Lançamentos de Junho #1 - Companhia das Letras

Oi, gente! Mais um mês que venho aqui para compartilhar os lançamentos da nossa parceira Companhia das Letras, e tem coisas bem legais vindo por aí!

Nightflyers - George R. R. Martin

Misturando ficção científica e terror, Nightflyers é um conto único em enredo e narrativa, e uma obra-prima de George R. R. Martin, um dos maiores nomes da literatura fantástica de todos os tempos.

Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.

Enfim, Capivaras - Luisa Geisler
Em seu primeiro livro para o público jovem adulto, a premiada autora Luisa Geisler narra uma aventura inusitada de cinco jovens em busca de uma capivara perdida.
A cidade no interior de Minas Gerais para onde Vanessa se mudou é o tipo de lugar onde anunciam os horários do cinema e os obituários com o mesmo carro de som. Nada de muito interessante acontece por lá, a não ser para Binho, que, segundo ele mesmo, tem várias namoradas e conhece um monte de cantores sertanejos famosos.
A verdade é que Binho é um mentiroso contumaz e agora passou dos limites: inventou que tem uma capivara de estimação. Cansados das histórias cada vez mais mirabolantes do garoto, Vanessa se junta aos amigos ― Léo, Nick e Zé Luís ― para desmascará-lo. E eles estão decididos a ir até as últimas consequências.
Narrado durante as doze horas de uma noite regada a álcool, salgadinhos, segredos e romances mal resolvidos, Enfim, Capivaras explora, através de diferentes pontos de vista, os relacionamentos entre um grupo de adolescentes em busca de uma capivara ― ou muito mais do que isso.


Neste romance celebrado pela crítica, a ucraniana de língua alemã Katja Petrowskaja reconstitui a fragmentada trajetória de sua família a partir de uma perspectiva inusitada.
Numa esquina de Kiev, em setembro de 1941, a babuchka, que talvez se chamasse Esther, pergunta em iídiche a soldados alemães o caminho para Babi Yar, onde, dois dias depois, mais de 33 mil judeus seriam mortos. Essa história, porém, começa muito antes e é narrada de um ponto de vista singular: o de uma ex-cidadã soviética nascida na Ucrânia no início da década de 1970 que escolhe Berlim como refúgio e ponto de partida, e adota o alemão, aprendido aos 26 anos, como instrumento de resgate de uma fragmentada história familiar. É dessa Berlim, hoje pacífica, que parte a jornada da narradora em busca da própria história, entrecruzada a todo instante por eventos cruciais do século XX.
Uma obra de arte que pouco se encontra na literatura de língua alemã: uma história familiar não sufocada pela convenção literária nem pelo peso da matéria narrada. ― Sebastian Hammelehle, Spiegel Online
Raras vezes uma história familiar ― e há uma profusão delas ― foi apresentada de forma tão apaixonante e comovente. ― Volker Hage, Der Spiegel


Londres, 1982. A Grã-Bretanha perdeu a Guerra das Malvinas. A primeira-ministra Margareth Thatcher tem seu poder desestabilizado ao ser desafiada pelo esquerdista Tony Benn. O matemático Alan Turing vive sua homossexualidade plenamente e suas contribuições para o avanço da tecnologia permitiram não só a disseminação da internet e dos smartphones como a criação dos primeiros humanos sintéticos, com aparência e inteligência altamente fidedignas. É nesse mundo que Charlie, Miranda e Adão -- o robô que divide a vida com o casal -- devem encontrar saída para seus sonhos e ambições, seus dramas morais e amorosos. O novo romance de Ian McEwan desafia nosso entendimento sobre humanos e não humanos e trata do perigo de criar coisas que estão além de nosso controle.


Com as manifestações de 2013 como pano de fundo, o romance de Jerônimo Teixeira tece uma sátira poderosa do mundo corporativo ao mesmo tempo em que reflete sobre os momentos iniciais da grave crise que abateria o país.
O ano é 2013. Protestos eclodem em vários pontos do país. Quais eram as primeiras reivindicações? No que elas se transformaram? Entender o que aconteceu naquele ano parece ser a chave para entender os eventos desencadeados em seguida. Descortinando contradições e relações que apenas a ficção pode detectar, Os dias da crise nos dá um vislumbre do que foi posto em marcha naquele 2013 que já parece distante. Faz isso pelos olhos de Alexandre Barbosa, um personagem que luta para conter o próprio cinismo ao mesmo tempo em que reafirma certa independência em relação aos grupos em conflito. Ligado ao mundo corporativo, o que Alexandre pretende é relatar a própria derrocada, além do princípio de uma crise que também é econômica. Tanto quanto uma leitura instigante, o romance de Jerônimo Teixeira desnuda o vazio do discurso político de tantos atores da comédia brasileira e oferece uma visão nítida de uma época turbulenta.


