Resenha - As Aventuras de Tintim: Os Charutos do Faraó

Título: Os Charutos do Faraó
Título Original: Les Cigares du Pharaon
Serie: As Aventuras de Tintim #4
Editora: Hergé
Editora: Quadrinhos da Cia
Páginas: 62
Ano: 2005 (original P&B  1955; Col 1974)
Saiba mais: Skoob | Goodreads
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Sinopse: Levados por um egiptólogo excêntrico, Tintim e Milu saem em busca do túmulo perdido do faraó Ki-Oskh, nas areias do deserto do Cairo. Mas a descoberta arqueológica é apenas a fachada de uma perigosa rede internacional de traficantes, que esconde em seus porões caixas e mais caixas de misteriosos charutos. Para salvar a própria pele e desmascarar a quadrilha, Tintim e Milu velejam de sarcófago, cruzam o deserto a pé, pilotam um avião e até andam de elefante, entre outras peripécias pelo Oriente.


A Trama: Por ocasião do destino, Tintim se encontra com Armando Siclone, um egiptólogo fixado em encontrar a tumba do faraó Kih-Oskh. Sem nenhum motivo aparente além de curiosidade, ele resolve abandonar seus planos anteriores e segue o acadêmico para o deserto nos arredores do Cairo, onde Armando some e Tintim dá de cara com o crime organizado. Finalmente começamos a enxergar a engenhosidade que tornou esse personagem e seu autor tão icônicos.
O Protagonista e os Personagens Secundários: Finalmente Tintim esboça uma construção de personalidade descente e realista, de uma forma que conseguimos nos identificar com o repórter corajoso e tentar resolver o mistério com ele, enquanto nos divertimos o acompanhando. Ele mostra coragem, determinação, justiça, sinceridade e companheirismo. Apesar de aparecer pouco, Armando Siclone diverte em suas aparições, nos fazendo ansiar mais por seus feitos. Finalmente temos o debut de Dupont e Dupont, que eu ainda não decidi se eles me agradam ou irritam - talvez os dois, haha.




Capa, Arte e Finalização:  O quarto volume se destaca pela mudança no perfil da capa instigante e colorida, ela inspira diversão e cobiça (no meu caso, haha). A arte (que na minha edição, que é a atual,  já foi muito alterada - depois de algumas revisões do autor) define traços e ambientes detalhados com uma maestria divertida, mostrando um acabamento e coloração que enchem os olhos.

Concluindo: Estou muito feliz de conseguir curtir a leitura de um personagem que fez minha infância mais feliz, e reconhecer aqui tudo que me inspirava nele. Claro que há alguns detalhes aqui e ali, mas Os Charutos do Faraó entrega uma Hq completa.