Resenha - Doce Perdão

Resenha feita pela Maay!
Título: Doce Perdão
Título Original: Sweet Forgiveness
Livro Único.
Autora: Lori Nelson Spielman
Editora: Verus
Páginas: 322
Ano: 2015
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Amor define essa leitura.

Sinopse: Hannah Farr é uma personalidade de New Orleans. Apresentadora de TV, seu programa diário é adorado por milhares de fãs, e há dois anos ela namora o prefeito da cidade, Michael Payne. Mas sua vida, que parece tão certa, está prestes a ser abalada por duas pequenas pedras... As Pedras do Perdão viraram mania no país inteiro. O conceito é simples: envie duas pedras para alguém que você ofendeu ou maltratou. Se a pessoa lhe devolver uma delas, significa que você foi perdoado. Inofensivas no início, as Pedras do Perdão vão forçar Hannah a mergulhar de volta ao passado - o mesmo que ela cuidadosamente enterrou -, e todas as certezas de sua vida virão abaixo. Agora ela vai precisar ser forte para consertar os erros que cometeu, ou arriscar perder qualquer vislumbre de uma vida autêntica para sempre. Após o sucesso mundial de A lista de Brett, Lori Nelson Spielman retorna com este romance terno e esperto sobre nossas fraquezas tão humanas e a coragem necessária para perdoá-las - assim como para pedir perdão.

A Trama: Tenho o hábito de fazer algumas anotações durante a leitura de um livro, para facilitar na hora da resenha. Uma das anotações que fiz sobre Doce Perdão foi que, apesar de previsível, o desfecho da história é inesperado
Também tenho o hábito de reler as resenhas que fiz dos outros livros do autor antes de iniciar uma nova. Imaginem minha cara quando, ao reler a resenha de A Lista de Brett, encontrei a seguinte frase: "apesar de um tanto quanto previsível, não deixa de ser inesperado". E essa não é a única semelhança entre os livros. A autora conseguiu se manter fiel a um estilo, e ainda assim criar uma história totalmente nova e única
Não espere encontrar aqui um chick-lit comum. Esse é um livro maravilhoso sobre a relação mãe e filha e sobre o perdão, e claro, também tem um pouco de romance.


A Protagonista: Hannah me irritou em alguns momentos por ser tão imatura para uma mulher de 34 anos. Mas aí me lembrei de que conheço pessoas mais velhas e mais imaturas do que ela, e a perdoei. Até porque não deve ter sido fácil crescer com o peso que ela carregava nas costas.
É lindo ver o amadurecimento da personagem com o passar das páginas. E vê-la tentando reconstruir a relação com a mãe, há tantos anos perdida, ao mesmo tempo em que tenta impedir as novas descobertas de destruírem a imagem que sempre teve do pai é emocionante.

Os Personagens Secundários: Fiona e Abby são duas personagens que ganharam meu coração desde o início, o que não faz sentido algum, dada suas relações com a protagonista. Mas não consegui evitar.
Assim como não consegui evitar invejar Hannah por ter amigas como Jade e Dorothy (sua ex-sogra, pasmem) - que pessoas doces e maravilhosas elas são. Também não consegui conter minha revolta por termos tão pouco de Jack, principalmente depois de a autora fazer com que eu me apaixonasse por ele. RJ, porém, também me conquistou, e quase que perdoei a falta de Jack.
Agora, como eu quis matar Claudia e Stuart, meu deus que pessoas detestáveis, não sei como Hannah conseguia ao menos conviver com eles. Ainda que estivesse namorando Michael, outro ser tão detestável quanto...

Capa, Diagramação e EscritaA capa é uma graça. Talvez os detalhes não combinem tanto com a história, mas isso não a deixa menos linda. Além de que, ela combina com a de A Lista de Brett e as duas ficaram lindas lado a lado na estante.
A escrita de Lori mais uma vez me surpreendeu por conseguir ser suave e ao mesmo tempo cheia de significados - a leitura é rápida e você sequer sente as páginas passarem. A autora consegue fugir do comum de maneiras simples e delicadas, que cativam o leitor e te deixam mais leve ao final da leitura

ConcluindoApesar de, em alguns momentos, não ser uma das tramas mais realistas que já li, é bonito ver o desenrolar da história de Hannah. Esse é um livro, como o próprio nome já diz, doce - combina com essa época de final de ano, mas também combinaria com qualquer outra.
Foi o livro certo, na hora certa, e seria o livro certo em qualquer outro momento. Não consigo colocar em palavras o quando me apaixonei por cada página e o quanto essa leitura me fez bem. Queria que tivesse sido a última do ano, porque me fez ter um pouco mais de fé no mundo.

Quotes:
- Sabe - diz ele, enquanto me observa -, às vezes você só tem que se deixar cair. É quando você resiste, quando tenta interromper a queda, que se machuca.  

Que viagem de tentativas e erros é esta experiência humana... A vergonha e a culpa que carregamos são temperadas por momentos de generosidade e humildade. No fim, só podemos esperar que a luz que lançamos seja mais forte que a escuridão que criamos.

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