Resenha - Uma Garota de Muita Sorte

Resenha feita pela Maay!  
Título: Uma Garota de Muita Sorte
Título Original: Luckiest Girl Alive
Autora: Jessica Knoll
Editora: Rocco
Páginas: 336
Ano: 2016
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Sinopse: Ani FaNelli passou por uma terrível humilhação na adolescência, que a deixou desesperada para se reinventar. Agora uma profissional bem-sucedida, com um armário invejável e um noivo atraente e bem-nascido para chamar de seu, Ani está prestes a viver a vida perfeita que tanto almejou. Mas ela guarda um terrível segredo. E sua vida perfeita é uma perfeita mentira. Bestseller do The New York Times chancelado pela crítica, Uma garota de muita sorte rendeu à estreante Jessica Knoll comparações com sucessos do thriller contemporâneo como Garota Exemplar, de Gillian Flynn, e A garota do trem, de Paula Hawkin, e será adaptado para o cinema por Reese Witherspoon. O livro abre a coleção Luz Negra, que reúne o que há de melhor no suspense contemporâneo, revelando o lado sombrio da alma humana. 

A Trama: Antes de mais nada vamos esclarecer uma coisa aqui: nem de longe esse livro me convenceu como thriller psicológico. Ele é definitivamente um drama e, se fosse vendido como tal, provavelmente agradaria muito mais aos leitores.
Ani FaNelli passou por um trauma muito grande e agora busca vingança, essa é a premissa e basicamente o que consegui absorver da trama. Que ok, tinha potencial, mas para mim não funcionou. Pode ser que agrade a vocês, só lendo para saber.

A Protagonista: Ani é tão, mas tão, tão insuportável, que não consegui desenvolver um mínimo de empatia por ela. Aquele tipo de pessoa que normalmente a gente quer distância sabem? Ela é a segunda coisa que mais me incomodou no livro. 

Os Personagens Secundários: Os personagens, em geral, são muito rasos. A mãe de Ani é... Sabem a frase "tal mãe, tal filha"? Ela se encaixa perfeitamente nesse contexto. O noivo de Ani, Luke, é outro que me faz revirar os olhos de tédio. Sem sal demais, socorro. 

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é linda, mas merecia um conteúdo melhor - é daquele tipo que, mesmo o livro seja meia boca, eu vou querer ter na estante, porque deixa ela mais bonita. Só tem um defeitinho: é daquele material emborrachado que risca bem fácil. 
Agora chegamos ao ponto que mais me incomodou no livro: a escrita da autora. Eu sempre tento encontrar algo positivo para falar sobre a escrita, porque acredito que, se um livro chegou a ser publicado e traduzido... Isso já diz tudo né. Porém, tive inúmeras dificuldades com a escrita de Jessica. Ela é muito confusa, exageradamente descritiva, dá voltas demais. Para vocês terem noção, eu levei 1h para ler as primeiras 20 páginas. 

Concluindo: Não é um livro que me conquistou, mas sempre digo que vocês devem tirar suas próprias conclusões. Agora, se forem ler, por favor, não esperem nada ao estilo Gillian Flynn, porque, talvez, se eu não tivesse essa expectativa, teria aproveitado mais a leitura.

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