O Livro É Melhor? - Os 13 Porquês

Em "O Livro É Melhor?" vamos comparar alguns livros às suas adaptações, sejam filmes ou séries de tv, e explicar um pouquinho sobre suas diferenças para, no final, escolher um vencedor!

O livro de hoje é um dos meus favoritos da vida, que já ajudou diversas pessoas e voltou a estar em alta graças a série que estreou dia 31 de março na Netflix. Você pode conferir minha resenha de Os 13 Porquês aqui.


O LIVRO

  • Ao chegar da escola, Clay se depara com uma caixa de sapatos endereçada a ele, contendo 7 fitas cassete, e quando ele começa a tocar a primeira, ouve a voz de Hannah Baker, dizendo que ele é um dos 13 motivos dela ter cometido suicídio duas semanas antes.
  • Cada lado das fitas conta uma história diferente, que juntas formaram uma bola de neve que conseguiu engolir Hannah com o passar do tempo.
  • O livro é narrado em primeira pessoa pelos pontos de vista de Clay e Hannah (enquanto Clay escuta as fitas) e temos somente o lado da história dos dois, nunca descobrimos quais foram as reações de todas as outras pessoas da lista após ouvirem as fitas.
  • No livro, Clay escuta todas as fitas em uma única noite, visitando quase todas as estrelas que Hannah deixou marcadas no mapa.
  • Mesmo sendo contada de uma forma mais centrada em Clay e Hannah, a história do livro consegue mexer bastante com o leitor, tanto que é um dos meus livros favoritos desde a primeira vez que o li (em 2012).
  • Sempre vai haver muitas controvérsias sobre como essa história foi contada, mas me emociono toda vez que leio algum comentário de alguém dizendo que esse livro salvou a sua vida, então é uma leitura que sempre irei recomendar. De qualquer forma, dependendo do seu estado de espírito, espere estar em um momento mais felizinho antes de pegá-lo para ler.

A SÉRIE

  • A série tem, como eu já esperava, VÁRIAS diferenças em relação ao livro, mas todas elas funcionaram muito bem na trama, sem tirar a essência da história, apenas adicionando detalhes importantes.
  • Cada episódio é dedicado a um lado das fitas, e isso possibilitou com que os personagens que não conhecíamos muito bem nos livros, além do que a Hannah dizia sobre eles nas fitas, fossem explorados.
  • Eu gostei muito de ver as reações de todos após terem ouvido as fitas da Hannah, apesar do "mistério" que eles estavam tentando acobertar.
  • Falando em mistério, a única coisa que realmente detestei em relação a série foi terem vendido a história como um. Oi?!
  • Muitas pessoas reclamaram do Clay da série escutar as fitas aos poucos, mas achei isso bem condizente com a personalidade que deram a ele na série. Você consegue ver claramente que ele tem ansiedade, é um garoto mais retraído e antissocial, e que estava ficando perturbado toda vez que ouvia uma das fitas. Sim, ele poderia ouvir mais um pouco ao invés de ficar fazendo perguntas ao Tony, mas até essas chatices dele eu consegui enxergar perfeitamente como um reflexo da sua personalidade, não consegui entender a birra de todo mundo com ele.
  • Como o universo da série expandiu mais o elenco de personagens, queria destacar aqui a mãe da Hannah, que teve uma atuação maravilhosa da Kate Walsh (aka Addison Montgomery, alguém?) durante a série inteira, e o papel bem maior do Tony durante a trama, e ele acabou sendo um dos meus personagens favoritos.
  • A série tratou todos os temas abordados na história (bullying, assédio, machismo, estupro, suicídio) de forma bem crua e visceral, tanto que vocês já devem ter visto por toda parte (mesmo quem ainda não assistiu) que as cenas dos estupros e do suicídio foram mostradas na íntegra, com um aviso antes dos episódios começarem de que seria mostrado esse conteúdo. 
  • O que tem gerado mais discussões por aí é a cena do suicídio, alguns dizendo que "glamourizaram" esse acontecimento, e outros que foi exatamente o oposto, e eu sou da segunda opinião. A cena inteira mostra o quanto aquilo é feio e doloroso, eu consegui me sentir no lugar da Hannah (alô, empatia!) e foi horrível toda aquela sensação. Além de tudo, o momento em que a mãe dela a encontra foi uma das cenas mais desoladoras e desesperadoras que eu já vi. Então não, não acho que a série glamourizou ou romantizou o suicídio em momento algum.
  • O final já deixou em aberto o plot para uma possível segunda temporada e, ao contrário do que eu imaginei que pensaria, estou torcendo para que aconteça (a temporada), porque é outro assunto que deve ser debatido.



Qual é melhor?
O livro sempre vai ser um dos meus favoritos e eu sempre vou chorar toda vez que termino de ler, mas desde o piloto da série eu já comecei a separar um do outro porque eu precisava amar essa história das duas formas que estava sendo contada. A série é horrível, mas maravilhosa. A cada episódio vai ficando mais difícil de assistir, mas é necessário. É difícil para mim escolher um entre os dois, mas tenho que admitir que a série contou essa história de forma mais completa e impactante, se aprofundou mais nos temas que estavam sendo debatidos e abriu uma discussão muito importante sobre cada um deles pelo mundo. Hoje o posto de melhor fica para a adaptação.

Quero muito saber se vocês já leram e/ou assistiram a série, o que acharam, o que sentiram enquanto assistiam, se foi romantizado ou não e tudo o mais que tiver de ser debatido. Até a próxima!