Resenha - Febre Vermelha

Título: Febre Vermelha
Série: Febre Vermelha
Autor: Francis Graciotto
Editora: Máquina de Escrever
Páginas: 288
Ano: 2016
Saiba mais: Skoob
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Americanas // Submarino

Tá rolando o apocalipse zumbi no Brasil. Fujam para as colinas!

Sinopse: 
Um navio desgovernado encalha nas pedras em Praia Grande, com sua tripulação brutalmente assassinada em alto mar. Em pleno verão na Baixada Santista, a manchete nos jornais é vista com indiferença pela população, que está mais preocupada em curtir o feriado de ano novo. Em poucos dias, uma epidemia misteriosa se espalha pelo litoral, deixando seus infectados com uma febre ensandecedora, olhos vermelhos e fome insaciável. Ocorrências de extrema violência e canibalismo tornam-se cada vez mais comuns, e as autoridades não são capazes de lidar com o caos que domina as ruas e ameaça contagiar todo o país. Com cenários reais em Santos, São Paulo e região, acompanhe a perigosa jornada de um grupo de sobreviventes, cada um com motivações e problemas pessoais, dispostos a fazer o que for preciso para sobreviver à Febre Vermelha.

A Trama: Febre Vermelha é sobre uma epidemia tomando conta de São Paulo, transformando as pessoas em canibais psicóticos (ou seja, está começando o apocalipse zumbi). O livro conta o início da infecção e qual foi a primeira reação das pessoas à essa situação. Conhecemos vários personagens aleatoriamente, que logo mais se juntarão em um grupo para tentarem uma chance de sobreviver. Apesar do diferencial do livro se passar no Brasil, achei a história bastante clichê, até mesmo genérica. Os zumbis daqui me lembraram bastante dos infectados do filme Extermínio. Eles são rápidos, meio racionais de uma forma animalesca, e seus olhos ficam vermelhos quando estão em um nível avançado da infecção. No início eles até conseguem falar algumas palavras. Os últimos capítulos são bons, eu gostei da cena de ação que acontece e do "sacrifício" que um dos personagens centrais faz.

Os PersonagensQuando se fala em apocalipse zumbi, qualquer história já seria clichê por si só, mas é a forma como o autor trabalha o plot e a construção dos personagens que vai fazer a diferença. Sobre os personagens principais daqui, eu não consegui realmente gostar de nenhum deles (pelo motivo que falarei na parte da "escrita"), não me senti conectada com suas histórias e por boa parte da leitura não consegui me importar muito com o que aconteceria com cada um. 
  
Capa, Diagramação e Escrita: Eu gosto da capa, apesar de simples, ela consegue passar bem a ideia dos infectados. As páginas são brancas e tem umas manchas de sangue nos inícios dos capítulos. Meu único problema com a diagramação é que senti falta de um espaço entre um parágrafo e outro quando o autor mudava o foco da narrativa para outro personagem, em outra cena. Isso deixou o texto um pouco bagunçado e até mesmo confuso até você perceber que a narrativa mudou de cenário. Eu não fui muito fã da escrita também. É narrado em terceira pessoa e isso criou um distanciamento entre eu e os personagens, porque eu não consegui me conectar com as emoções deles. Teria beneficiado mais a história se o autor tivesse usado daquele ótimo esquema de mostrar ao invés de contar. Ele joga várias informações sobre os personagens de uma só vez quando conhecemos cada um, ao invés de ir liberando informações aos poucos, mostrando a personalidade de cada um através de ações, o que, pelo menos para mim, seria mais interessante.

Concluindo: Acredito que quem não tenha lido/assistido muitas histórias de zumbi, possa gostar mais da leitura de Febre Vermelha. Para mim o final foi o grande ponto positivo da história, mas não foi o suficiente para me fazer querer ler a sequência. De todo modo, se você ficou interessado em saber como seria um apocalipse zumbi no Brasil, pode valer a pena dar uma chance.