Resenha - Síndrome Psíquica Grave

Resenha feita pela Maay!  
Título: Síndrome Psíquica Grave
Título Original: Psych Major Syndrome
Livro Único.
Autora: Alicia Thompson
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Ano: 2015
Saiba mais: Skoob
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Completamente diferente do que eu esperava, mas delicioso. 

Sinopse: Síndrome Psíquica Grave - A Paciente, Leigh Nolan (essa sou eu), começou seu primeiro ano na Universidade de Stiles. Ela decidiu se formar em psicologia (apesar de seus pais preferirem que ela estudasse tarô, não Manchas de Rorschach).
A Paciente tem a tendência a analisar demais as coisas, especialmente quando isso envolve o sexo oposto. Exemplo: por que Andrew, seu namorado de mais de um ano, nunca a convida para passar a noite com ele e dar o próximo passo no relacionamento — leia-se transar? E por que ela passou a ter sonhos eróticos com Nathan, o colega de quarto de Andrew que tanto a odeia?
Fatos agravantes incluem: outros alunos de psicologia supercompetitivos, uma professora que precisa urgentemente de análise e uma colegial que acha que a Paciente é, em uma palavra, ingênua.

A Trama: Antes de qualquer coisa, não se deixem levar muito pela sinopse - ela é bem exagerada. Outra coisa: abstraiam essa coisa de Leight analisar demais as coisas, porque ok, ela analisa e tal, mas nada tão absurdo assim.
Enfim... A trama é aquela coisa padrão de chick-lit. Mocinha gosta de menino, menino é babaca, mocinha conhece mocinho, fica divida e blábláblá. Isso, sem esquecer das confusões hilárias em que a mocinha sempre se mete e das melhores amigas do mundo, que sempre estão lá quando ela precisa. 

A Protagonista: Leight é legal e, para mim, pareceu uma pessoa bem normal. Não sei porque a sinopse a fez parecer uma psicótica, mas enfim. A protagonista me divertiu bastante, apesar de não ter feito com que eu morresse de amores por ela.
Não me entendam mal, eu gostei da protagonista - só não amei, fiquei mais naquele limiar da neutralidade.

Os Personagens Secundários: Andrew é o babaca a que me referi lá em cima, e sinceramente, não sei como Leight demorou tanto tempo para perceber o "maravilhoso" namorado que tinha.
Nathan é... Ele começou a me ganahar por ser canhoto (fidelidade da espécie, haha) e continuou me ganhando, como todo bom mocinho de comédia romântica e que só existe nos livros ou filmes.
Agora, claro que, como sempre, minhas personagens favoritas foram as amigas. A acidez de Rebekah e o jeito despojado de Ami trouxeram leveza à obra (e diga-se de passagem, me renderam boas risadas). Elas são demais, sério! Rebekah então... O mundo precisa de mais pessoas sinceras como ela.

Capa, Diagramação e Escrita: Gente, eu amei essa capa de paixão. As cores combinaram muito e a lombada é linda... Minha estante agradeceu viu?
O livro é narrado em primeira pessoa por Leight, e o início de cada capítulo é marcado por uma caixa com alguns conceitos da psicologia - os quais tem relação com o que acontecerá nas próximas páginas.
A escrita de Alicia não tem nada de extraordinário, mas flui super bem. Considerando que esse é o primeiro romance da autora, quem sabe não temos uma nova Sophie Kinsella pintando por aí? Os fãs de chick-lit com certeza agradeceriam.

ConcluindoEu gostei. A sinopse, mesmo sendo exagerada, entrega boa parte da história - e ainda que não o fizesse, a obra no geral é bem previsível. Confesso que esperava uma coisa totalmente diferente, uma protagonista mais surtada e tal... Mas mesmo assim não me decepcionei, pelo contrário, o livro me conquistou. 
É aquela coisa, não vai marcar sua vida e provavelmente também não irá se tornar um favorito, mas é aquela leitura gostosa que jamais poderá ser considerada como tempo perdido. Resumindo (e sendo bem repetitiva nas minhas resenhas): quem gosta do estilo irá curtir


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