Resenha - Do Que é Feita Uma Garota

Resenha feita pela Tay!
Título: Do Que é Feita Uma Garota

Título Original: How To Build a Girl
Livro Único.
Autor: Caitlin Moran
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 390
Ano: 2015
Saiba mais: Skoob
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Sinopse
Imagine a voz de Sylvia Plath em Grease, com trilha de My Bloody Valentine e Velvet Underground. Um romance de formação hilário, sobre como é difícil se tornar alguém. “Wolverhampton, em 1990, parece uma cidade a que algo terrível aconteceu.” Talvez tenha acontecido de fato. Talvez seja Margaret Thatcher, talvez seja a vergonha que Johanna Morrigan passou num programa da TV local aos catorze anos. Nossa protagonista decide então se reinventar como Dolly Wilde — heroína gótica, loquaz e Aventureira do Sexo, que salvará a família da pobreza com sua literatura. Aos 16 anos, ela está fumando, bebendo, trabalhando para um fanzine de música, escrevendo cartas pornográficas para rock stars, transando com todo tipo de homem e ganhando por cada palavra que escreve para destruir uma banda. Mas e se Johanna tiver feito Dolly com as peças erradas? Será que uma caixa de discos e uma parede de pôsteres bastam para se fazer uma garota? 

A Trama: Esse é um livro de formação, onde acompanhamos a protagonista se descobrir ao longo da trama, cometendo erros e acertos. A história demorou muito para começar a fluir para mim, principalmente por eu achar meio entediantes algumas coisas que estavam acontecendo. Quando terminei o livro, fiquei mais feliz por ter concluído a leitura do que por ter gostado realmente da história. Não me entendam mal, não é um livro de todo ruim, só não conseguiu me ganhar.

A Protagonista: No início, Johanna tem 14 anos e tudo no que ela pensa é em fazer sexo, esse era seu atual objetivo de vida. Infeliz com a própria vida, ela inventa Dolly Wilde, uma persona que teria coragem de viver todas as experiências que ela não conseguia como si mesma. Acompanhamos a formação de Johanna durante 3 anos, mas demorei muito tempo para sequer me dar bem com a protagonista. Eu entendia seus dilemas, sua vontade de ter aquelas experiências (afinal, ela era uma adolescente), mas sua incansável busca por elas me cansou e irritou em alguns momentos

Personagens Secundários: Eu adorei o irmão mais velho da protagonista, Krissi. Gostei da sua relação com a irmã e do seu jeito único. O pai de Johanna tem passado por muitos problemas. Desde que se separou de sua antiga banda, ele não consegue voltar para o mundo das celebridades, mas nunca se cansou de tentar (o que consegue nos irritar muito ao longo do livro). Conhecemos outros personagens secundários também, mas como fazem parte do processo de "crescimento" da Johanna (ou Dolly), acredito que seja melhor vocês os conhecerem por conta própria se forem ler.


Capa, Diagramação e EscritaEu gosto muito da capa, principalmente por ela conseguir transmitir a ideia do livro. A diagramação é simples, mas confortável. A escrita da autora é uma das melhores coisas dessa leitura, embora eu ainda não tenha decidido se vou ou não ler mais coisas dela. Toda a construção dos cenários, das bandas e etc, deixa tudo bem crível. Como ela narra o período de auto-descobertas da protagonista, há várias cenas de sexo, algumas bem gráficas, palavrões, uso de álcool e drogas.

Concluindo: Meu grande problema com esse livro foi que eu não consegui me conectar com ele. Só consegui me envolver realmente com a leitura lá pelas últimas 150 páginas, mais ou menos, e mesmo assim ele não pôde redimir as mais de 200 páginas que li me arrastando. Eu posso ter lido ele em um momento errado, já que estava com uma baita ressaca literária desde o início do ano, mas, de qualquer forma, não conseguiu chegar onde eu esperava.


Classificação: