Especial Bienal 2015 - Parte 2

Continuando nosso Especial de Natal sobre a Bienal (brincadeira, hahaha mas é quase isso né)... Antes de falar sobre como foi nosso segundo dia de evento, queria fazer um comentário inútil, mas sobre o qual acredito que 99% que foram para lá irão concordar: COMO O RIOCENTRO É LONGE! Senhor! Eu e a Luh fomos de ônibus e levamos duas horas para chegar lá - sem trânsito! Porém, é preciso elogiar a organização do transporte público. Os ônibus que iam para lá estavam sinalizados e eram muitos, lógico que lotavam mesmo assim, mas enfim...

O segundo dia de Bienal não foi tão tranquilo quanto o primeiro. Sábado né, já imaginávamos que teria fila para tudo e superlotação em todos os estandes. A sorte é que já tínhamos feito a maior parte de nossas comprinhas no primeiro dia, porque as filas estavam terríveis. 
No sentido da grande quantidade de pessoas, acho que a Intrínseca foi uma das editoras mais inteligentes. O estande tinha apenas uma porta de entrada e uma de saída, e eles controlavam o número de pessoas lá dentro. Lógico que tinha o inconveniente da fila para entrar, mas ela era rápida e era compensada pelo fato de você conseguir andar entre as prateleiras. 
As outras editoras tinham várias portas e esse controle não aconteceu, então acabamos nem entrando em algumas no segundo dia, porque eles estavam inabitáveis - sério, entrei na Record uma hora para me informar sobre um evento, e levei uns dez minutos para conseguir me libertar do mar de gente. 
Lógico que isso é opinião de uma pessoa fresca e tal, mas é muito mais fácil você comprar em um local que não está tão lotado assim.

Sábado foi o dia dos autores e eventos. Foi nesse dia que encontramos a Bianca Briones - a Luh já comentou sobre isso na Parte 1-, e também tivemos a oportunidade de conhecer o fofo do Felipe Colbert, que estava dando sopa no estande da NC. 


Depois disso assistimos ao bate papo com a Leigh Bardugo, uma autora que a Luh adora e que eu, apesar de não conhecer, achei super querida e engraçada. 



Fiquei muito surpresa com o carisma dos autores internacionais. Esperava um pessoal mais fechado, mas eles são demais, saí de lá ainda mais fã do que já era! 
Meu foco no segundo dia era o evento com o David Nicholls, um de meus autores favoritos. E gente, se existe um dia em que a sorte estava do meu lado, o dia foi esse. A distribuição de senhas para o evento começava às 16h, mas 11h da manhã já tinha uma galera acampando na fila. Nós duas, lógico que não quisemos perder o dia inteiro em uma fila, então fomos para lá apenas 16h mesmo. Honestamente, achei que não ia conseguir - mas acabou que nós duas conseguimos a senha para o bate papo. 
Fiquei meio tristinha porque não ia ter o autógrafo, mas vida que segue... Lá fomos nós para mais um evento. David Nicholls com seu estilo britânico me cativou ainda mais, muito simpático, muito querido, um amor! 



O evento acabou, a gente estava saindo, quando... Tcharãn! Eu resolvo atacar de cara de pau. Vi uma família inteira saindo do evento com pulseira para os autógrafos e pensei: esse pai não tem cara de quem é fã. Perguntei na cara dura se ele ia autografar e, como ele disse que não, encarnei o gato do Shrek e pedi a pulseirinha. Se a filha desse pai está lendo isso - menina, diz pro seu pai que ele é demais, agradece muito por mim. 
Como a fila para os autógrafos era imensa, achamos melhor ir para lá mais perto do final. Pegamos a senha da Carina Rissi para a Luh, e corremos para o encontro de leitores da Companhia das Letras, que já estava quase começando. Esse foi o melhor encontro da Bienal!!! O que eu ri nesse negócio, vocês não tem noção!!! 
Nunca li nada do Raphael Montes e não conheço muito o autor, mas o cara é hilário! Virei fã depois disso aqui:



Durante o encontro demos uma fugidinha para pegar nossos autógrafos lindos (sem precisar esperar horas na fila) e tirar as fotos com nossos autores queridinhos! 




Quando o evento acabou a Bienal já estava quase fechando, então aproveitamos para tirar algumas fotos nos estandes - o que tinha sido impossível ao longo do dia. 



Saímos de lá, para encarar nossas duas horas de "viagem" para casa, às 23:30 , mortas com farofa, mas sabendo que o dia tinha valido muito a pena!

Agora, alguns comentários adicionais (haha): senti muito não ter encontrado o Josh Malerman, porque se tem outra pessoa que a Bienal me fez virar fã, foi ele. Meu deus do céu, é muita fofura e simpatia em uma única pessoa!

Para quem está pensando em ir para a Bienal de São Paulo ano que vem, uma dica: levem água e algo para comer. Geralmente tem uma praça de alimentação imensa lá, mas o preço não é muito amigo e tem fila, então é bom ter algo para beliscar. De todas as dicas que vimos antes de ir para lá, na minha opinião, essa foi a mais útil.
E duas coisas que ninguém fala, mas devem ser levadas em conta: comprem os livros perto da hora de ir embora, porque ninguém merece carregar peso o dia inteiro; e não percam o dia de vocês em filas (essa dica é totalmente apoiada pela Luh)- se você pegou a pulseirinha, o autor vai autografar seu livro, independente de você ser a primeira ou a última pessoa da fila. 

É isso gente! Desculpem se falei demais, espero que vocês tenham tido paciência para ler tudo, e mal posso esperar pela Bienal do ano que vem!