Terça do Top #127 - 10 Livros de Autores Negros


Top 10 Livros de Autores Negros


Graças a Deus o que não faltou ultimamente na mídia foi a repercussão dos direitos dos negros, e no mundo literário não foi diferente, vimos muitas indicações de livros que  abordam a marginalização dos negros, assim como livros escritos por eles. Aqui vão nossas indicações:



1. Chimamanda Ngori Adichie


Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente. “Uma história sensível e delicada sobre uma jovem exposta à intolerância religiosa e ao lado obscuro da sociedade nigeriana. 

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.


 Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Ela é a quarta de seis filhos de uma família Igbo. Criada na cidade universitária de Nsukka, onde seu pai James Nwoye Adichie era professor de estatística -  e sua mãe, Graça Ifeoma, foi a primeira administradora do sexo feminino.  Com 19 anos, Adichie deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos para estudar comunicação e ciências políticas na Universidade de Drexel, na Filadélfia. Ela recebeu um diploma de bacharel de Leste, onde se formou summa cum laude em 2001. Em 2003, Chimamanda completou seu mestrado em escrita criativa na Universidade Johns Hopkins. Em 2008, recebeu a titulação de Mestre de Artes em Estudos Africanos pela Universidade de Yale. Adichie foi bolsista de Hodder na Universidade de Princeton, durante o ano acadêmico de 2005-06 . Em 2008, ela foi premiada com uma MacArthur Fellowship. Ela também foi premiada com uma bolsa em 2011-12 pelo Instituto Radcliffe de Estudos Avançados da Universidade de Harvard. Adichie divide seu tempo entre a Nigéria, onde ensina em oficinas de escrita, e os Estados Unidos. Ela foi a primeira mulher a ser Chefe da Administração da Universidade da Nigéria. Em 2016, foi conferido à ela uma certificação com honras, como Doutora em Humanidades, pela Universidade de Johns Hopkins. Em 2017, ela recebeu o mesmo tipo de certificação das Universidades de Haverford College e de Edimburgo. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre eles a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. 





2. Yaa Gyasi

Com uma narrativa poderosa e envolvente que começa no século XVIII, numa tribo africana, e vai até os Estados Unidos dos dias de hoje, Yaa mostra as consequências do comércio de escravos dos dois lados do Atlântico ao acompanhar a trajetória de duas meias-irmãs e das gerações seguintes dessa linhagem separada pela escravidão. Effia e Esi, irmãs que não se conhecem, nascem em duas aldeias tribais diferentes de Gana. Effia, a moça mais bonita do lugar, é vendida pelos pais para um colonizador inglês chamado James, e viverá com conforto nas salas palacianas do Castelo de Cape Coast. Quey, seu filho mestiço, será enviado para estudar na Inglaterra antes de voltar à Costa do Ouro para servir como administrador do Império. Mas sua irmã Esi terá outra sorte: encarcerada abaixo dos aposentos de Effia, no calabouço das mulheres do castelo, ela logo será embarcada com destino à América, onde será vendida como escrava. Uma concisa e ambiciosa saga familiar que cobre sete gerações de uma família partida, acompanhando numa narrativa ágil a vida dos descendentes dessas duas irmãs, os que ficaram na África e os que se tornaram afro-americanos. Percorrendo desde as guerras tribais em Gana até a escravidão e a Guerra Civil nos Estados Unidos, passando pelo trabalho de prisioneiros nas minas de carvão e a grande migração afro-americana, das fazendas do Mississippi às ruas do Harlem no século XX, Yaa Gyasi compôs uma obra-prima panorâmica, que permite uma compreensão visceral dos horrores da escravidão e toda a carga emocional acumulada na vida de seus descendentes, nos relacionamentos entre pais e filhos, maridos e esposas. 


