Resenha - Sonhos com Deuses e Monstros

Resenha feita pela Luh!  
Título: Sonhos com Deuses e Monstros
Título Original: Dreams of Gods and Monsters
Série: Feita de Fumaça e Osso
1- Feita de Fumaça e Osso (2012)
2- Dias de Sangue e Estrelas (2013)
3- Sonhos com Deuses e Monstros (2015)
Autor: Laini Taylor
Editora: Intrínseca
Páginas: 560
Saiba mais: Skoob
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Uma conclusão épica para uma das minhas séries favoritas.
Atenção: Essa resenha NÃO contém spoilers dos livros anteriores (exceto na sinopse).

Sinopse: Dois mundos se equilibram na iminência de uma terrível guerra. Na Terra, os humanos recebem com êxtase os anjos e seu imperador, que pretendem angariar armas para um combate maligno. Jael nem desconfia de que, em Eretz, quimeras e Ilegítimos ensaiam unir forças na tentativa de alcançar a paz.
Karou assumiu o controle da rebelião quimera e, ao menos na batalha contra o inimigo em comum, está, finalmente, ao lado de Akiva. É uma versão distorcida do tão antigo sonho dos dois, uma esperança de futuro para seus povos. E, talvez, para o amor que eles sentem renascer.

O Conto: Antes de falar sobre o último livro da série, li Noite de Bolo e Marionetes, um conto da série que narra o primeiro encontro de Zuzana e Mik. Como amo os dois personagens, o conto foi muito fofo, só fiquei triste por ser tão curto. A história é fofíssima e, apesar de absolutamente não ser necessária para entender os livros, recomendo porque é bem divertida.

A Trama: Como li Dias de Sangue e Estrelas há dois anos, eu estava bem perdida no início e tive que dar uma olhada nos livros anteriores da série, porque Laini não faz nenhum tipo de resumo. Entretanto, assim que lembrei da trama anterior, me vi imersa no mundo de guerras e romances que a autora soube criar tão bem.
Eu esperava muito desse livro e tive uma fantasia maravilhosa, com um desfecho que satisfez à maioria das minhas perguntas. Porém, de toda a trilogia, esse é o livro de que menos gostei, simplesmente porque ele parecia se arrastar em alguns trechos (o que não aconteceu antes). Uma nova personagem é introduzida na série, Eliza, e pelos primeiros dois terços do livro, eu tive que me empurrar a ler os capítulos do ponto de vista dela. Mas isso é só um detalhe no meio de um livro enorme e ótimo!

Os ProtagonistasKarou me pareceu uma mistura da garota encantadora do primeiro livro e da mulher sarcástica e fechada do segundo, atingindo um equilíbrio ideal entre a magia e a maturidade. Suas cenas continuaram sendo brilhantes, especialmente aquelas de que Akiva participava. Falando em Akiva, ele foi talvez o personagem que mais evoluiu na série, por ter recebido cada vez mais espaço e mostrado mais de sua personalidade. Ele é aquele típico personagem conturbado, com um passado difícil, mas que ainda consegue ver a beleza das coisas e lutar pelo que acredita ser o melhor.

Os Personagens Secundários: Apesar do meu pequeno problema com Eliza, já mencionado acima, adorei os personagens secundários. A maioria são personagens que já conhecia antes, mas Ziri foi especialmente fofo nesse livro e me conquistou.
Infelizmente, a autora trouxe alguns personagens novos de que gostei bastante, mas eles mal apareceram e com a conclusão da trilogia, acredito que permanecerão um mistério.

Capa, Diagramação e Escrita: Gostei bastante da capa, mas meu destaque vai para o título, que combina perfeitamente com a trama de uma maneira que você só entenderá após ler esse livro. A diagramação está belíssima, como as anteriores, com frases poéticas no início de cada parte. Porém tenho uma pequena reclamação, por alguma razão esse livro é um pouquinho menor que os outros (em altura mesmo), e isso aconteceu com todos os exemplares que vi.
A escrita da Laini Taylor continua maravilhosa, parecendo às vezes ser algo retirado de um livro de poemas ou uma letra de música. Eu gosto da maneira como o ponto de vista vai mudando para que o leitor possa entender tudo o que está acontecendo ao mesmo tempo.

Concluindo: O desfecho da série, apesar de satisfatório, ficou um pouco aberto e eu achei a trama criada nesse livro um pouco desnecessária, porém continua sendo uma conclusão maravilhosa para uma trilogia que já começou perfeita e só melhorou. 

Classificação: