Resenha: Hilda e o Gigante

Título: Hilda e o Gigante
Título Original: Hilda and the Midnight Giant
Série: Hilda
2- Hilda e o Gigante
Autor: Luke Pearson
Editora: Quadrinhos da Cia
Ano: 2017
Páginas: 56
Saiba mais: Skoob
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Sinopse: Hilda é uma garota esperta e aventureira que consegue fazer amizade com as mais diversas criaturas — de trolls ameaçadores a enigmáticos homens de madeira. Mas ela não está tendo a mesma sorte com um exército de elfos minúsculos e invisíveis que mora em volta de sua casa… Hilda fará de tudo para defender seu lar e evitar uma mudança para a cidade grande. Mas lidar com os elfos não vai ser nada fácil — cada etapa precisa ser assinada, carimbada e encaminhada às instâncias superiores. Enquanto lida com a burocracia, Hilda ainda terá de resolver o mistério do gigante que aparece toda noite em sua janela. Afinal, os gigantes de antigamente não tinham desaparecido?"

Trama: Os dias tranquilos de Hilda e sua mãe mudam quando elas começam a receber minúsculas notificações para deixar a casa e o vale em que vivem. Por conveniência, e dada a excentricidade da situação, mãe e filha preferem ignorar o ocorrido, até que um dia são atacadas por seres diminutos - estes elfos invisíveis que moram no mesmo vale que Hilda e a muito mais tempo. Me assustei com algumas mudanças na formatação geral da HQ, embora a história continue encantadora.

Personagens:  Hilda continua determinada, corajosa e obstinada. Percebi uma ligeira irritação sarcástica que não me parecia combinar com a personagem, mas cabia na situação. Novamente temos pouco envolvimento da mãe e outras personagens, mas a trama já superou essas aparições comparadas ao volume anterior.

Capa, Finalização e Arte: Ok, estou insatisfeita. O traço delicado, minimalista e com ilustrações folks eram divinas! O que houve Luke Pearson?! Nesse volume, Hilda parece "rascunhada" e a estruturação de seu rosto mudou - minha  irritação na verdade se aplica à mudança em si. Respeito todos os tipos de traços, apesar de apreciar os mais detalhados e bem acabados, mas tenho ranço dificuldade em entender quando os autores resolvem mudar histórias já consolidadas (me desculpem, ainda não engoli a miscelânia absurda que fizeram na HQ de Walking Dead e ainda estou colhendo os frutos).



Concluindo: Amo HQs infantis, a criatividade sempre me deixa extasiada, e agora essa série foi adaptada pela Netflix! Estou evitando assistir, claro - tentando ao máximo me manter no encanto desse mundo literário balsâmico. Apesar das mudanças e da conotação um pouco mais ácida, Luke ainda impressiona com uma personagem tão infantil, madura e atípica em um universo fantástico com um "quê" de contos de fadas.