Resenha - O Imperador das Lâminas

Resenha feita pela Luh!  
Título: O Imperador das Lâminas
Título Original: The Emperor's Blades
Série: As Crônicas do Trono de Pedra Bruta
1- O Imperador das Lâminas (2015)
2- The Providence of Fire (2015 US)
3- The Last Mortal Bond (2016 US)
Autor: Brian Staveley
Editora: Novo Século
Páginas: 544
Saiba mais: Skoob
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Um dos melhores livros de fantasia que já vi.

Sinopse: O Império Annuriano está em crise. O Imperador foi misteriosamente assassinado, e o trono, assim como seus herdeiros, se encontra ameaçado por uma conspiração.
Kaden, herdeiro do trono, prossegue com sua vida de estudos num austero e rígido mosteiro. Ele testa os limites de seu corpo e de sua mente a cada castigo, a cada teste. O alcance do Vazio só é possível quando o abandono da dor se vai.
Adare, ministra das Finanças, está num covil, silenciosa como uma estátua; tem entre seus pares um assassino, um traidor sorrateiro que sangrou o bem mais precioso de sua vida: seu pai, o Imperador.
Valyn é um kettral, mercenário de um exército que habita uma ilha remota e possui um código de honra implacável. Treinado para matar sem hesitar, rápido e brutal como a lâmina que carrega em sua cintura, deve sobreviver ao mortal Julgamento de Hull.
Esses três irmãos, ainda que distantes uns dos outros, precisam unir forças para resgatar o Império e livrá-lo daqueles que o traíram.

A Trama: Nem sei como começar a explicar o prazer que foi conhecer essa trama. Ela começa um pouco lenta, é verdade, com a vida monótona de Kaden, o herdeiro do trono Annuriano que está em um mosteiro estudando coisas imaginárias com vários monges masoquistas. Vou confessar que das tramas dos três filhos do imperador, a dele foi a menos emocionante, mas ainda assim gostei. A melhor parte da trama? Não consigo decidir entre o destemido Valyn, que deveria ser um mercenário malvado, mas tinha um coração mole, e a calma Adare, a única que estava na corte no momento do assassinato do Imperador.
Resumindo, adorei tanto a parte política quanto as cenas simples dos garotos treinando com seus amigos. Preciso mencionar, é claro, que apesar de ter gostado dos primeiros 80% do livro, foi nos últimos 20 que ele realmente me ganhou, pela maneira como tudo se uniu em uma única trama complexa.

Os Protagonistas: Valyn parece uma explosão, queimando rápido e forte, com um temperamento um pouco difícil e um senso de honra inigualável. Amei sua lealdade feroz e os diálogos bem humorados. Kaden, ao mesmo tempo muito parecido e completamente diferente do irmão, é mais paciente e talvez mais disciplinado (ou tem medo de apanhar), mas também tem seus momentos de rebeldia e curiosidade.
Fiquei triste por Adare ter recebido tão pouco espaço nesse livro, apesar de ter um papel crucial. Adorei sua coragem oculta na fachada calma e contida.

Os Personagens Secundários: Talvez por eu ter gostado mais de Valyn, o mercenário, seus companheiros foram meus personagens prediletos, cada um rebelde à sua maneira. Os monges foram uma incógnita do início ao fim e não gostei muito de seus métodos, mas compreendo o papel deles.
Fiquei especialmente apegada aos personagens que apareceram perto do final do livro e espero muito que eles continuem nos próximos volumes.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa me chamou a atenção desde que a vi, e é ainda mais bonita ao vivo. A tonalidade esverdeada, as ilustrações dos três irmãos, tudo está em perfeita harmonia. Por dentro, a revisão do livro está ótima e achei a fonte um pouquinho pequena, mas é algo comum em livros tão grandes.
A escrita do Brian tem seus altos e baixos, sendo que os altos são os diálogos, sempre muito envolventes, e os baixos são as descrições dos locais e coisas em geral, que podem ser monótonas às vezes.

Concluindo: Esse livro me surpreendeu bastante porque não esperava ficar tão ansiosa pelo próximo volume ou tão apegada aos personagens, mas amei a trama e realmente espero que melhore ainda mais.


Quotes:
Foi dos olhos dele que todos se lembraram, olhos que sempre tinham sido marrom-escuros como madeira queimada, mas que de alguma forma se transformaram em algo que ia além da cor de madeira queimada, além das cinzas, além do mais negro tom de breu ou alcatrão, até que fossem simplesmente buracos na escuridão, círculos perfeitos escavados na própria noite.

Classificação: