Resenha - Ligeiramente Seduzidos

Resenha feita pela Lary
Título: Ligeiramente Seduzidos
Título Original: Slightly Tempted
Série: Os Bedwyn
1- Ligeiramente Casados (2014)
2- Ligeiramente Maliciosos (2015)
3- Ligeiramente Escandalosos (2015)
4- SLigeiramente Seduzidos(2016)
5- Slightly Sinful (2004 US)
6- Slightly Dangerous (2004 US)
Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Saiba mais: Skoob
Comprar: Saraiva // Submarino  


Não há spoilers do restante da série na resenha abaixo.

Sinopse: Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas. Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes - prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança. Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém. Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.

A Trama: Após ser apresentada para a Sociedade na última temporada Lady Morgan Bedwyn insiste em ir para Bruxelas como convidada da família Caddick com o intuito de aliviar um pouco o tédio que toda a frivolidade londrina lhe causa. Lorde Rosthorn finalmente se vê novamente entre os seus, depois de ficar nove anos longe da Inglaterra é estranho e até mesmo incomodo estar em convívio social com tantos ingleses, que agora ocupam Bruxelas pela eminência de uma possível guerra. Quando se conhecem ela vê nele um alívio para o tédio enquanto ele trama uma vingança a muito esperada. Essa série parecia promissora inicialmente, e até o último livro me estava sendo satisfatória, porém na primeira metade do livro fiquei muito irritada com a trama e a protagonista.

A Protagonista: Sempre gostei de Morgan, não que ela tivesse tido muito destaque até agora, mas ela se mostrou muito presunçosa, ingênua e até burra. Ao meu ver a situação toda está inclusive fora de contexto, a autora construiu a personagem de uma forma impossível de conceber para os preceitos da época, não havia como Morgan tomar as atitudes que tomou e ter a personalidade e caráter apresentados sendo que passou dezessete anos pesa em casa sob os cuidados da família, sem conhecer outras pessoas e sofrer influência do convívio social de diversas situações. Acredito que formamos os traços da nossa personalidade (além do que já é nosso, pertencente a própria índole de cada um) pelo convívio de pessoas e meio em que vivemos até formar um caráter maduro. E apesar de no último ano Morgan já ter visto e conhecidos lugares e pessoas interessantes, ela não poderia agir da forma que agiu. A sensação do leitor é de obrigação, de que a autora forçou a personagem e a trama toda de uma forma irritante, por isso tive muito pouco tempo para apreciar Morgan, além de não entendê-la achei impossível me conectar a ela e seus sentimentos.

Personagens Secundários: Os Bedwins continuam sendo deliciosos, estou muito ansiosa pelas continuações já que se tratam dos meus dois personagens favoritos, Wulf e Alleyne. Gostei de ver o desenvolvimento dos antigos relacionamentos dessa série, a maioria do mesmo tipo restringe os casais aos seus devidos livros, mas podemos ver o progresso dos Bedwins a cada livro adiante. Apesar de achar Freyja muito caricaturada, e esperar que Rannulf aparecesse mais, foi ótimo vê-los novamente. Gervase talvez devesse ser tratado como protagonista, a narrativa é dirigida a ele na mesma proporção que a Morgan, mas o destaque é sempre para ela. Apesar do Conde de de Rosthorn não apresentar muita criatividade o desenvolvimento dele durante a trama e as atitudes são notáveis e interessantes. Amei o romance inusitado descoberto no terço final do livro, por que é algo óbvio e realista que nunca é mostrado nesse tipo de romance, adoraria ler um com essa temática.

Capa, Diagramação e Escrita: As capas dos romances históricos da Arqueiro são sempre comuns, não chamam muito a atenção mas são muito característicos do tema e da editora; Gosto da delicadeza e da semelhança da modelo com a personagem. Vi diversos erros na diagramação, o mais comum sendo a troca do nome dos personagem no contexto da história. A escrita de Mary é fácil e agradável, tive de me apressar na leitura e nem por isso ficou desagradável mesmo lendo por mais de cinco horas seguidas.
Concluindo: Ainda gosto dessa série, e continuo encantada por romances históricos, o cenário é sempre maravilhoso e bucólico, as cenas românticas - quando naturais - muito me encantam, e é uma leitura desestressante mesmo que eu só tenha começado a aproveitá-la depois da metade do livro. Ainda me incomodou que a autora tenha se insinuado por explorar pontos interessante, sobre guerra e sofrimento e não aproveitou o tema como poderia. Continuo recomendando a série para quem gosta e espero ansiosa pelas continuações.

 Classificação: