Resenha - A Febre do Amanhecer


Título: A Febre do Amanhecer 
Título Original: Hajnali Láz
Autor: Péter Gárdos
Editora: Companhia das Letras 
Páginas: 218
Ano: 2017
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Confesso, eu esperava mais.

Sinopse: 
Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

A Trama: Quando comecei a leitura não sabia exatamente o que esperar da história do jovem maluco que, ao descobrir que tem poucos meses de vida, resolve escrever cartas para 117 desconhecidas. 
Porém, com o passar das páginas, fui entendendo que o que num primeiro momento me pareceu maluquice era, na verdade, uma vontade de viver sem limites. Que um grande amor pode surgir de onde você menos espera. Que tem coisas na vida para as quais não conseguimos encontrar uma explicação lógica - e então nos cabe somente aceitar esses pequenos milagres. E que a esperança talvez seja nossa maior arma. 
A história de Miklos e Lili foi me ganhando aos poucos, mas quando me conquistou garantiu um lugar especial no meu coração - onde permanecerá por muito tempo.

Os Personagens: Quando amor que o autor sente por seus personagens é tão grande que transborda das páginas, é impossível o leitor não acabar se apaixonando por eles. 
Quando você se dá conta de que essas páginas carregam a história dos pais do autor - da qual ele não teve conhecimento por cinquenta anos - é tão mágico.
Eu me senti estranhamente próxima dos personagens e bizarramente envolvida na trama. E apesar desse desconforto inicial, foram essas sensações incomuns que tornaram a leitura ainda mais especial.

Capa, Diagramação e EscritaEm um primeiro momento, quando olhei a capa de relance, não vi nada demais nela. No entanto, durante a leitura fui reparando nos detalhes, nos selos, na flor, na carta... Essa capa é tão sutil e ao mesmo tempo tão cheia de significado - e combina tanto com a história.
A diagramação é simples, e permite que toda a atenção do leitor se concentre no texto. Um texto carregado de sentimento, de amor, de saudades... Uma leitura fácil e fluída, daquelas que confortam e parecem nos abraçar.

Concluindo: Um livro que se passa no período pós-guerra e é baseado em uma história real, alguma dúvida de que eu iria amar? É lógico que não! Essa premissa é o coringa da minha vida. Porém, diferente de tantos outros que tem essa época como plano de fundo, A Febre do Amanhecer traz uma trama que irá te deixar mais leve e plantar uma sementinha de esperança no seu coração.