Especial - Setembro Amarelo


Nosso mês de Setembro foi dedicado à saúde mental, à prevenção ao suicídio e valorização da vida. E agora o mês está acabando...
Mas não poderíamos deixar o mês chegar ao fim sem reforçar que os cuidados de que falamos aqui devem ter tomados o ano todo. Esses assuntos não podem mais ser tratados como tabus.
Em 2018, a campanha do Setembro Amarelo ganhou um espaço muito maior do que vinha recebendo, mas não vamos acabar o mês e deixar tudo de lado.
Como destacamos bastante por aqui, contar com o apoio de amigos e familiares é extremamente importante - mas a ajuda profissional é fundamental. Não tenha vergonha. Procure e aceite essa ajuda.
A doença mental é uma doença como qualquer outra. Ela existe e é tratável - com acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Não podemos deixar que o preconceito acabe aumentando ainda mais o número de casos - que já é bastante assustador.
Espero, do fundo do coração, que nossa campanha tenha feito alguma diferença na vida de quem passou por aqui durante esses dias.
E, mais do que qualquer coisa, queria agradecer a todos aqueles que colaboraram para que esse mês tão especial acontecesse.
Queria registrar a minha imensa gratidão a todos aqueles e aquelas que ajudaram com indicações e compartilharam suas experiências - confesso que minha esperança de receber alguma resposta era quase nula, mas a cada vez que algum de vocês me respondia, meu coração se alegrava um pouco mais.
Queria dizer, também, o quanto sou grata aos nossos leitores maravilhosos - que mesmo após nossa ausência desnaturada, não nos abandonaram e continuam aqui, firmes e fortes.
E, por fim, essa equipe maravilhosa, que me faltam palavras para expressar o quanto significa para mim. Obrigada por terem abraçado a minha ideia. Eu não sei como demonstrar o quanto esse mês - que pode até ter parecido insignificante para algumas pessoas - foi importante para mim. E o quanto ter vocês ao meu lado nessa loucura foi essencial. Eu precisava sentir que estava fazendo alguma coisa. Que, de alguma forma, estava fazendo a diferença para alguém - e não teria conseguido sem vocês.
Espero ter ajudado alguém que estivesse  passando por essa situação. Alguém que talvez estivesse convivendo com essa pessoa sem perceber os sinais. E, também, quem estava vivendo o luto dessa perda.
Falar sempre é a melhor opção, não deixe de procurar e aceitar ajuda, especialmente a profissional. Não deixe de estar presente para aqueles que você ama.  
Caso precise de ajuda imediata, entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) por telefone, através do número 188 - válido em todo o território nacional -, ou pelo site www.cvv.org.br

Imagens: Aquele Eita