Quinta das Capas #83

Capas Premiadas 1


Olá, Olá! Hoje nossa coluna será refinada! As seguintes capas são vencedoras da famosa 50 Books\50 covers Competition, feita pela AIGA (American Institute of Graphic Arts). O concurso consagrado é antigo como o próprio instituto, fundado em 1914. Em 1923 foi desenvolvida a competição de design chamada "50 livros de 1923" que fez tanto sucesso que virou uma tradição.
Escolhi as vencedoras dos últimos três anos para mostrar a vocês, eu particularmente fiquei encantada.

 The Sardinians é tão expressiva e criativa, e aparentemente tem tudo a ver com a história, que trata de assassinatos, criminalidade e se passa em Sardenha! A capa então faz um trocadilho com uma lata de sardinha, além do próprio fundo ter escamas, não li o livro mas também pode ser que haja uma outra insinuação na lata de sardinha, do lado de fora parece uma coisa simples, como uma lata de conserva, mas aberta vemos a justiça segurando um rifle (ou seria um arpão?), e mimetizando uma sereia. Fiquei até brava quando vi a capa de Brave New World por que a minha edição é horrível!!! Não dá uma certa vertigem olhar essa capa? Ela parece estar vibrando e me lembra a atmosfera futurista característica do livro, como se o planeta estivesse em um mix, um vórtice de buraco de minhoca! A capa americana de Doutor Sono é igualzinha a brasileira, (na verdade é a versão brasileira que é igual a americana neh :p) e eu nunca tinha olhado direito pra ela, apesar de já a ter visto várias vezes. Eu acabei de descobrir que tem o rosto de uma mulher ao fundo, bem sexy, que parece se esvair na fumaça, como se sentisse prazer em mergulhar na névoa, as letras esfumaçadas estão absolutamente bem feitas, parecem que vão desaparecer com um sopro.


Cascade está no mesmo patamar que The Sadinians, que tem a trama passada na pequena cidade fictícia de Cascade - cascasta - que enfrenta uma crise quando o estado decide fazer um reservatório de água, mas para isso precisa afogar algumas cidades, sendo Cascade sua primeira opção. A imagem da modelo e da paisagem natural se misturam, sendo que a cascata acompanha a silhueta do cabelo da modelo, é tão delicado e expressivo. Apesar de gostar da capa de A map of Tulsa as cores me lembraram muito a bandeira arco-íris, que apesar de ser mais conhecida pelo movimento LGBT foi usada em primeiro lugar como símbolo para revoluções pacifistas, não li o livro mas pelo sinopse não parece tratar nenhum dos casos, e me causa um certo incômodo por que te remete a isso, é um símbolo forte por assim dizer usado sem significado, mas isso pode ser só eu sendo...bom eu. The Miniaturist pode ser a minha preferida, e o que mais tive vontade de ler, tão detalhada com um fundo em sombreado colorido muito bonito, parecendo uma pintura, o retrato da sociedade de Amsterdã perfeito, pronto para se mover com apenas um piscar de olhos, todo desenhado na saia de Nella, que usa trajes tradicionais a época, além dos detalhes estarem de acordo com o próprio título da obra.






Não há nada, de fato, mais bonito que uma árvore. Eu concordo com seja lá quem fez a sinopse de Woodcut, que usou exatamente essa frase para começar a descrever o livro e podemos usá-la da mesma forma para descrever essa capa, gente o que é isso!! Olhem pra ela, dá pra acreditar que isso é natural? É tão perfeito, único, cada árvore tem um número e um formato de anéis diferentes, é como uma impressão digital, quanto mais anéis ela tem, mais velha ela é, então uma foto desse tipo conta a vida de uma árvore...dá pra ser mais perfeito? Area X é tão misteriosa quanto sua história, que retrata uma área cortada de um continente perdido talvez muito ofensiva aos seus visitantes, já que a primeira expedição a ir lá voltou relatando ter encontrado o paraíso na Terra e a equipe da segunda expedição toda cometeu suicídio... não há muito o que dizer dela, a capa é instigante, chamativa, simples mas bem feita e inteligente,  para nós que não podemos ver livros seria como aquele perfume de bolo recém saído do forno para um morto de fome.