Yaa Gyasi tornou-se um dos nomes mais comentados na cena literária norte-americana em 2016. Ela é uma escritora de 31 anos nascida no Gana, mudou-se aos 2 anos de idade para os Estados Unidos, sendo criada em estados sulistas como o Alabama e o Tennessee. Voltou ao seu país já adulta e, depois de conhecer o Castelo da Costa do Cabo de Gana, onde escravos eram mantidos como prisioneiros, decidiu escrever seu primeiro romance, (e até agora único). O caminho de casa, recebeu resenhas dos mais importantes jornais e revistas do país, alcançou a disputada lista dos mais vendidos do The New York Times e foi incluído na prestigiosa lista dos 100 livros notáveis do ano do mesmo jornal. Yaa foi nomeada uma das 5 melhores escritoras abaixo dos 35 anos pela National Book Foundation, além de estar sendo comparada com escritores de renome, como a nigeriana Chimamanda Ngozie Adichie.





 3. Jesmyn Ward
 
Observando Esch, ninguém poderia adivinhar que um grande furacão, o Katrina, ameaçava seriamente a sua vida… Ela tem apenas 14 anos e maravilha-se com tudo o que lhe acontece: descobrir o amor e ficar grávida, por exemplo, ao mesmo tempo que a cadela Pit Bull China tem uma ninhada de cães que traz uma grande alegria aos seus três irmãos: Júnior, o mais novo e curioso de todos, Skeetah, que admira aqueles cães como forças da natureza, e Randall, que espera obter com a venda da ninhada os meios para seguir uma carreira no basquetebol. Os avisos de um furacão cada vez mais poderoso a formar-se ao largo do Golfo do México e em rota de colisão com a região pobre de Bois Sauvage, onde Esch vive, só lhe chegam como rumores vagos, principalmente do pai ausente e frequentemente bêbado, em constante alvoroço entre alguns biscates e o recolher de materiais para fortificar a casa contra o cataclismo que se avizinha. Pode esta família de crianças sem mãe, e de pai distante, continuar a viver os seus sonhos e fantasias no meio da pobreza e sob a ameaça de um desastre natural? O amor que os une é praticamente o único recurso que possuem e a força da sua inocência terá de vencer a força do furacão.


Jesmyn Ward nasceu em 1977 na cidade de DeLisle, Mississippi. Concluiu os seus estudos na University of Michigan, onde granjeou importante reconhecimento pela escrita de ensaios, peças de teatro e ficção. A obra No Coração da Tempestade valeu-lhe os prêmios National Book Award for Fiction, em 2011, e Alex Award, em 2012. Trabalha atualmente como professora assistente de Escrita Criativa na University of South Alabama Jesmyn Ward. Ela já havia conquistado o National Book Award 2017 com seu romance "Sing, Unburied, Sing", esta que é uma das mais conceituadas premiações literárias norte-americanas com uma importante contribuição na divulgação de autores e tendo em seu histórico nomes de peso como: Ralph Ellison, Saul Bellow e Jonathan Franzen, para citar somente alguns.



4. Colson Whitehead  

Cora não consegue imaginar o mundo que há além da fazenda de algodão — e nem poderia. Das poucas coisas que lhe era permitido saber, ela sabia que a Geórgia não era um estado amigável para fujões. As cores do sangue derramado e o som dos gritos dos escravos eram claros na sua mente, e seus sonhos eram habitados pela angústia de suas companheiras de senzala. Em uma alma sedenta por liberdade, qualquer convite para ver o mundo além das cercas parece uma fonte cristalina. Cora não sabia dos segredos que se escondiam nas veias de seu país. Até que Caesar, um jovem escravo, contou-lhe sobre a ferrovia subterrânea que os levaria até os Estados Livres, onde não há mais escravidão. Cora terá que atravessar os Estados Unidos e enfrentar terríveis desventuras. Mas nada pode conter sua coragem para transgredir as condições que lhe foram impostas – ela fará de tudo para ser livre.



