Resenha - Carrie, a Estranha

Título: Carrie, a Estranha
Título Original: Carrie
Livro Único.
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 200
Ano: 2013 (Original: 1974)
Saiba Mais: Skoob / Goodreads
Comprar: Amazon 

Sinopse: Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

A TramaA história de Carrie já está tão enraizada na cultura pop, que é difícil ir pra esse livro tentando limpar a mente de tudo o que já sabe sobre a trama. Sempre tive dó e medo da Carrie na adaptação de 2002 (a original ainda não assisti), e tudo isso me voltou finalmente lendo o livro. É difícil avaliar a obra original sem lembrar do filme, mas como tem um bom tempo desde que assisti (e o último que vi foi aquela adaptação bem mais ou menos com a Chloe Moretz), consegui me envolver bastante com a história. Talvez não como se estivesse descobrindo os rumos de tudo pela primeira vez (aliás, acho que até quem não viu o filme, nem leu o livro, sabe do que acontece), mas ver tudo como o King criou trouxe um ar bem mais sinistro pra história.

Os Personagens: Carrie é uma menina que foi criada por uma mãe fanática religiosa, que acredita que tudo é pecado e nunca lhe contou nada sobre a vida; motivo de uma das cenas de bullying mais lembradas da ficção, quando Carrie fica menstruada pela primeira vez no banheiro da escola e as colegas começam a tacar absorventes nela, enquanto a pobre menina acredita estar morrendo de hemorragia. Ela sempre foi uma garota reclusa, sem amigos, motivo de piadas para todos e de vergonha para a mãe, que acredita que ela seja filha do pecado e do diabo, já que Carrie apresenta manifestações de telecinesia desde bebê. Falando da mãe, Margaret é muito pior no livro do que nas duas adaptações que eu assisti, e ela dá muito medo. Fanatismo religioso é uma coisa bem presente nas histórias do King, e Margaret é a personificação de tudo de ruim que uma pessoa assim pode propagar. 


Capa, Diagramação e Escrita: A capa dessa minha edição é o poster do filme mais recente, e eu não gosto muito, preferia que a editora tivesse optado por uma capa mais condizente com a própria Carrie, mas entendo a necessidade de tentar vender por causa do filme. A diagramação é normal, com a fonte em tamanho bom para leitura. O livro não é dividido por capítulos, apenas em três partes, o que torna a leitura ainda mais fluida, pois a forma como é narrado (muitas vezes por trechos de livros que vieram sobre o massacre, entrevistas e etc) faz com que você vá avançando na leitura sem nem perceber. Esse foi o primeiro romance escrito pelo Stephen King e, embora dê para perceber ser um autor iniciante, você já consegue enxergar a maestria que ele domina o gênero que está escrevendo. Ele foi aprimorando ao longo dos anos, mas conseguimos ver a essência da narrativa do King nesse livro aqui. Só não gostei muito da tradução em algumas partes, porque consegui perceber que algumas escolhas de expressões não fizeram muito sentido e ficaram confusas.

Concluindo
A importância que esse livro teve pra carreira do Stephen King torna ele bem especial. Acredito que Carrie, a Estranha seja como Psicose: você pode saber a história de cor, mas ler a obra original trás um gostinho mais emocionante.

Vídeo: