Resenha - O Gigante Enterrado

Resenha feita pela Tay!
Título: O Gigante Enterrado
Título Original: The Buried Giant
Livro Único.
Autor: Kazuo Ishiguro
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 396
Ano: 2015
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SinopseUma terra marcada por guerras recentes e amaldiçoada por uma misteriosa névoa do esquecimento. Uma população desnorteada diante de ameaças múltiplas. Um casal que parte numa jornada em busca do filho e no caminho terá seu amor posto à prova - será nosso sentimento forte o bastante quando já não há reminiscências da história que nos une? Épico arturiano, o primeiro romance de Kazuo Ishiguro em uma década envereda pela fantasia e se aproxima do universo de George R. R. Martin e Tolkien, comprovando a capacidade do autor de se reinventar a cada obra. Entre a aventura fantástica e o lirismo, "O gigante enterrado" fala de alguns dos temas mais caros à humanidade: o amor, a guerra e a memória.

A Trama: Tenho certeza que o autor tentou passar alguma coisa com esse livro, mas simplesmente não conseguiu funcionar para mim. Na minha opinião, ele é composto por uma jornada cansativa de acompanhar e algumas poucas partes interessantes, em que nos faz imaginar uma reviravolta brilhante para a história. Mas ela não vem. Coisas nos são reveladas aos poucos, mas a forma como elas acontecem não me empolgou. Passei praticamente toda a leitura indiferente com a história e os personagens, ficando empolgada em certos momentos pensando que a história iria mudar de tom e me desapontando logo em seguida. O final é interessante e me deixou até surpresa com uma descoberta, mas ele é bem aberto para a interpretação de cada leitor. Com essa comparação aos livros de George R. R. Martin e Tolkien na sinopse, faz o leitor ir para esse livro esperando uma fantasia épica, cheia de aventura e ação. É o contrário: O Gigante Enterrado é lento e as cenas que deveriam ser de ação não são empolgantes.

Os Protagonistas: Não consegui gostar de Axl e Beatrice. Eles são um casal de idosos que decidem deixar a comunidade em que moram para ir atrás do filho, mesmo sabendo que há um tipo de névoa por todo lugar que faz com que todo mundo não tenha memórias do passado. Foi um pouco entediante acompanhar a história por eles, mesmo que tenhamos a visão de alguns outros personagens depois. No final de tudo, percebi que eu tinha ficado indiferente com que rumo as histórias deles levariam.

Os Personagens Secundários: Como os protagonistas, não me envolvi com nenhum dos personagens secundários, não consegui me importar com nada que acontecia. Wistan foi o que chegou mais perto de ser interessante e me deixou até curiosa a seu respeito. Também fiquei curiosa com Sir Gawain por um momento, mas ele se tornou tão desinteressante quanto os protagonistas. 

Capa, Diagramação e Escrita: O que me fez querer ler este livro foi essa capa maravilhosa. Eu adoro tudo nela, até essas coisinhas douradas estranhas. Sem contar que as bordas das páginas são azuis - todo o meu amor para bordas coloridas! A diagramação está bem simples, mas boa para ler. Eu não gostei da forma que o autor construiu a história. Fico tão decepcionada quando vejo que a história tinha potencial para muito mais, mas o autor não soube aproveitar.  

ConcluindoTenho a impressão de que ele queria escrever um livro de fantasia "cabeça", repleto de significados escondidos e etc., mas não rolou pra mim. Achei o livro muitas vezes entediante, só algumas partes interessantes. Mas vi muitas pessoas que gostaram, então sugiro que leia e tire suas próprias conclusões.

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