Neste originalíssimo livro de contos, o premiado autor do romance O drible e de Viva a língua brasileira!brinca com coisa séria. Depois de presenciar um encontro mitológico no céu da MPB, o leitor vai para a cama com Machado de Assis e acompanha um desfile de histórias cheias de graça, prosa afiada, erudição literária e cultura pop.
Nos contos de A visita de João Gilberto aos Novos Baianos, o prazer de contar histórias sobre histórias é o antídoto à alardeada perda de potência da literatura em nosso tempo. Assim, a história do mundo pode caber em treze tweets, tornamo-nos cúmplices de uma farsa erótica ambientada na Vila Rica dos inconfidentes e espiamos pela fechadura a intimidade de um famoso personagem machadiano.
No conto que abre e nomeia o livro, fantasia pop inspirada no encontro real entre o gênio da bossa nova e os jovens hippies liderados por Moraes Moreira, vislumbra-se uma síntese da contribuição original que a arte brasileira pode dar ao mundo: metade precisão rigorosa, metade delírio e festa. Os mesmos ingredientes podem ser encontrados na prosa entre o culto e o popular que anima um livro dividido em três partes, como um LP impossível.
No Lado A ficam as narrativas mais clássicas. O Lado B é dedicado aos fragmentos de um experimentalismo que examina com humor ferino, mas sem perder a ternura, os cacos restantes das velhas catedrais literárias e suas vaidades autorais na era da internet. Fecha o volume a deliciosa novela Jules Rimet, meu amor, publicada em 2014 como e-book.
O livro que você tem nas mãos não é conto, não é romance, não é tese e nem folhetim, é tudo isso misturado. Um ato de desobediência e teimosia de um baita escritor. A literatura está morta, viva a literatura! ― Fernanda Torres
O húngaro que jogou com Puskas e as desventuras da taça Jules Rimet, uma festa baiana, a outra inconfidência mineira, os caprichos da escrita – em histórias saborosas e irresistíveis, Sérgio Rodrigues faz o que quer com as palavras, sempre com graça e densidade, leveza e humor. ― Cristovão Tezza


Nesta abordagem original sobre a natureza da pesquisa, Stuart Firestein faz um elogio aos mistérios científicos e às incertezas que motivam os cientistas ao demonstrar que a ignorância é o verdadeiro combustível da busca por conhecimento.
A ignorância ― e não o conhecimento ― é o verdadeiro motor da ciência. Essa é a premissa deste livro de linguagem ágil e acessível, baseado no curso de enorme sucesso que o neurocientista Stuart Firestein oferece há anos na Universidade Columbia. Segundo o autor, a maioria de nós tem uma falsa impressão da ciência como um método infalível para descobrir coisas e fazê-las acontecerem. Na verdade, o trabalho dos pesquisadores é como “procurar um gato preto em um quarto escuro, sem saber se o gato está lá”. E é exatamente esse “não saber” que os mantém no laboratório até tarde da noite.
Aqui, o autor mostra como os cientistas usam a ignorância ― consciente ou inconscientemente ― para planejar seu trabalho, identificar o que deve ser feito, quais são os próximos passos e onde devem concentrar sua energia. Transformando a ideia convencional de ciência, Ignorância é uma abordagem original sobre a natureza da pesquisa e uma leitura imprescindível para aqueles que valorizam a busca por conhecimento.
Firestein relata como os cientistas seguem descobrindo fatos que confrontam a extensão de sua ignorância e como eles lidam diariamente com a incerteza em suas pesquisas. ― The New York Review of Books
Este livro curto e envolvente vem em ótima hora. Hoje as controvérsias científicas mais acaloradas suscitam diferentes interpretações de fatos ― mudança climática, contracepção, evolução. Quando se adiciona o componente político, a discussão se inflama e o pensamento patina. Incerteza soa como um palavrão. Stuart Firestein, ao contrário, celebra a tolerância à incerteza, os prazeres do mistério científico e o culto à dúvida ― o que pode trazer mais sobriedade ao nosso debate público. ― The New York Times


