizzy e ela por ele é muito delicada e gostosa de acompanhar.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu gosto dessa pintura que foi usada na capa, retrata bem as damas da época. A Penguin-Companhia realmente caprichou na edição, apesar do livro ter a altura dos pocket e não ter orelhas (o que acaba causando uns amassadinhos involuntários na capa), as páginas são amarelas e a fonte tem tamanho normal. O prólogo do livro conta com aproximadamente 100 páginas e fala sobre a autora, detalhes da trama, e sobre o que a Jane usou como base e inspiração para a história. Adorei a escrita da Jane. É incrível como essa história escrita há tanto tempo se mantém atual e ainda me fez me identificar com alguns personagens e situações.

Concluindo: Jane Austen merece toda consideração que recebe por ter escrito um romance tão envolvente da forma mais simples possível. Praticamente não tive dificuldades em entender nada do livro, porque a linguagem não é das mais rebuscadas ou complicadas, e em alguns casos há notas - como notas de rodapé, só que ao final do livro - com mais descrições. Para quem está querendo conhecer Jane Austen, vá de cabeça e sem medo de ser feliz, e quem já conhece essa ou outra obra da autora, me conte o que achou nos comentários.

Quotes:
Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora muitas vezes sejam usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. Orgulho está mais associado à opinião que temos de nós mesmos, vaidade ao que os outros pensam de nós.
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