Resenha - A Rosa e a Adaga

Título: A Rosa e a Adaga
Título Original: The Rose and the Dagger
Série: A Fúria e a Aurora
1 - A Fúria e a Aurora (2016)
2- A Rosa e a Adaga (2017)
Autora: Renée Ahdieh
Editora: Globo Alt
Páginas: 366
Ano: 2017
Saiba mais: Skoob
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Eu me apaixonei ainda mais por Shazi e Khalid - mas confesso que esperava mais.

Sinopse: A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.


A Trama: Khorasan foi atacada, Sherazade e Khalid foram separados e uma guerra está por vir. Basicamente, esse é o cenário inicial que encontramos em A Rosa e a AdagaEm meio a traições e reviravoltas, os protagonistas vão buscando a melhor forma de organizar o caos para que, finalmente, possam ser felizes juntos.
Porém, mais uma vez, foi nas entrelinhas que a autora deu luz a sua história. Em um cenário tradicionalmente machista, as personagens femininas desempenham os papéis de maior destaque e são fundamentais para o desfecho da trama. E a sutileza com que esse empoderamento feminino vai sendo trabalhado, de forma tão natural, é incrível. É lindo. É uma das coisas que torna essa obra tão especial.

Os Personagens: Mesmo que estivessem afastados durante grande parte da trama, a relação entre Khalid e Sherazade ainda foi o ponto que mais me conquistou nessa história. É tão raro e tão bonito ver em um livro um relacionamento que vai além do amor "por amar" - que é construído aos poucos, com respeito e admiração mútua, com confiança, amizade, altruísmo... Essa relação encantadora dos protagonistas traz um brilho único à obra e é o que a torna tão inesquecível.
Porém, não posso deixar de mencionar Irsa - a garotinha acuada que aos poucos foi ganhando confiança e amadurecendo, até se tornar uma jovem mulher. Que protagonizou uma das passagens mais bonitas do livro ao abraçar seus sentimentos e reconhecer que eles é que nos fazem mais fortes. Que foi uma das mais gratas surpresas dessa história.

Capa, Diagramação e EscritaMais uma vez, nossa capa é ok... Mais uma vez, acho que a capa gringa devia ter sido aproveitada. Sim, os dois volumes combinam, ficam bonitos na estante e tal. Mas ai... A edição lá de fora é tão maravilhosa, tão luxuosa e combina tanto com a trama! 
Enfim... A escrita de Renée Ahdieh é única, intensa e fascinante. A riqueza de sua narrativa, a intensidade de seus diálogos, a profundidade de seus personagens, a descrição dos cenários... A forma com que ela trabalha a história realmente me transportou para o deserto e me deixou querendo mais.  

Concluindo: Esse livro é mágico, extraordinário e maravilhoso - seria um insulto não reconhecer isso. Seria uma afronta não ressaltar que ele está entre aqueles poucos que se tornaram favoritos e marcaram minha vida de leitora. Porém, mesmo me sentindo injusta - porque esse é um livro muito bom -, preciso admitir que ele não está no mesmo patamar que o primeiro volume da série e que, sim, eu esperava mais.

Quotes:
Sherazade sabia que era Khalid. Ela sentiu mais do que viu.
Como sempre. Como nunca. Como uma rosa sente o sol.