Resenha - Morte na Mesopotâmia

Título: Morte na Mesopotâmia
Título Original: Murder in Mesopotamia
Livro Único.
Autora: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 240
Ano: 2014
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SinopseA enfermeira Amy Leatheran é contratada para se juntar a uma expedição arqueológica no Iraque. Mas sua função ali tem bem pouco a ver com ruínas e artefatos: ela deve vigiar de perto a bela Louise Leidner, que está cada vez mais apavorada com a ideia de que talvez seu ex-marido não esteja tão morto quanto acreditava.
Louise pode estar imaginando coisas. Mas o fato é que, uma semana após a chegada da enfermeira, a mulher é encontrada morta no próprio quarto, e agora cabe a Hercule Poirot identificar o assassino. Quem terá sido? Tudo indica que o culpado está entre os membros da equipe de cientistas...

A Trama: Investigar a morte de Louise Leidner parece fácil... aconteceu num lugar fechado, com apenas uma entrada, num horário que a entrada era vigiada, então o assassino só pode ser uma das pessoas que estava presente no local no momento. Mas a dificuldade está em saber quem daqueles colegas teria motivos para tal feito, e como o crime foi realizado sem que nenhum dos presentes percebesse. Louise tinha um passado a assombrando e medos presentes por conta dele. Era tida como louca por causa desse medo, mas ele se prova real após sua morte. Adorei acompanhar esse caso contado pela enfermeira Leatheran e seus momentos de interação com Poirot. O livro tem um jeito leve e até divertido em alguns trechos, sem perder o foco ou a qualidade que mostra já nas primeiras páginas.

Os Personagens: Hercule Poirot é um detetive magnífico. O modo com que ele junta as pistas e observa lugares que ninguém mais observou nos ilude e faz crer que se pensarmos profundamente conseguiremos matar a charada com ele, mas na maioria das vezes é um engano. Os personagens não são muito detalhados, já que a história é contada pelo ponto de vista da enfermeira Leatheran. Só temos a impressão que ela tem deles, mas é o suficiente para acompanhar bem a trama, pelo seu modo amplo de descreve-los. É de certa forma engraçado ver os costumes da época e como as pessoas tinham que manter uma aparência certinha diante dos outros para serem considerados bons sujeitos, mesmo que isso os faça reprimir sua verdadeira personalidade.

Capa, Diagramação e Escrita: Gostei dessa capa em tudo. Essa edição da Nova Fronteira (agora Harper Collins Brasil) é linda! O livro tem capa dura e ótimo acabamento. Não sei se comparando com o original manteria essa conclusão, mas em termos de coerência a tradução está maravilhosa, se tratando de um livro lançado originalmente em 1936. Fazia muito tempo que eu não lia Agatha Christie, mas não havia me esquecido que seus crimes costumam ter revelações surpreendentes. Aqui aconteceu o mesmo e o final foi bem diferente do que eu imaginava.

ConcluindoFoi uma leitura melhor do que eu pensei que seria e serviu para matar saudades da escrita da autora. Um ótimo livro policial, sem dúvidas. Fiquei um pouco indignada comigo mesmo por não ter descoberto quem era o assassino da trama antes do final, mas ao mesmo tempo satisfeita pela surpresa.

Quotes:
Ao vê-lo, dava vontade de rir! Dir-se-ia que tivesse saído de um palco ou de um filme. Para começar, não tinha mais de metro e meio de altura, na minha opinião - um homenzinho gordo, esquisito, bastante velho, com um bigode enorme e a cabeça oval. O protótipo cabeleireiro de peças cômicas!
E esse era o homem que ia descobrir o assassino de Mrs. Leidner!
- Eu brinco, Mademoiselle, e acho graça. Certas coisas, porém, não têm nada de engraçado. Já aprendi muitas em minha profissão. E uma delas, a mais terrível, é esta: O crime é um hábito...