Resenha - Reboot

Resenha feita pela Luh!
Título: Reboot
Título Original: Reboot
Série: Reboot
1-  Reboot (2015)
2- Rebel (2014 US)
Autor: Amy Tintera
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Saiba mais: Skoob
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Tem seus pontos fortes e fracos.

Sinopse: Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.

A Trama: Antes de tudo, li algumas resenhas que relacionam os Reboots com zumbis e já aviso que esse não é o caso de maneira alguma. Reboots são adolescentes que morreram com um vírus em seu organismo e renasceram, mais fortes e ágeis, porém com poucas emoções humanas. O tempo que cada pessoa leva para renascer implica em um corpo melhor, porém eles se distanciam cada vez mais da humanidade. Aproveitando-se disso, o governo utiliza esses adolescentes como soldados.
O mundo dos Reboots foi fascinante e, por não ser muito exigente com a construção da trama, eu me senti satisfeita com a explicação básica que a autora forneceu, embora saiba que leitores mais exigentes podem se incomodar com algumas falhas. O livro já começa no meio da ação, com mortes e lutas, porém logo vamos nos situando na trama. Gostei muito da maneira como as coisas progrediram, apesar de achar algumas características meio absurdas, como a maneira como os Reboots poderiam levar tiros e continuar normalmente.
Infelizmente eu achei a trama bem previsível, porém ainda muito interessante, de modo que prendeu minha atenção desde a primeira página e me deixou curiosa para saber o que acontecerá no próximo livro.
A Protagonista: Desde a primeira cena, amei Wren. Sendo mais parecida com um robô do que um ser humano, ela muitas vezes não se importava ou não compreendia muito bem as emoções de outras pessoas, sem falar que agia como se a morte fosse algo casual. Wren possui características que me conquistaram por serem tão raras em protagonistas, como uma confiança extremamente arrogante, competitividade e simplesmente descaso com a maioria das outras pessoas. Entretanto, aos poucos a personagem vai mudando, redescobrindo sua humanidade e compaixão, e apesar de não fazer muito sentido considerando que ela é uma Reboot, esse processo foi encantador.

Os Personagens Secundários: Callum foi o personagem mais divertido, especialmente por ser tão teimoso que está disposto a levar uma surra de vez em quando. Compreendo que ele seja quase humano, por ter ficado morto por pouquíssimo tempo, porém algumas inconsistências nele me incomodaram, sem falar que o personagem era bonzinho até demais.
Amei Ever, a colega de quarto de Wren, e acho que poderia ela poderia facilmente ser uma narradora cativante. Apesar de talvez não ser a intenção da autora, pra mim Ever roubava a cena sempre que estava presente, com sua personalidade radiante. Quanto aos outros personagens, alguns foram interessantes, porém a grande maioria me pareceu bem superficial.

Capa, Diagramação e Escrita: Como não se encantar por essa capa? Obviamente combina com a trama, além de ser bonita de uma maneira simplística. A diagramação é bem simples, porém ideal para leitura.
A escrita da Amy tem aquele ar de autor iniciante com potencial. Senti falta de mais descrições, o livro foi bem curto e direto, porém a imaginação da autora compensou. A protagonista e sua narração também foram ótimas, só senti que faltou desenvolvê-las um pouco mais profundamente.

Concluindo: Os personagens são bons e a trama é cativante! Apesar de não ser um livro muito profundo, é ótimo para se divertir um pouco. A melhor parte é que Reboot é uma duologia, então teremos mais um pouquinho dos personagens, porém sem ficar cansativo.

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