Resenha - A Melodia Feroz

Título: A Melodia Feroz
Título Original: This Savage Song
Série: Monstros da Violência
1 - A Melodia Feroz (2017)
2 - Our Dark Duet (2017 US)
Autora: Victoria Schwab
Editora: Seguinte
Páginas: 384
Saiba mais: Skoob
Comprar: Amazon // Submarino

Original, incrível e completamente envolvente.

Sinopse: Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

A Trama: Esse livro foi tão bom que eu não sei por onde começar a elogiá-lo. A trama é completamente original, com um mundo onde a violência gera a criação de monstros, que acabam aterrorizando a cidade onde os protagonistas moram.
Não espere muito romance, já que a trama realmente foca no aspecto político da cidade e no desenvolvimento do mundo. Porém, se você é fã de muita ação, reviravoltas, algumas cenas de suspense e uma interação brilhante entre os protagonistas, não perca a chance de conhecer essa história incrível.
A autora se esforçou para demonstrar que as linhas entre o branco e o preto são borradas e difíceis de distinguir, e que nem tudo é o que parece ser no primeiro momento.

Os Protagonistas: August e Kate não poderiam vir de mundos e famílias mais diferentes ou ter objetivos mais distintos, porém ainda assim (ou talvez justamente por isso) as cenas em que eles estavam juntos eram absolutamente brilhantes. August é um "monstro humano", um sunai que foi criado da violência e é capaz de matar os humanos com a música que cria em seu violino. Entretanto, apesar de não ser realmente humano, August tem desejos, medos e necessidades muito humanas. Senti como se o protagonista fosse um pouco inocente, protegido dos horrores do mundo por seu "pai", e isso acabou tornando-o uma pessoa boa no fundo.
Kate é o completo oposto de August. Cruel, independente, sempre sob controle, Kate parece conseguir prever o que acontecerá de modo a estar sempre três passos a frente das outras pessoas. Apesar de ter muito poder, e de ter a opção de viver longe de uma cidade controlada por monstros, o maior desejo de Kate é se provar para seu pai e assumir os "negócios da família", controlando os monstros que controlam a cidade. O mais estranho é que Kate pode parecer uma pessoa suicida, mas a autora consegue fazer com que as motivações dela façam todo o sentido.

Os Personagens SecundáriosVocê não adora quando o autor consegue desenvolver muito bem os protagonistas e mesmo assim encontrar espaço para mostrar os outros personagens carismáticos? Os dois sunais que são irmãos de August foram meus favoritos, completamente diferentes e ainda assim aterrorizantes, cada um de sua maneira. O pai de Kate não conseguiu me convencer de sua maldade, porque era possível ver o pai preocupado por traz do homem poderoso.
Minha parte favorita do livro provavelmente foi que nenhum personagem era totalmente mal ou bom, todos tinham suas motivações e, quer o leitor concordasse com elas ou não, faziam todo o sentido.

Capa, Diagramação e Escrita: Preciso dizer que essa capa é maravilhosa? As cores, os detalhes, tudo colaborou para que a imagem ficasse belíssima.
Não bastasse isso, a escrita da Victoria flui de tal maneira que escrever parece ser muito fácil para ela, como se a trama completa já tivesse sido escrita em sua mente. Tudo parece se conectar e você realmente sente a magia nas páginas. É o dom especial de um autor que realmente nasceu para escrever, e ela já se tornou uma das autoras que vou recomendar aos amigos sem pestanejar.



Concluindo: Eu já esperava que fosse muito bom, mas foi melhor. Honestamente vi pouquíssimos defeitos nesse livro e não consigo lembrar de uma situação em que não estivesse completamente envolvida na trama. Só me resta aguardar o próximo.