Arch Colson Chipp Whitehead (nascido em 6 de novembro de 1969) é um romancista americano. Ele é autor de sete romances, fazendo sua estreia em 1999. Se tornou o quarto escritor na história a ganhar dois prêmios Pulitzer em ficção. Com isso, ele se junta aos nomes de Booth Tarkington, William Faulkner e John Updike. Whitehead ganhou em 2020 com "O reformatório Nickel" (Harper Collins), obra sobre abuso em um reformatório juvenil americano na década de 60. Seu primeiro prêmio foi recebido em 2017, graças ao livro "The Underground Railroad: Os caminhos para a Liberdade",  (Harper Collins), por esse mesmo livro ele também ganhou  o National Book Award de ficção de 2016.  Ele também publicou dois livros de não ficção. Em 2002, ele recebeu uma bolsa MacArthur ("Genius Grant").



 5. Alice Walker

O romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra do sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gênero, etnia e classes sociais.


 Alice Walker ganhou o Prêmio Pulitzer e o American Book Award pela "A cor púrpura" - Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg. Entre seus outros livros estão "The Third Life of Grange Copeland and Meridian", "By the Light of My Father’s Smile", "Possessing the secret of Joy" e "Temple of my familiar." Ela também é autora de duas coletâneas, três ensaios, poemas e livros infantis. Seus livros foram traduzidos para mais de uma dúzia de idiomas. No Brasil, tem também publicado "Rompendo o Silêncio". Nascida em Eatonton, Georgia, Walker, Alice teve um acidente com seu olho direito aos 8 anos de idade quando um de seus irmãos disparou uma pistola de ar comprimido. Porque sua família não tinha carro, ela não recebeu atenção médica imediata, tornando-se permanentemente cega deste olho. Foi depois do acidente que começou a dedicar-se mais à leitura e à escrita. A cicatriz foi removida quando Alice tinha 14 anos, mas ainda resta uma marca sobre a qual a escritora fala em seu ensaio "Quando Meu Par Sou Eu" (em tradução não-publicada de Maisa Mendonça).  Devido à segregação racial nos Estados Unidos, os negros não podiam estudar nas mesmas escolas que os brancos. Havia um único colégio para negros em Eatonton, onde Alice fez o colegial. Teve o mais alto desempenho de sua sala, lhe garantindo o título "Valedictorian" conferido nas escolas americanas aos alunos que conseguem as melhores notas.  Em 1961 recebeu uma bolsa de estudos integral na faculdade Spelman College, em Atlanta. Lá envolveu-se rapidamente com o movimento dos direitos civis e recebeu uma outra oferta de bolsa de estudos do Sarah Lawrence College, localizado em Yonkers, na Região Metropolitana de Nova Iorque. Vive hoje no Norte da Califórnia 



6. Neal Shusterman

Ainda em Uma poderosa jornada da mente humana, um mergulho nas profundezas da doença mental. Caden Bosch está a bordo de um navio que ruma ao ponto mais remoto da Terra: Challenger Deep, uma depressão marinha situada a sudoeste da Fossa das Marianas. Ele é um aluno brilhante do ensino médio, cujos amigos estão começando a notar seu comportamento estranho, (como fingir entrar para a equipe de corrida da escola, mas na verdade passa os dias caminhando quilômetros, absorto em pensamentos), artista designado do plantão do navio, ele precisa documentar a viagem com desenhos, ele se vê dividido entre sua lealdade ao capitão e a tentação de se amotinar. O fundo é apenas o começo é um romance que permanece muito além da última página, um pungente tour de force de um dos mais admirados autores contemporâneos da ficção jovem adulta.  



A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador — um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão — ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais —, podem colocar a própria vida em risco.
 


