Resenha - Londres É Nossa




Título: Londres É Nossa
Título Original: London Belongs To Us
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera
Páginas: 266
Ano: 2017
Saiba mais: Skoob
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A capa e a sinopse podem até parecer carregar um livro despretensioso, mas não se deixe enganar... Sarra Manning pode ser tudo, menos despretensiosa. 


Sinopse: Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro.
Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de dragqueens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres.

A Trama: Vou começar essa resenha com uma confissão: mesmo com a sinopse que promete apenas mais um romance adolescente fofo, já comecei a leitura com as expectativas um pouco altas. 
Considerando que minha primeira experiência com a autora foi extraordinária, não tinha como eu acreditar que esse livro seria apenas sobre uma menina ingênua correndo atrás do namorado traidor para terminar (ou não) com ele. E é claro que Sarra trouxe muito mais do que isso para a trama. 
Esse é, sim, aquele romance água com açúcar previsível que vai te deixar com um sorriso besta no rosto. Mas, se você prestar bastante atenção, encontrará uma "segunda" história escondida entre as frases do clichê - bastante surpreendente e cativante.


Os PersonagensNo início do livro conhecemos Sunny, uma menina acuada e ingênua, criada para se camuflar por causa de sua cor. No entanto, no decorrer das páginas essa menina vai se transformando, se descobrindo uma mulher guerreira, forte, confiante, orgulhosa de sua raça, de seu cabelo, suas convicções - e ai de quem se meter em seu caminho.
Emmeline, apesar de não receber tanto destaque assim no livro, me ganhou logo de início e foi minha personagem favorita. Me identifiquei demais com a garota - e os momentos em que ela acabava sendo uma babaca com Sunny por tentar ajudar a melhor amiga me fizeram chorar de rir! Talvez eu tenha entendido um pouco porque algumas pessoas me acham grossa, mas eu juro que é apenas sinceridade e falta de filtro (haha).
Sobre os Goddard, admito que demorei um pouco para entender direito qual era o papel deles na história. Mas os dois são uma dupla cômica desde o início, então mesmo o fato de parecerem um pouco deslocados não me incomodou. 
A autora constrói muito bem todos os seus personagens, nenhum deles aparece na história simplesmente para fazer volume - e essa é uma de suas características de que mais gosto. Todos eles tem uma história, todos tem uma razão de ser e, por mais que nem todos ganhem nosso perdão, não quer dizer que não o mereçam.   

Capa, Diagramação e Escrita: Essa capa dá uma sensação de liberdade tão grande, que combina tanto com o desenvolvimento da protagonista, que me ganhou completamente - principalmente depois que vi a confusão que é a capa original! Não gosto muito de capaz com rostos, mas gente, esse livro pedia por uma capa clean. 
A escrita de Sarra Manning, nessa obra, é muito mais leve do que em Depois da Última Dança - o que já era esperado, uma vez que esse é um livro adolescente. Mas ainda assim ela é poética, intensa, doce, envolvente e surpreendentemente crítica.

Concluindo: Esse é aquele romance que, em um primeiro olhar, pode até parecer bobinho, mas quando seus olhos passarem por ele de novo, vai ser difícil se desviarem sem que ele deixe alguma marca no seu coração.  
Eu já sabia que esse livro iria me ganhar antes mesmo de terminar de ler a primeira página.

Quotes:
Todos se escondem. Todos procuram causar uma impressão. Toda pessoa tem momentos em que se sente carente ou assustada, ou em que acha que poderia ser uma versão melhor de si própria.