Resenha - Crianças do Éden

Título: Crianças do Éden
Título Original: Children of Eden
Série: Crianças do Éden
1- Crianças do Éden
2- Elites of Eden (2017 US)
3- Rebels of Eden (2018 US)
Autor: Joey Graceffa
Editora: Galera Record
Páginas: 266
Ano: 2019
Saiba Mais: Skoob
Comprar: Amazon 

Sinopse: Joey Graceffa conquistou os corações de milhões de jovens com seus vídeos no YouTube. Após o sucesso de vendas de seu livro de memórias, Joey apresenta agora seu primeiro romance, Crianças do Éden.
Em uma Terra envenenada e morta pelo homem, onde todos os animais e a maioria das plantas foram destruídos, o Éden é o último refúgio para o que restou da raça humana. Mas as medidas de controle populacional garantem que a existência de Rowan seja ilegal. A garota não pode frequentar a escola, fazer amigos, ou mesmo ser vista em público. Cada dia em que continua viva é um risco para sua família.
Cansada de viver escondida, Rowan decide pular os muros que a escondem, e, embora descubra ser fácil permanecer invisível quando não se existe legalmente, a noite de aventura pode acabar em tragédia. Cabe a Rowan usar toda sua habilidade para sobreviver em um mundo que a renega.

A TramaApós os humanos efetivamente destruírem a Terra, a parcela deles que sobrou passou a povoar o Eden, um lugar projetado por um salvador para proteger os seres humanos de quaisquer perigos que o planeta tenha no momento. Como os recursos não são infinitos, foi estabelecida uma lei que permite cada casal ter apenas um filho. Segundos filhos são ilegais e imediatamente eliminados quando se toma consciência da sua existência. Crianças do Éden foi um livro difícil de engolir pelas primeiras cento e poucas páginas. Os personagens, a construção de mundo, o enredo por trás de tudo até que era ok, mas sabe quando você lê um livro e tem a sensação de que já leu a mesma coisa em outros? Isso se tornou recorrente em livros do gênero - distopia -, principalmente depois do bum alguns anos atrás, mas acredito que a função do autor que decide se aventurar num gênero já "saturado", é trazer elementos novos e diferentes que prendam a atenção do leitor que já está cansado de ler livros desse tipo. Várias propostas que o livro trás parecem uma colcha de retalhos de outros livros do tipo, como Divergente, The 100, até mesmo Jogos Vorazes, etc. O livro não é ruim, acredito que quem não tem tanta experiência com outras distopias vai devorar isso aqui em questão de horas. Mais pro final, inclusive, o livro toma um gás novo, que deixa o leitor mais empolgado e querendo saber o rumo que tudo vai levar.

Os PersonagensRowan, a protagonista, é uma segunda filha, vivendo escondida em casa por todos os seus 16 anos e apenas tendo notícias do mundo por relatos de sua mãe e seu irmão gêmeo. Cansada da vida presa e na perspectiva de algumas mudanças drásticas que estão para acontecer, Rowan decide sair às escondidas numa noite. E depois disso, sua vida começa a virar de cabeça para baixo. Ela foi uma protagonista difícil de lidar. De certa forma eu entendo sua ingenuidade por nunca ter tido contato com outras pessoas além de sua família, mas tem certos assuntos ao longo do livro que simplesmente não dá pra entender o porquê do autor tê-la emburrecido tanto. Lark foi de longe minha personagem favorita do livro, pena que não aparece tanto assim. Lochlan, apesar de não ser exatamente dispensável, foi um personagem muito forçado e pelo qual eu não dei a mínima.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu gosto da capa, acho que ela trás uma representação interessante da história, e as cores funcionam entre si. A diagramação é simples e a mais comum feita pela editora. A escrita também não é ruim; não é uma obra de arte, mas funcionou para que eu conseguisse levar a leitura até o final. Percebe-se que o autor é iniciante na escrita de ficção, porque conseguimos acompanhar o desenvolvimento da narrativa ao longo do livro (assim como uma melhora considerável no desenvolvimento da história).

Concluindo
É pouco provável que eu dê continuidade na leitura da trilogia, tudo que me foi apresentado durante esse primeiro volume não foi persuasivo o suficiente pra me prender pro próximo. Eu ainda gosto do gênero distópico, mas hoje em dia para dar meu tempo a uma série só se ela me ganhar por completo. O que não foi o caso.