Resenha - Recordando Anne Frank



Título: Recordando Anne Frank
Título Original: Anne Frank Remembered
Autoras: Miep Gies e Alison Leslie Gold
Editora: Gutenberg
Páginas: 250
Ano: 2017
Saiba mais: Skoob
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A história da Família Frank sob um outro ponto de vista.

Sinopse: 
Para os milhões de leitores apaixonados pelo livro O Diário de Anne Frank, aqui está a surpreendente história de Miep Gies. Por mais de dois anos, Miep e seu marido ajudaram a esconder judeus dos nazistas. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram suas vidas todos os dias para levar comida, notícias e apoio emocional às vítimas.
Neste livro, Miep Gies relembra seus dias com honestidade e sensível clareza. Ela narra desde sua sua infância sofrida como refugiada da Primeira Guerra Mundial até o momento em que coloca o pequeno diário xadrez de Anne Frank nas mãos de seu pai, Otto Frank. O diário ficou guardado com Miep por muitos anos, e graças a ela, ele pode ser publicado.
Recordando Anne Frank é uma história fascinante e verdadeira, onde cada página nos toca com coragem e dolorosa delicadeza

A Trama: Com certeza, se você é leitor fiel do Fome, já sabe que O Diário de Anne Frank é um de meus livros favoritos. Então, o fato de eu ter amado esse relato sob outro ponto de vista, não será surpresa alguma. Porém, não deixe com que toda essa previsibilidade das minhas atitudes te impeçam de dar a esta obra o crédito que ela merece. 
Enquanto Anne Frank relata as atrocidades da Segunda Guerra Mundial com bastante ingenuidade, Miep Gies nos traz essa realidade de maneira crua e dolorosa. Enquanto Anne nos apresenta a versão daqueles que foram perseguidos, Miep narra esses fatos sob perspectiva de quem colocou sua vida em risco para proteger aqueles que lhe eram caros. 
Em Recordando Anne Frank conhecemos um pouco melhor os "personagens" do Anexo Secreto, mas também iremos perceber que a Segunda Guerra não foi torturante apenas para os judeus - aquela época foi terrível para todas as pessoas

Os Personagens: Miep é uma pessoa extraordinária - chegou aos 100 anos de idade e deveria ter vivido muito mais. Ela é o tipo de pessoa que inspira os outros a serem pessoas melhores.
Assim como Otto Frank. Quando li o diário de Anne, tive a sensação de que ele era um homem maravilhoso - mas às vezes o olhar de uma filha pode engrandecer seu pai. No entanto, Miep confirma que esse homem tem um coração imenso. E que, apesar de toda a dor a que foi submetido, não perdeu a esperança e a fé nas pessoas. 
Outra personalidade que pude confirmar, aqui, foi a de Anne. A menina mulher, tão madura e cheia de opiniões para algumas coisas, tão ingênua e infantil em outros momentos. 
Porém, um personagem bastante importante dessa história e de quem pouco se houve falar, é Henk - marido e suporte de Miep. A relação dos dois é linda. O apoio incondicional e a confiança entre eles é edificante - são aquele tipo de casal que realmente nasceu um para o outro.

Capa, Diagramação e EscritaA edição e a capa são bastante simples e dão um destaque imenso à figura de Anne - o que eu até compreendo, afinal, querendo ou não, é o que acaba fazendo com que muitas pessoas se interessem pela obra.
Como eu já mencionei antes, a leitura não é fácil. É cruel, densa, sofrida... Mas compensa. Cada página. Cada frase. Cada palavra. Pode te colocar pra baixo, mas compensa. 

Concluindo: Não consigo encontrar palavras para descrever o quanto essa obra me marcou. 
É leitura obrigatória para quem já leu O Diário de Anne Frank, e também para quem não leu. É o tipo de livro que irá te fazer repensar suas atitudes e transformar-se em uma pessoa melhor.