Neal Shusterman é autor de vários romances premiados, roteiros para filmes e para animações de TV.  Em 2017, O ceifador, primeiro volume da série Scythe, foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award, o principal prêmio de literatura jovem adulta dos Estados Unidos. Shusterman nasceu e foi criado no Brooklyn , Nova York. Mesmo a partir de uma idade jovem, Shusterman era um ávido leitor. Aos 16 anos sua família mudou-se para Cidade do México. Ele terminou o ensino médio lá na Fundação Escola Americana e citações,  frequentou a Universidade da Califórnia, Irvine , onde ele formou-se em psicologia e teatro.  Após a faculdade, Shusterman trabalhou como assistente na Irvin Arthur Associates, uma agência de talentos em Los Angeles , onde Lloyd Segan se tornou seu agente. Dentro de um ano, Shusterman começou a escrever seu primeiro livro, e ja conseguiu um trabalho como roteirista. Ele recebeu inúmeras homenagens por seus livros, incluindo o National Book Award em 2015 por seu romance "Challenger Deep", o Book Award Globe-Horn Boston e a Medalha Leitor Califórnia Jovem de 2008 por "O Schwa estava aqui" . Ele serviu como um juiz para o PEN / Phyllis Naylor Trabalho Fellowship escritor em 2012. Seus romances "Downsiders" e "Full Tilt" ganhou mais de 20 prêmios cada. "Unwind" ganhou mais de 30 prêmios, e está agora em desenvolvimento com Constantin Film como uma série longa-metragem. Shusterman também escreveu para a TV, como o filme "Pixel Perfect" da Disney bem como episódios de "Goosebumps" e "Animorphs" . Ele atualmente vive em Southern California com seus quatro filhos.

7. Marlon James 

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles. Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além.


 Marlon James cria com magistralidade personagens — assassinos, traficantes, jornalistas e até mesmo fantasmas — que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Marlon James, nascido em 24 de novembro de 1970) é um escritor jamaicano que mora nos Estados Unidos, onde leciona literatura no Macalester College, em St. Paul, Minnesota.Ele também é professor no MFA de baixa residência do St. Francis College em Escrita Criativa. É o vencedor do Man Booker Prize de 2015 com o livro "Breve história de sete assassinatos", seu terceiro romance. Ele escreveu quatro romances: "O Diabo de John Crow" (2005), "O Livro da Noite das Mulheres" (2009), "Uma Breve História de Sete Mortes" (2014) e R"ed Wolf" (2019). 




8. Octavia Butler 

Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado. 

Octavia Estelle Butler nasceu em Pasadena, no dia  22 de Junho de 1947 —  e faleceu
em Lake Forest Park, no dia 24 de Fevereiro de 2006, mais conhecida por Octavia Butler, foi uma escritora afro-americana consagrada por seus livros de ficção científica feminista e por inserir a questão do preconceito e do racismo em suas histórias. Decidiu tornar-se escritora aos doze anos ao assistir o filme Devil Girl from Mars e convencendo-se de que poderia escrever uma história melhor. Depois de vender algumas histórias para antologias, adquiriu notoriedade a partir dos anos 1980, ganhando os prêmios Nebula e Hugo. Mas foi a publicação dos livros "A parábola do semeador" (1993) e Parábola dos Talentos (1998) que solidificou sua fama como escritora. Em 2005, ela foi admitida no Hall Internacional da Fama de Escritores Negros. Após sua morte, em 2006, uma bolsa de estudos que leva seu nome foi criada para incentivar estudantes negros inscritos nas oficinas de escrita onde Butler foi aluna e, mais tarde, professora.


9. Tomi Adeyemi 

Zélie Adebola se lembra de quando o solo de Orïsha vibrava com a magia. Queimadores geravam chamas. Mareadores formavam ondas, e a mãe de Zélie, ceifadora, invocava almas.Mas tudo mudou quando a magia desapareceu. Por ordens de um rei cruel, os maji viraram alvo e foram mortos, deixando Zélie sem a mãe e as pessoas sem esperança. Agora Zélie tem uma chance de trazer a magia de volta e atacar a monarquia. Com a ajuda de uma princesa fugitiva, Zélie deve despistar e se livrar do príncipe, que está determinado a erradicar a magia de uma vez por todas. O perigo espreita em Orïsha, onde leopanários-das-neves rondam e espíritos vingativos aguardam nas águas. Apesar disso, a maior ameaça para Zélie pode ser ela mesma, enquanto se esforça para controlar seus poderes — e seu coração. 


