Resenha - Ela Não É Invisível

Resenha feita pela Tay!
Título: Ela Não É Invisível
Título Original: She Is Not Invisible
Livro Único.
Autor: Marcus Sedgwick
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Ano: 2015
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SinopseLaureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue termina-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York.
Convencida de que algo muito errado está acontecendo, ela toma uma decisão impulsiva e perigosa: rouba o cartão de crédito da mãe, sequestra o irmão mais novo e entra em um avião rumo a Nova York para procurar o pai. Mas a cidade grande guarda muitos perigos para uma jovem cega e seu irmãozinho de 7 anos.

A TramaLaureth é responsável por responder os e-mails do pai, um escritor conhecido por seus livros divertidos (não os últimos, onde ele tentou ser mais sério), até que recebe um e-mail misterioso de um tal Sr. Walker, que diz ter encontrado o caderno de anotações do pai dela em Nova York (onde ele, com certeza, não deveria estar). Preocupada, pois o pai não ligava para casa havia muito tempo, Laureth tem a ideia brilhante de pegar um dos cartões de crédito da mãe, comprar duas passagens para Nova York e sequestrar o irmão mais novo para ser seu guia, já que ela é cega e não quer que ninguém descubra. O livro é basicamente uma aventura dos irmãos em Nova York procurando pelo pai, sem realmente saber aonde ir. O mais interessante da história é a conexão que conseguimos estabelecer com os personagens, principalmente a protagonista, e conseguimos presenciar toda essa angústia que ela tem de todos a tratarem de forma diferente por ser cega, mas ela mesmo não ligar muito para isso. Eu aconselho a quem for ler fazer o que está escrito no penúltimo parágrafo do livro (após o término da leitura, claro). Isso, com toda certeza, me fez gostar mais da história.

A ProtagonistaLaureth aprendeu a ser independente, tanto que conseguia enganar algumas pessoas sobre sua cegueira. Desde o início podemos perceber como ela é impulsiva (a menina roubou o cartão da mãe e foi pra Nova York!), mas eu gostei dela e da sua determinação em querer resolver as coisas, além de eu admirá-la mais ainda por não se fazer de coitadinha. Se ela quer, ela vai lá e faz!

Personagens SecundáriosBenjamin, o irmão mais novo, é bem cativante. O menino tem apenas 7 anos, mas sempre ficou muito isolado na escola, tanto que seu melhor amigo é um corvo de pelúcia. Ele nasceu com uma peculiaridade, que eu gostaria que tivesse sido melhor explicada no livro, mas de antemão já aconselho vocês a deixarem qualquer aparelho eletrônico longe dele!

Capa, Diagramação e Escrita: A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi a capa, o que me levou a ler a sinopse. Adorei os tons usados e fiquei encantada principalmente pelo design da fonte e todos os efeitos usados. A diagramação está muito boa, com uns detalhes diferentes quando Ben lê algumas passagens do caderno do pai. Gostei bastante da escrita do autor. É rápida, fluida e nos conecta com a protagonista, o que nem sempre acontece mesmo em narrativas em primeira pessoa. E a forma como ele montou uma coisa bem legal no texto e isso conseguiu prevalecer com a tradução me deixou maravilhada.

ConcluindoO livro não é perfeito, se avaliarmos apenas a história, dá uma sensação de que o que aconteceu até o final foi para nada. Mas se pararmos pra pensar em tudo o que aprendemos com Laureth e seu irmão até li, conseguimos perceber que é uma história bonita e sensível, cheia de coincidências e que representa, simplesmente, a vida 

Quotes:
Então mamãe começou a chorar e disse que sentia muito, mas falei para ela que não ficasse assim, porque não dá pra sentir falta de algo que a gente nunca teve, porque não estou triste por ser assim. Não me importo em ser cega. O que me incomoda são as pessoas me tratando como se eu fosse idiota.


Por que às vezes nos esquecemos do quanto amamos uma pessoa, até que a perdemos? Por que somo tão idiotas? Não deveríamos sempre lembrar que as pessoas que amamos são mais importantes que qualquer outra coisa?


(...) Invisível? Não; ninguém iria querer ser assim. Sem que ninguém notasse sua presença ou falasse com você. No fim das contas, acabaria sendo solitário de mais.

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