Resenha - Brutal

Resenha feita pela
Título: Brutal
Título Original: Cold Killing
Série:
Falling
0.5 - Redemption of the Dead (2013 UK)
0.6 - The Netwok (2014 UK)
1 - Brutal (2015)
2 - The Keeper (2013 UK)
3 - The Toy Taker (2014 UK)
4 - The Jackdaw (2015 UK)
Autor: Luke Delaney

Editora: Fábrica231 (Rocco)
Páginas: 416
Saiba mais: Skoob
Comprar: Saraiva // Americanas // Submarino // Extra

Sinopse: O que levaria alguém a golpear outra pessoa na cabeça e, na sequência, esfaqueá-la 77 vezes? O garoto de programa Daniel Graydon jamais imaginaria que encontraria tamanha perversão nos clientes com quem saía. Mas viu seu fim se aproximar ao ir contra sua regra de ouro: nunca levar os homens para casa. Seu parceiro sexual e algoz, porém, tinha algo de sedutor e era difícil recusar a proposta de uma noite regada a sexo, e muito bem paga. Daniel tornara-se apenas uma das vítimas de um personagem sombrio, cuja pulsão pela morte o levava a matar com regularidade e método. Cada morte representando um passo adiante no aperfeiçoamento da macabra arte de tirar vidas: cruel, dolorosa, limpa e sem pistas. Um desafio para a polícia de Londres e sua divisão de Crimes Graves do Grupo Sul, liderada pelo atormentado detetive-investigador Sean Corrigan.
Brutal é o primeiro thriller policial de Luke Delaney, que serviu por muitos anos na polícia londrina investigando crimes diversos, dos cometidos por assassinos em série aos resultados de conflitos entre gangues e máfias. Nos livros de Delaney, Sean Corrigan é o herói que encarna a missão de desvendar mortes e descobrir quem os cometeu, e fazê-los pagar. O violento passado do detetive fez com que ele desenvolvesse a incrível habilidade de reconhecer o mal onde quer que ele esteja. Ele sabe que precisa ser rápido o bastante para evitar que o assassino faça sua próxima vítima.

A Trama: O livro começa morno, e vai esquentando lentamente, tanto que o clímax só chega bem no final. Durante todo o livro o detetive Sean Corrigan e sua equipe trabalham para juntar provas suficientes para prender um assassino psicopata que conhece todas as manhas para esconder sua presença no local do crime, o que dificulta muito seu objetivo.  Um forte suspeito eles já têm. James Hellier vive se esquivando da polícia e é mestre em despistá-los de seu rastro.
É quase impossível falar sobre o que o livro me passou sem dar spoilers, mas posso dizer que fiquei muito surpresa com a forma com que o autor conduziu a trama, e tive vontade de reler tudo só por saber que sentiria algo totalmente diferente do que senti ao final da história.

O Protagonista: Abusado pelo próprio pai durante a infância, além de carregar esse trauma enorme, o detetive Corrigan desenvolveu a habilidade de identificar criminosos com muita facilidade e decifrar como ninguém o que se passa na cabeça deles. Achei muito fantasiosos os momentos em que Sean chegava a cena do crime e o assassinato passava por sua mente como um filme. Se esse processo fosse mais lento e elaborado o autor poderia teria me convencido, mas assim, antes da coleta de provas e da análise do crime, apenas chegando ao local e já sentindo que aconteceu... parece muito fictício em um livro que nem é sobrenatural.

Personagens Secundários: Fiquei com dó da Kate, esposa do Sean, sempre sendo deixada de lado. Espero que nos próximos livros ele dedique mais tempo a sua esposa e filhas e gostaria de saber mais sobre o começo da relação deles também. A equipe de trabalho do detetive é incrível. Eles são responsáveis e fiéis ao serviço e as investigações.

Capa, Diagramação e Escrita: Gostei da capa e do clima que ela passa. O autor escreve de pontos de vistas diferentes, nos pondo na mente do assassino para nos apresentar como funciona a cabeça dele, e também na mente do detetive Corrigan, bem como de alguns de seus colegas de trabalho e até de uma das vítimas.

Concluindo: O livro só não levou nota maior por momentos que poderiam ter sido melhores, mas ainda assim quero muito ler a sequência. O autor deixou um gancho incrível no final e estou curiosa para saber se ele vai manter o mesmo tipo de narrativa ou se mudará.

Quotes:
Você se esconde da violência. Acovarda-se em sua presença. Condena-a como a praga da vida moderna. Pune sua juventude por ser violenta. Tenta bani-la de sua televisão. Procura impedi-la em suas partidas de futebol. Seu governo gasta bilhões todo ano tentando eliminar a violência da sociedade.
Mas violência é vida. Sem violência, não haveria vida. A violência é a força motriz da vida. Representa a beleza definitiva da vida.
Evolução é violência. As espécies evoluem por competição violenta. Os fortes matam os fracos e assim uma espécie se desenvolve. Sem violência, ainda viveríamos em árvores. Não. Menos do que isso. Ainda seríamos organismos unicelulares. Entretanto, você trata a violência como sua inimiga, quando é sua maior aliada. Eu compreendo a violência. Adoto-a. Canalizo-a. Pela violência, estou evoluindo para algo além da imaginação.
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