nascida em 1 de agosto de 1993 é uma escritora norte-americana de origem nigeriana. Ela ficou conhecida por seu livro Filhos de Sangue e Osso, o primeiro da trilogia O Legado de Orïsha, publicado no Brasil pela editora Rocco. Em 2018, ganhou o Prêmio Andre Norton de Ficção Científica e de Fantasia para Jovens Adultos, e em 2019, foi finalista no Prêmio Lodestar para Melhor Livro para Jovens Adultos, além de ser o Vencedor do Prêmio Nebula de 2018 na categoria Prêmio Andre Norton de Excelência para Livro de Fantasia ou Ficção Científica Jovem-Adulto e do Prêmio Hugo de 2019 na categoria Prêmio Lodestar de Melhor livro Jovem Adulto. Eleito um dos melhores livros de 2018 na categoria infantojuvenil pelo Entertainment Weekly, Amazon, Time, Newsweek e  Publishers Weekly. Tomi Adeyemi nasceu nos Estados Unidos, depois que seus pais emigraram da Nigéria. Foi apenas quando adulta que ela começou a abraçar sua herança nigeriana e descreveu seu romance como uma carta de amor à sua cultura. Adeyemi escreveu sua primeira história aos cinco anos de idade, criando uma personagem que seria uma irmã gêmea, também chamada Tomi. Mas, ela só foi criar outra personagem negra aos 18 anos. Se formou na Hinsdale Central High School em Hinsdale, Illinois em 2011 e na Universidade de Harvard com um diploma de honra em Literatura inglesa. Posteriormente, ganhou uma bolsa de estudos e veio para o Brasil, pesquisar a história da escravidão brasileira e traçar uma comparação entre a identidade afro-brasileira e afro-americana. Depois de tomar conhecimento sobre orixás e as religiões de matriz africana, a autora passou a estudar mitologia e cultura da África Ocidental. A Fox 2000 comprou os direitos de adaptação do livro para filme, e o acordo foi de aproximadamente sete dígitos, sendo considerado um dos maiores acordos de publicação de um romance estreante para jovens adultos. Adeyemi mora atualmente em San Diego, Califórnia. 



10. Maya Angelou

 Racismo Abuso Libertação. A vida de Marguerite Ann Johnson foi marcada por essas três palavras. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. As lembranças dolorosas e as descobertas de Angelou estão contidas e eternizadas nas páginas desta obra densa e necessária, dando voz aos jovens que um dia foram, assim como ela, fadados a uma vida dura e cheia de preconceitos. Com uma escrita poética e poderosa, a obra toca, emociona e transforma profundamente o espírito e o pensamento de quem a lê. 

Marguerite Ann Johnson  nasceu em St. Louis, Missouri, em 4 de abril de 1928 — e faleceu em Winston-Salem, na Carolina do Norte, em 28 de maio de 2014. Quando tinha 8 anos, foi estuprada pelo namorado da mãe em St. Louis, o que levou a anos de mudez, que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa e um grande amor pela literatura.  Aos 15, Maya tornou-se a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira numa época em que isso não era comum. Em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Na década de 1950 — quando assumiu o pseudônimo "Maya Angelou" — se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como "Porgy and Bess", "Calypso Heatwave", "The Blacks" e "Cabaret for Freedom". Nos anos 60 tornou-se amiga de Martin Luther King Jr. e Malcolm X, vindo a servir na Conferência da Liderança Cristã do Sul com Dr. King, e a trabalhar anos para o movimento de direitos civis. Também nos anos 60, viajou pela África, onde trabalhou como jornalista e professora, ajudando vários movimentos de independência africanos. Em 1970, publicou o primeiro livro,"Eu sei porque o pássaro canta na gaiola", que foi bem recebido, e no ano seguinte ganhou uma nomeação ao Prêmio Pulitzer em poesia. Em 1993, Angelou leu um de seus poemas, chamado "On the Pulse of Morning", na tomada de posse de Bill Clinton como presidente; recebeu o Grammy de melhor texto recitado pela sua leitura, e novamente a trouxe para a vista do público. Ao final de sua carreira, foi professora de história americana na Wake Forest University, Carolina do Norte.