Resenha - Sorrisos Quebrados

Título: Sorrisos Quebrados
Autor: Sofia Silva
Editora: Valentina
Páginas: 232
Ano: 2017 
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SinopseSorrisos Quebrados gira em torno de três personagens: a jovem Paola, a pequena Sol e seu pai, André. Os três são vítimas de violências distintas, que deixaram marcas profundas em cada um. Trata-se de uma história de superação de dores, magia, estrelas e de como importantes laços humanos podem se formar a partir da autoaceitação, da arte e da tolerância no cotidiano.

A TramaSeis anos após sofrer física e psicologicamente nas mãos de seu ex-marido, Paola vive em uma clínica para pessoas que enfrentam problemas como ela. As marcas da agressão estão estampadas em seu corpo e em seu espírito, e a única coisa que trás luz para seus dias é a pintura, algo com o que ela sente uma conexão muito forte. Isso até ela conhecer Sol, uma garotinha de 4 anos, fazendo com que a pintura e os fantasmas dos passados das duas as unissem. Porém, com Sol também vem André, seu pai, alguém que amedronta Paola desde o momento que se conhecem.
Sorrisos Quebrados é focado na relação de Paola e André e a maneira que eles buscam apoio um no outro com o passar do tempo. Apesar de ter cativado muitos leitores, eu não consegui me sentir tão conectada assim à história. Claro que as circunstâncias e experiências dos personagens são diferentes de outros livros, mas o que envolve o romance (e isso é a maior parte do livro, obviamente) achei bem clichê e, admito, um pouco entediante em alguns momentos. Acho que a única coisa que o diferencia de outros livros do gênero é o inicio, que conta a época em que Paola ainda estava com o ex-marido e a sequência é bem tensa e cruel de se ler.

Os PersonagensPaola e André são personagens quebrados, não há dúvida quanto a isso. Ambos sofreram muito no passado e buscam se redimir a cada dia por seus erros. Paola é uma mulher doce, um pouco ingênua, insegura depois de tudo o que aconteceu e incapaz de pensar em um bom futuro para si, embora coloque todas as suas inseguranças, medos e traumas na sua arte. André vive pela filha desde o seu nascimento, principalmente por Sol carregar traumas que nem ela mesmo lembra, mas vive com isso todos os dias, incapaz de brincar com outras crianças ou se aproximar de qualquer outra pessoa que não seu pai e seus avós. A relação da menina com Paola realmente foi uma surpresa, mas rapidamente elas se tornaram pessoas insubstituíveis uma para a outra. Eu gostei de Paola, mas tive ressalvas quanto a André, um dos principais motivos sendo sua caracterização (muito alto e muito musculoso), o que me incomodou porque, além de clichê, pontua, desnecessariamente, a fragilidade de Paola apenas por ele ter quilômetros de músculos.

Capa, Diagramação e EscritaEu gosto bastante da capa. Apesar da imagem da mulher ser bem genérica, os outros elementos contidos nela se encaixam na história. A diagramação está boa para a leitura, com a mesma imagem da capa nos inícios de capítulos e alguns outros desenhos em pontos específicos da história. Um dos meus maiores problemas com o livro foi a escrita. Não é ruim, de forma nenhuma, mas ela trás algo que me incomoda muito: a necessidade de ter uma frase de efeito em TODOS os parágrafos e falas. Por mais bonita e tocante que a história fosse, em menos da metade do livro eu já estava revirando os olhos de tantas dessas frases que eu já havia lido. É uma narrativa piegas, que a partir de um ponto se torna cansativa e os momentos românticos nem causam nada no leitor, já que há frases de efeito em todo lugar.

Concluindo
A história dos personagens é interessante, mas a forma que a autora conduziu o romance e sua narrativa não me agradaram tanto. Porém é um bom livro para quem gosta de romance e não se importa em ler mais do mesmo.