A partir de informações históricas, antropológicas, psicanalíticas e literárias, além das referências mais atualizadas da biologia molecular, da neurofisiologia e da medicina, o neurocientista compõe uma narrativa instigante sobre a ciência e a história do sonho.
O que é, afinal, o sonho? Para que ele serve? Como extrair sentido de seus tantos símbolos, repletos de detalhes e significados?
Neste livro, o renomado neurocientista Sidarta Ribeiro responde a essas e muitas outras questões sobre um dos grandes enigmas da humanidade ao recuperar narrativas literárias e históricas do mundo todo. Ele mostra como os sonhos eram importantes às civilizações antigas, como no Egito e na Grécia, situando-os no cerne da ciência e da política, ou como as culturas ameríndias preservam alguns dos exemplos mais bem documentados de profecias oníricas capazes de guiar povos inteiros. Ao mobilizar os principais debates da psicanálise, da medicina, da biologia molecular e da neurofisiologia, O oráculo da noite apresenta uma história da mente humana pelo fio condutor do sonho.

Redemoinho Em Dia Quente - Jarid Arraes

Uma das principais vozes da literatura contemporânea, Jarid Arraes traz um livro de contos sobre mulheres brasileiras que não se encaixam em padrões e desafiam expectativas.
Escritora conhecida por seus cordéis, Jarid Arraes estreia no gênero dos contos em Redemoinho em dia quente. Focando nas mulheres da região do Cariri, no Ceará, os contos de Jarid desafiam classificações e misturam realismo, fantasia, crítica social e uma capacidade ímpar de identificar e narrar o cotidiano público e privado das mulheres.
Uma senhora católica encontra uma sacola com pílulas suspeitas e decide experimentar um barato que a leva até o padre Cícero, uma lavadeira tenta entender os desejos da filha, uma mototáxi tenta começar um novo trabalho e enfrenta os desafios que seu gênero representa ― Jarid Arraes narra a vida de mulheres com exatidão, potência e uma voz única na literatura brasileira contemporânea.
O leitor se surpreenderá com a originalidade e a fluência da voz que aqui, nestes contos, enfrenta e revela o emaranhado de contradições que cada um de nós carrega. – Maria Valéria Rezende


Da autora de Comer, rezar, amar, um novo e delicioso romance sobre glamour, sexo e aventura na Nova York dos anos 1940. Em Cidade das garotas, uma jovem mulher descobre que não é preciso ser uma “boa garota” para ser uma boa pessoa.
Elizabeth Gilbert retorna para o texto ficcional com uma inesquecível história de amor na Nova York dos anos 1940. Narrado a partir da perspectiva de uma mulher que olha para o passado com felicidade, Cidade das garotas explora a ideia de sexualidade, bem como as idiossincrasias do amor.
Em 1940, Vivian Morris tem 19 anos e acabou de ser expulsa da faculdade. Seus pais, ricos e influentes, a enviam para Manhattan, onde mora sua tia Peg, dona de um teatro chamado Lily Playhouse. No teatro, Vivian passa a se relacionar com um grupo de personagens pouco convencionais, mas extremamente carismáticos: grandes atrizes, galãs, escritoras e produtores.
Mas quando Vivian comete um erro profissional que resulta em um escândalo, ela passa a ver aquele mundo com outros olhos. No fim, é essa jornada que a ajudará a descobrir o que ela realmente deseja ― e qual tipo de vida ela precisa levar para que isso aconteça. É nessa jornada que Vivian também encontra o amor de sua vida, uma pessoa que se destaca de todo o restante.
“A certa altura da vida de uma mulher”, escreve Vivian, “ela se cansa de sentir vergonha o tempo inteiro. Depois disso, ela está livre para se tornar quem é de verdade.”


Escrito a partir do trabalho jornalístico de Euclides da Cunha sobre a rebelião de Canudos, Os sertões é considerada uma das obras mais importantes da literatura nacional. Ao narrar a violenta e exaustiva repressão sofrida pelo bando de Antônio Conselheiro, o autor narra também a formação do homem sertanejo.
Muitas vezes visto como corroboração às ideias evolucionistas que permearam os anos 1900, este livro, na verdade, leva as contradições de tais ideias ao limite. A própria narrativa, o contar dos acontecimentos, vai desenhando um argumento contrário às polaridades e dicotomias estanques.
Ainda muito atual, Os sertões denuncia os crimes cometidos por uma sociedade eurocêntrica, violenta, autoritária, desigual e excludente, além de desafiar qualquer resposta fácil para as questões sertanejas.
Esta edição conta com introdução de Lilia Moritz Schwarcz e André Botelho; posfácio de Luiz Costa Lima; e estabelecimento de texto, notas e cronologia de André Bittencourt.