Resenha - O Diário de Bridget Jones

Resenha feita pela Tay!
Título: O Diário de Bridget Jones

Título Original: Bridget Jones's Diary
Série: Bridget Jones
1- O Diário de Bridget Jones
2- No Limite da Razão
3- Louca Pelo Garoto
4- O Bebê de Bridget Jones
Autor: Helen Fielding
Editora: Paralela
Páginas: 288
Ano: 2016
Saiba mais: Skoob
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Lá vou eu ser a diferentona.

Sinopse
Bridget Jones já é uma personagem querida por milhões de leitores. Seja pelas desventuras amorosas ou pelos problemas com os pais, é muito fácil se identificar (e se encantar) com a protagonista criada por Helen Fielding. Nesta nova edição comemorativa dos vintes anos de lançamento do primeiro livro os fãs antigos terão a chance de reencontra-lá, e os novos leitores descobrirão uma paixão por este clássico.

A TramaAcompanhamos Bridget Jones por entradas em diário durante um ano de sua vida (de janeiro à dezembro) e, pra mim, isso foi bastante entediante, porque a vida de Bridget é bem repetitiva. A autora pode até ter tentando fazer uma crítica a toda a pressão que a sociedade faz em uma mulher, mas, honestamente, ela não é muito bem sucedida nessa tentativa, já que entra em contradição várias vezes com o que faz a Bridget. E também não consegui achar tão divertido como a maioria das pessoas, se dei duas risadas enquanto lia foi muito. Minha leitura chegou ao ponto de eu ter que fazer uma meta de páginas a ler por dia para finalmente voltar à maratona da minha série.

A Protagonista: Vou ser polêmica e dizer que não gostei de Bridget, nenhum pouco. Não consegui achá-la carismática e ela me irritou por boa parte do livro. Dá pra perceber que ela está passando por uma crise em relação à idade, mas eu não me interessei nenhum pouco por todo o mimimi que ela arruma. Por exemplo, o quanto ela adora falar que odeia quando as pessoas dizem que ela precisa arrumar um marido e ter filhos, porque ela não precisa de homem e blá blá blá, mas ao mesmo tempo fica chorando pelos cantos por não ter um namorado, fica completamente obcecada pelo chefe e reclamando por estar sozinha. Como é dito no próprio livro (ou na orelha, não me lembro), Bridget é como uma adolescente em busca de si mesma, porém já li protagonistas de livros YA bem mais interessantes que ela.

Personagens SecundáriosNão consigo entender como Bridget foi apaixonada por Daniel por tanto tempo, nem o motivo de manter Rebecca na sua lista de amigos, porque são dois insuportáveis. Eu gostei de Mark, pena que o relacionamento dele com a protagonista foi meio xoxo, mesmo quando a autora tenta aproximá-los mais. Achei Tom, Sharon e Jude legais, mas nada que me fizesse gostar muito deles. A mãe de Bridget é impossível, mas ela foi feita realmente para causar irritação no leitor (uma meta alcançada pela autora!).


Capa, Diagramação e EscritaSe eu tenho algo a falar bem desse livro é essa edição maravilhosa lançada pela Paralela. Adorei a capa, as cores, a diagramação está ótima e o livro é bem gostosinho de pegar. A escrita da Helen Fielding não é ruim, mas a história que ela conta não ajudou muito para que eu conseguisse apreciá-la mais. Não achei o livro engraçado, a maioria das passagens do diário são mornas e eu odiei o quanto Bridget ficava contando o peso e quantas calorias havia consumido em várias entradas. Isso é algo que pode deixar vários leitores com a auto-estima bem baixa (imagina, a mulher acha que está uma balofa pesando 58 quilos; wtf?). Até mesmo li uma resenha no Goodreads de uma garota dizendo o quanto esse livro serviu de gatilho para sua auto-estima, deixando-a bem mal durante e depois da leitura.

ConcluindoEu entendo como esse livro conquistou milhões de fãs ao redor do mundo, mas eu não fui uma delas. Foi uma luta conseguir terminar a leitura e ainda por cima posso ter ficado um pouco paranoica com algo que não devia. Não pretendo continuar a série e não sei se vou ver o filme, provavelmente vou usar esse tempo para continuar maratonando minha série maravilhosa.

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