Resenha - Livre para Recomeçar


Título: Livre para Recomeçar
Autora: Paola Aleksandra
Editora: Paralela
Páginas: 400
Ano: 2019
Saiba mais: Skoob
Comprar: Amazon // Submarino

Uma linda história sobre amor-próprio. 

Sinopse: Anastácia carrega na pele as marcas deixadas por um casamento odioso. Em sua última noite como uma mulher livre, ela perdeu o controle do seu futuro e acabou presa no famoso hospício para alienados do Rio de Janeiro. Mas agora, três anos após sua internação, Anastácia precisará enfrentar o passado e descobrir como recomeçar. Quem ela escolherá ser longe do peso do título de Condessa De Vienne?
Graças ao Jornal das Senhoras, Benício de Sá é conhecido como o Bastardo do Café. Lutando diariamente contra a opressão do pai – um dos mais poderosos cafeicultores do Brasil – ele encontrou na construção cívil a oportunidade perfeita de mudar seu futuro e deixar uma marca no mundo. Contudo, enquanto a Empreiteira de Sá conquista o cenário carioca, Benício continua preso ao passado e às marcas que carrega na alma. Será que um dia ele conseguirá libertar-se por inteiro das garras do seu pai?
Anastácia e Benício se conhecem em meio à ruína, mas é durante a esperança de um novo começo que eles se reencontram. Agora resta saber se estão prontos para recomeçar.

A Trama: Livre para Recomeçar vai muito além dos romances de época que estamos acostumados a encontrar. Claro, temos um romance muito fofo entre os protagonistas, mas também nos deparamos com histórias paralelas igualmente incríveis - além de contar com uma crítica social bastante sutil mas absolutamente atual.

Os Personagens: Anastácia é uma mulher incrível e forte, e não está nem um pouco disposta a deixar que, mais uma vez, lhe roubem sua voz. Benício é um aventureiro, e também um homem honrado com ideais fortíssimos. 
Porém, enquanto a relação dos protagonistas vai se desenvolvendo, também podemos ver o quanto eles vão crescendo e se fortalecendo individualmente - e, talvez, essa tenha sido a parte do livro que mais me conquistou.
Mas essa história vai muito além dos protagonistas. Absolutamente todos os personagens são perfeitamente construídos e estão ali por uma razão - cada um tem um papel a desempenhar e, apesar de algumas coincidências terem me incomodado um pouco, a forma como suas histórias foram se entrelaçando é espetacular.

Capa, Diagramação e EscritaA capa é linda e, depois de ouvir as explicações da autora para cada detalhe, não consigo imaginar como ela poderia ser melhor.
O livro é narrado alternativamente pelos protagonistas, e escrita da Pah é bastante descritiva e fluída - mas sobre isso, depois de anos lendo suas resenhas, eu não tinha a menor dúvida.

Concluindo: Eu não sou lá a maior fã de romances de época, e confesso que o maior motivo para eu ter me interessado por essa obra foi a autora - de quem sou assumidamente tiete há anos. 
Além de esse não ser um dos meus gêneros favoritos, eu também não sou uma grande leitora de livros nacionais... E, por isso, me surpreendi com o quanto essa obra me cativou.
Eu esperava um romance bobo e bem água com açúcar, mas o que encontrei foi uma história sobre superação, amor-próprio e segundas chances. Uma lição de vida e de perseverança. Uma crítica social sutil e importantíssima. Um cenário incrivelmente atual, apesar de ambientado no Brasil Imperial. Um livro que, sem dúvida, me obrigou a refletir. E que ao final, assim como a autora pretendia, deixou o meu coração quentinho.

Quotes: 

O amor-próprio é o melhor presente que podemos nos dar, Benício. É por meio dele que libertamos as amarras do passado e descobrimos a melhor maneira de amar o reflexo que encontramos no espelho.

Não quero possuí-la. Desejo caminhar ao sue lado. Como dois inteiros que escolheram seguir juntos.